Na falta de título melhor, achei que esse caberia. Hoje resolvi dividir várias pequenas poesias com vocês. Mas, devo admitir, eu as chamo de rascunhos, pois elas são uma coisa bem mais solta, sem tanto trabalho, nem preocupação, que eu fiz. Talvez não devesse colocá-las por aqui, pois pode ser que muitos achem elas ruins, afinal, são "quase rascunhos", mas como de vez em quando eu leio e gosto de uma ou outra, decidi dividir com vocês. Veremos quais serão as reações.
Poeminha da Continuidade
Bem, digo-nos, amigos,
quando a vida apresentar-se impiedosa,
levemos um dedo de prosa,
batamos um pouco de bola,
guardemos, no saco, a viola
e sigamos por nossas estradas.
A busca
A cada dia,
de nada em nada,
preenchemos o vazio.
Sem tempo
Olhos marejados...
corpo cansado...
Tenho para onde ir?
Acho que não...
Sigo sozinho,
por um árduo caminho.
Sigo, enfim, sem qualquer direção.
A cidade é vaga, vazia, injusta...
Cada hora é um dia, cada dia uma luta.
Assim nos perdemos,
nesse tão vasto mundo,
onde o tempo que temos
dura nenhum segundo.
Sobre um prostíbulo
Uma puta, por uma hora, cento e vinte reais.
De segunda a domingo,
exceto na quarta.
Na quarta tem promoção.
Jogada de marketing.
Duas por setenta, e por uma hora.
Ah!
E o chopp é com dose dupla.
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O homem que queria eliminar a memória
1 hora atrás








