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As relações interpessoais na pós-modernidade

em 4 de jul de 2009.

Hoje já não basta amar, não basta o amor por essência, hoje é preciso ter atitude; só se ama quando se é capaz de demonstrar esse amor com palavras e, principalmente, com gestos. O mesmo vale para as amizades e para todas as relações interpessoais.

Na pós-modernidade não se olha mais para a essência, aquilo que antes dizíamos sentir verdadeiramente, que apenas nós éramos capazes de saber. Hoje, se alguém não é capaz de mostrar seus sentimentos através de atos concretos, é como se eles simplesmente não existissem. Num mundo em que impera o modelo da eficácia, é assim que se dão as relações de amor e também de amizade.

Talvez o "regime do eficaz" sobre o qual falo não tenha ficado tão claro, mas o fato é que ele predomina em todos os níveis da sociedade, o que inclui também as relações humanas. Fica mais fácil de compreendê-lo quando pensamos em termos mais econômicos; isto é, quando falamos de consumo. Se compramos um tênis, não pensamos, em geral, em como ele foi produzido, se causou desmatamento, poluição ou se, até mesmo, explorou mão-de-obra infantil (como podemos ver neste vídeo). Basta que o tênis seja confortável, que seja bonito e responda eficazmente aos nossos anseios para que o troquemos por outro.

Da mesma maneira se dão as relações sociais na atualidade. Não importa se a outra pessoa nos ama. Se ela não demonstrar tal sentimento por intermédio de atos concretos, consideramos que o sentimento não existe e simplesmente terminamos a relação; procuramos então outra pessoa, uma pessoa que possa responder eficazmente aos nossos anseios, exatamente como faríamos com um produto. É assim que a maioria das relações humanas têm se desenvolvido na pós-modernidade: como objetos de consumo. Basta uma noite em uma boate, uma mensagem de celular, para que nossas necessidades de consumidor sejam satisfeitas de maneira rápida e superficial, extramamente eficaz, portanto.

3 Comentários:

Beatriz Galvão

Oi, Leo.

Há mais de um mês atrás vc visitou meu blog (o Insólita Insone) e comentou meu post sobre As possibilidades do Amor pós-moderno.

Estou, com atraso, retribuindo a visita. Mas devo dizer que não sei se concordo plenamente consigo... Vou tentar resumir em uma frase que ouvi recentemente em um filme, e postei no Twitter: "o amor não é um sentimento, mas uma habilidade".
Particularmente, eu diria que é metade sentimento, metade habilidade.
Se vc não sabe demonstrar seu afeto, e construir através dele um relacionamento que valha a pena (qualquer que seja a natureza), que mudanças vc efetuou na vida daquela(s) pessoa(s)? E na sua vida? O que vc foi capaz de mudar por amor?

Se quiser continuar esta discussão, fique à vontade ;)
Será sempre bem-vindo!

Abraço e obrigada mais uma vez pela visita,
Beatriz

Leonardo Schabbach

Mas as suas palavras acabam reafirmando o que eu falei. Hoje a visão que temos é essa. Se não demonstrarmos com ações concretas o tempo todo o afeto, é como se não sentíssemos, o que nem sempre é verdade. Inclusive, isso é um sério problema para muitas pessoas. Existem pessoas que tem sérios problemas para demonstrar concretamente o que sentem, por N motivos. Cada vez mais, quem tem esse tipo de problema tem dificuldades em manter qualquer tipo de relação. Amam, mas por não saber demonstrar isso, acabam afastando os seres amados.

Por outro lado, entendo o que você quer dizer. É complicado caso a pessoa não demonstre de forma alguma os sentimentos, mas isso não deveria ser obrigatório. Quando a provocar mudanças na vida da outra pessoa, isso pode acontecer naturalmente, sem demonstrações concretas de afeto. Realmente entendo o que você quis dizer. Na minha opinião pessoal, já não mais tão teórica, acredito que ações concretas não devam ser assim necessárias, mas devem sim acontecer de vez em quando, mesmo que apenas na intimidade. O problema é que a maioria das pessoas hoje quer o tempo todo e para todo mundo ver.

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