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Análise do homem de ferro e do Hulk - algumas similaridades

em 5 de jul de 2009.

A novo Hulk e "O homem de ferro" são dois filmes, ao meu ver, que possuem algumas similaridades quando os analisamos por meio do que foi proposto em meu primeiro post sobre ficção. Ambos possuem - na realidade em que construíram, no seu mundo ficcional, portanto - características muito parecidas; não é à toa que Tony Stark, o homem de ferro, aparece na última cena do novo filme do Hulk dando uma indicação de que será lançado um filme sobre os "Vingadores" - grupo de super-heróis dos quais os dois fazem parte.

Estas similaridades das quais falei se encontram no âmbito das noções de verdade presentes nas obras. É claro que nem todos as verão da maneira como aqui serão apresentadas, mas creio que esta seja a idéia (mesmo que não intencional) carregada pelos filmes. Como disse em meu primeiro post, a ficção hoje é uma produtora de realidade. Nós lemos, assistimos ou escutamos esta ficção e absorvemos as verdades apresentadas por ela por meio de analogias e metáforas. Deste modo, pretende-se analisar quais noções de verdade nos são apresentadas pelos dois filmes.

Como todos sabemos, o Hulk é na realidade uma tentativa de se criar um super-soldado; ele representa a ânsia pelo desenvolvimento, a supervalorização da técnica que nos leva a consequências catastróficas (algo que poderia lembrar a relação energia nuclear vs. bomba atômica). Ele é também uma metáfora de uma sociedade voltada para ter sempre melhores resultados, para a exploração; uma sociedade que não se importa com os danos que o progresso pode causar. Este é o mesmo problema com o qual Tony Stark se depara em "O homem de ferro". Ele descobre que as armas produzidas por ele são usadas por bandidos, que estão causando mortes e injustiça ao redor do mundo. Ou seja, depara-se com uma sociedade de um captalismo exacerbado, um sistema danoso e insustentável.

Neste aspecto, o que os filmes fazem é nos passar uma idéia de oposição aos sistemas econômicos e sociais da atualidade; eles nos fazem perceber como eles são perigosos e como é necessário agir de alguma forma. Entretanto, esta ação não deve ocorrer por intermédio da destruição de tal sistema. O que se deve fazer é utilizar a sua própria força, suas riquezas e sua técnica para resolver os problemas do mundo. Ainda melhor do que trocar o sistema é usá-lo de uma maneira mais sábia, pois assim poder-se-ia salvar um número ainda maior de pessoas.

Estas afirmações acima ficam explícitas quando, ao longo do filme, o Hulk consegue controlar a fera que é libertada dentro dele e a direciona para uma ação que não envolve apenas destruir, mas lutar contra o inimigo e salvar a cidade. Isto é, ele é capaz de controlar aquela força infreável e utilizá-la para um bem maior.

Ainda mais clara fica tal afirmação no filme "O homem de ferro". Ao perceber que suas armas causam sofrimento e dor, Tony Stark não as destrói; não transforma sua empresa em uma instituição filantrópica. Ele cria com as próprias armas, com toda aquela tecnologia que traz o mal para o mundo, uma armadura de titânio que o transforma em uma super-herói capaz de salvar milhares de vidas. Ou seja, ele luta com as próprias armas do sistema.

Neste sentido, os filmes transmitem a idéia de que o sistema é sim danoso, mas que não é possível substituí-lo; é preciso apenas modificá-lo. Em termos políticos, poderiamos até dizer que fazem uma apologia a um capitalismo sustentável.

2 Comentários:

Eduardo Baldan

Ocorreu-me a mesma questão abordada no post sobre o bee movie.

Os projetos são pensados para isso? Ou são oriundos de um inconsciente coletivo?

Nesse caso acho que alguém, que viu os HQs e que tenha uma mente aberta, pode nos ajudar a explorar a questão.

O que me passa pela cabeça quando penso no Hulk em geral, não só no filme, encaro a estória como algo até de natureza "infantil". O cara que ta puto com o que tem ao redor e quer ficar enorme e forte para que ninguém possa ferí-lo.

Sei lá!
Abraço!

Leonardo Schabbach

Quando tive a idéia da análise foi mais vendo o filme mesmo. A HQ pode me dar uma percepção bem diferente disso, é claro. Como não conheço com muitos detalhes as HQs (embora goste), prefiro não opiniar sobre elas. Falei apenas o que pensei ao ver os filmes.

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