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5 A Superloja

Finalmente chegara à cidade,
com mil e um produtos
com mil e uma utilidades.

Finalmente aberta ao público,
com preços módicos,
com setores diversificados,
com o ambiente controlado
pelo mais caro sistema
de ar-condicionado.

Todos no bairro correram,
assim que foram convocados.
E por lá permaneceram,
um dia por produto comprado.

Após o periodo de um ano,
a Superloja já estava cheia.
As pessoas por ali ficavam,
desde o primeiro café
até a longa última seia.

E todo o restante do bairro,
tranqüilo e arborizado,
ficou para os desavisados
que, por demais presos à realidade,
acabaram ficando de fora
do advento da modernidade.


Comentário: É uma poesia minha que achei legal dividir. É um pouco simples até na construção, mas eu, particularmente, gosto muito da musicalidade, do clima do poema e, especialmente, da mensagem que tentei passar. Considero essa poesia um pequeno conto. Espero que gostem!

5 Comentários:

Anônimo disse...

Achei o blog pelo google, procurando por poesias da cecília meireles. Gostei mto das coisas q vc escreve, parabésn!

Ana Polidoro disse...

Gostei da sua poesia, lembrei-me de mim. Na ânsia da escolha de um presente de casamento, numa louca espera de sumir daquela "superloja".

EMenezes disse...

Na simplicidade encontro leveza, suavidade, além de sua poesia ser bem precisa.
Tudo que está em seu blog é enriquecedor, que nutre com excelência todos que optam pelo prazer de se permitirem fluir pelas poesias.
Parabéns!
Eliane Menezes

Luisa disse...

É simples mas é boa, diz muita coisa. Gostei, continue postando que passarei a acompanhá-lo.

Jornalismo de Saia disse...

Interessante seu blog, gostei!

Abraço!

P.S: convidado a visitar o Jornalismo de Saia!


 

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