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Como escrever bem poesia?

em 4 de set de 2009.

Piso agora num solo fértil e, ao mesmo tempo, pantanoso. Talvez não devesse tocar no assunto, mas decidi me arriscar. Aos moldes da minha postagem "Como escrever bem?", pergunto: como escrever bem poesia? E o que é escrever bem poesia? São perguntas difíceis, pedem também uma apresentação de diferentes visões de se ver o fazer poético. Afinal, um poeta é aquele que escreve para si ou que escreve para os outros?

Sei que esta opinião talvez não seja muito popular, mas para mim o poeta é aquele que escreve para os outros - e estou com Ferreira Gullar nessa (confira a entrevista exclusiva com o ele no blog). Quando escrevemos poesia, em geral, colocamos nossos sentimentos e pensamentos em jogo, expomos eles ao mundo de uma maneira diferente, uma maneira que faça com que o leitor se conecte. Isso não acontece quando escrevemos apenas para nós. O que quero dizer é: não sou contra - muito pelo contrário - quem escreve poemas para si, mas sou contra quando estas pessoas reclamam ao serem criticadas e quando afirmam que não são valorizadas como poetas ou até do mercado que não as publica.

Todos sabemos que, realmente, o mercado para poesia é complicado, para não dizer praticamente inexistente, mas quem escreve para si não tem o direito de reclamar disso. O mesmo acontece com aqueles que escrevem com um rebuscamento tamanho que ninguém os entende - aqueles herméticos demais, como criticou Ferreira Gullar quando o entrevistamos. As pessoas lêem, mas não se conectam. E para mim esta conexão é o fator definidor de uma boa poesia; é também aquilo que permite que um poema seja bom para mim e ruim para você.

Mario Quintana é um poeta que serve bem de exemplo para o que quero dizer. Ultimamente, ele tem sido muito valorizado e cada vez mais lido. Se formos observar os detalhes técnicos de sua poesia, certamente notaremos que muitas vezes não há ali um grande rebuscamento ou um trabalho meticuloso com a forma e com a linguagem. Entretanto, seus poemas têm uma capacidade incrível de se conectar com o seu público, o que o torna, sem dúvida alguma, um grande poeta.

Quero criticar, portanto, uma poesia exageradamente auto-centrada ou rebuscada que acabe por aniquilar justamente aquilo que um poema tem de melhor: a sua capacidade de nos fazer sentir e pensar, de tocar o nosso íntimo e nos modificar. Como disse anteriormente, não sou contra aqueles que escrevem apenas para si. O processo de escrever um poema pode ser realmente terapêutico e, muitas vezes, até necessário. Mas se a poesia é tão exageradamente centrada no "eu" que nos impede de nos conectarmos com ela (além, é claro, de quem a escreveu), não posso considerar quem a escreveu um poeta. Esta pessoa só é poeta para ela mesma e mais ninguém.

Em resumo, o excesso de subjetividade ou de objetividade sempre leva a poesia a caminhos perigosos e, muitas vezes, mortais.
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Tem um poema do Paulo Henriques Britto (um dos meus poetas contemporâneos favoritos) que acho que vai bem por este caminho.


Um pouco de Strauss

Não escreva versos íntimos, sinceros,
como quem mete o dedo no nariz.
Lá dentro não há nada que compense
todo esse trabalho de perfuratriz,
só muco e lero-lero.

Não faça poesias melodiosas
e frágeis como essas caixinhas de música
que tocam a “Valsa do Imperador”.
É sempre a mesma lengalenga estúpida,
sentimental, melosa.

Esquece o eu, esse negócio escroto
e pegajoso, esse mal sem remédio
que suga tudo e não dá nada em troca
além de solidão e tédio:
escreve pros outros.

Mas se de tudo que há no vasto mundo
só gostas mesmo é dessa coisa falsa
que se disfarça fingindo se expressar,
então enfia o dedo no nariz, bem fundo,
e escreve, escreve até estourar. E tome valsa.

19 Comentários:

Editora Novitas

Esse é um ponto já debatido em outras rodas pela internet: uns favoráveis ao "consumo próprio" da escrita, outros - como nós aqui da Novitas - pró provocação através da escrita.
Escrever para si é coisa de médium e de adolescente, escrevendo diários sem fim nem utilidade.

Um abraço.

David

Leonardo Schabbach

O comentário de cima - que apaguei - era um comentário anônimo sobre a poesia abaixo (Poema de Amor), por isso foi apagado. Quem postou (era anônimo), peço que poste abaixo =D

Eduardo Baldan

Não sou poeta textual, nem sequer conhecedor profundo da poesia assim disposta. Se sou algo nesse sentido, sou apenas um mero QUASE aspirante a "escrevedor".
Entendo que o post é destinado àqueles que tem o intuito de desenvolver tais habilidades profissionalmente. E creio que seu objetivo está um passo além do que considero fundamental sobre a poesia.
Para agir com poesia, primeiramente é preciso um mergulho profundo em si. Só nessa fonte temos condição de abrir as portas para a compreensão do todo. E assim, talvez, compor de uma forma que ative a sensibilidade alheia.

Obrigado pelas dicas!
Um abraço.

oleparido

É um tema que, mais uma vez, leva a um bom debate.

Cada poeta, ou aquele que escreve poesias, tem que ter consciência de seu público. E são vários públicos: Geral, vários grupos, um grupo, uma pessoa especial ou para quem escreve.

Já escrevi para os 4 públicos e, sem dúvida, o último é o mais simples deles. Apenas pense e escreva. É como rabiscar aleatoriamente com pincel um quadro com sua mão não-dominante e de olhos fechados: Há quem julgue ser arte, há quem julgue ser coisa de criança.

Já tive mais contato com outros públicos do que tenho hoje. Quando começei a escrever em blog, lá pelos idos de 2003, vi várias conexões. Já vi poesia de "público geral" servir para uma pessoa e já vi poesia particular causar identificação em várias pessoas.

O que eu tiro disso e o que eu penso disso tudo: Não escreva para si, não escreva para público nenhum de forma racional. Sinta a poesia. Poesia é sentimento. Sentimento é humano. Homens são iguais. A grande questão, ao meu ver, é essa.

O poeta pode ter o domínio da técnica, pode escrever uma nova Divina Comédia, mas se escrever sem sentimento ele é máquina. Não atinge ninguém.

Usar técnica para melhorar a expressão do sentimento atingirá o maior número de pessoas. Natural. Por mais contraditório que possa parecer, um bom exemplo disso é "Profissão de Fé": por mais que Bilac fale da técnica, há o sentimento de amor pela poesia ali.

A poesia, em forme, tem que ser escrita harmoniosamente com o sentimento, seja ele particular, seja ele geral, seja ele um sentimento geral e particular.

Talvez tenha viajado um pouco e até fujido do tema. Eu reclamo do mercado não pelos meus poemas, nem vejo tanta qualidade assim - em sincera auto-crítica -, mas pela quase total ausência de procura e investimento em novos talentos.

Grande abraço,

Adriano Vinagre

Leonardo Schabbach

Tive de acordar absurdamente cedo hoje para ajudar minha família. Então, resolvi dar um pulinho no blog e me deparei com excelentes comentários. Agradeço muito aos que participaram, isso engrandece a postagem. E, sendo sincero, concordo com praticamente tudo o que disseram. Eu também reclamo do mercado editorial, todos reclamam, realmente se dá muito pouco valor ao jovem escritor no Brasil e, ainda mais, ao poeta. Infelizmente, poesia também vende pouco, se vendesse mais forçaria o mercado a reagir. É interessante observar que uma quantidade enorme de pessoas, mas enorme mesmo, procura poemas na internet e os lê. Não é à toa que milhares de sites do tipo "publique seu poema" fazem tanto sucesso tanto em número de publicações como em número de leituras. O lado triste é que na hora em que se passa a ter de se pagar por esse poema, adquirir um livro, ai a história muda, ninguém compra. É como se subconscientemente tenhamos criado (e a internet creio que ajudou nisso) uma idéia de que poesia tem que ser de graça, que não vale gastar dinheiro num livro de poesia já que tem um monte de graça por ai.

Outra coisa, acho que não deixei isso claro, quando digo "escrever para os outros" não falo de você produzir pensando no que os outros vão pensar, analisando público e etc... A idéia é basicamente essa: se você escreveu um poema, colocou no papel aqueles pensamentos ou sentimentos que tinha, isso já significa que quer mostrar para alguém - a não ser, é claro, quando o poema é feito APENAS por motivos de descarga emocional, que é quando você perde o direito de reclamar do mercado. Se não quisesse mostrar para um "outro" simplesmente não teria escrito o poema, guardaria as idéias e sentimentos consigo. Logo, não sou também contra os poemas centrados no "eu", intimistas, tanto que adoro Cecília Meireles e é isso que ela faz. A questão é que o excesso de subjetividade (poema exageradamente centrado no "eu") ou objetividade ou rebuscamento é que produzem poemas em que não é possível se conectar. A linha que delimita este excesso é que é complicada, diria impossível, de definir; só a leitura do poema nos permite fazer a avaliação. Até porque se pudéssemos fazer tal avaliação antes de ler o poema, não precisaríamos mais produzí-los, não é mesmo? E, convenhamos, todos sabemos que não é bem assim que funciona a coisa, hehe.

Só mais uma observação que me veio à cabeça depois de reler o texto e também os comentários. O excesso de subjetividade acho que gera - até mais do que impedir a conexão com o poema - um risco maior de se cair no lugar-comum, de falar do mesmo jeito de temas já absolutamente esgotados, de cair até no que muitos chamam de brega. Acho, inclusive, que é para isso que o Paulo Henriques Britto atenta no poema em que anexei ao texto.

E ainda sobre a imersão de que o Eduardo falou, estou também de total acordo. Mas digo mais, há de se fazer esse "estudo" introspectivo, mas há de se fazer o mesmo com o mundo. É através do conhecimento de si e do mundo que nasce a poesia, pelo menos assim eu penso. É justamente isso que caracteriza o "olhar diferente do poeta" de que tanto se fala.

Enfim, comentário gigante. Mas é que as observações feitas pelos outros comentadores foram muito boas e, como seguiam mais ou menos a mesma linha de pensamento minha, achei legal jogar mais umas coisas que fui pensando por aqui (quase um segundo post).

Editora Novitas

@Eduardo

Claro que só se escreve sobre sentimentos a parit do momento que você entende ao menos parte de si mesmo. Não este o caso.
O que digo é que hoje existe uma tendência ao "Tô nem aí para o que pensam", ao mesmo tempo que esperam apupos e, claro, ser lido.
A partir do momento que você escreve - seja poesia ou prosa - você está disponibilizando ideias suas que geralmente são íntimas e ao mesmo tempo ingratas, pois geralmente somente você as entende.
Quando comecei a escrever (e não me considero ainda um escritor completo), dizia para minha esposa, que é poetisa, que somente me sentiria feliz no momento em que provocasse emoções em mais alguém. Um dia mostrei algums poesias a uma senhora que também escreve e essa senhora chorou com algo que escrevi.

ESSE é meu ponto: escrever para satisfação pessoal, ótimo. Escrever, "desopilar" e guardar na gaveta, perfeito. Mas se você acha que algo que só provoque reação em você mesmo é consumível, esquece. Ação e reação, entende?

[]´s

David

Editora Novitas

1) Desculpem os erros de digitação acima...mandei sem corrigir.

2) Existe uma frase que até pensei que era Virgínia Wolff mas não é: "S escrever é um prazer, ser lido é uma HONRA". Não sei de quem seria isso, mas com certeza se ninguém quer crédito, pode deixar que assumo como minha.

[]´s

David

Leonardo Schabbach

Eu entendo os pontos acima. E acho que a frase resume bem, inclusive. Esse é um problema, há quem escreva como algo "terapêutico" e ainda assim queira reconhecimento da crítica e do mercado, isso realmente é complicado de acontecer. Mas é óbvio também que ninguém aqui está falando para se produzir em função do outro, do público e do mercado. Só que, em geral, se escreve para expressar alguma coisa. Então, em geral, já está se pensando no outro.

E concordo com essa tendência do "tô nem ai para o que os outros pensam". Era para isso que queria atentar também. Hoje há uma tendência a apontar quase qualquer coisa como arte e isso não é legal, devem haver alguns limites. É complicado estabelecê-los? É. Mas deve haver.

Miss Shag well

Boa noite! :)

Excelente post e excelente debate! Que pena eu não poder participar. :( Nem bem sei se estou ou não estou aí para o que os outros pensam -não costumo ter tempo para reflectir, no momento em que escrevo. Sai como transpiração, é automático e, quando reparo, estou inundada; costumo dizer, a brincar, que uma alma penada me possui - dita-me as palavras e move-me os dedos! LOL Nesses minutos nem me lembro que estou a escrever num blog. No entanto, quando percebo que sou lida, dou pulinhos de contentamento. :D :))) Estou aí (para o que os outros pensam)?...Não estou aí? Não sei - estou/sou confusa. :)

Editora Novitas

Eu meio que acabei "morando" neste post. É extremamente difícil debater algo assim pelos blogs, donos cada um de sua razão e das verdades de todos.
Leonardo, parabéns pelo post e pela qualidade dos que o leem.

@Miss: tem vezes que sentamos para escrever pensando assim: "Hoje vou escrever sobre tal e qual coisa"...e nada. Outras vezes, simplesmente largamos a mão sem muito entender o que vaidar o tal texto e esse acaba sendo "inspirado".

Mas com certeza, se a intenção é emocionar a alguém além de si, existem certas regras, como disse o Leonardo. Ou então corre-se o risco de torna-se um haikai do Leminski feito em fundo de quintal.

Um abraço,

David

Leonardo Schabbach

Eu fico muito feliz com a participação do pessoal. E realmente são excelentes leitores, com excelente conteúdo e, o que torna tudo ainda melhor, educados.

Sobre o comentário da miss e seu comentário sobre ela. Às vezes é assim mesmo. Dois de meus poemas favoritos, "Fragilidade" e "A palavra-homem", eu escrevi meio que do nada, talvez "inspirado", não pensei se escrevia para alguém ou não, apenas fiz, e até que ficaram legais, hehe. Mas ainda assim eu queria expressar algo que sentia ao mundo, podemos dizer assim. Faz parte do processo! =D

João Paulo Moço

Observei a data dessa postagem. Ela é de 2009. Cheguei um pouco atrasado (quatro anos, para ser mais exato). Mas, como diz a sabedoria popular: "Antes tarde do que nunca". E cá estou eu.

Como escrever bem poesia? Uma pergunta realmente complexa e que gera uma gama de outros questionamentos. Afinal, o que é bom para mim pode ser péssimo para você e vice-versa.

O poeta pode escrever para os outros com êxito. Mas, ele também pode escrever para si mesmo e tocar os outros. O importante é a conexão com o mundo ou parte dele. Quando essa ligação ocorre apenas com o escritor, a poesia nasce morta.

O mercado não está ruim apenas para a poesia: ele está péssimo para a leitura de um modo geral. Basta olhar para os nossos jovens. Aqueles que valorizam a leitura de um bom livro estão reduzindo cada vez mais.

Sobre o excesso de rebuscamento, é preciso fazer uma observação. Sim, sou contra esse exagero. Mas, nossa Língua é muito rica. É preciso tomar cuidado para que o combate ao excesso não se torne num exagero de simplicidade. A variedade de nossa língua é utilíssima. O poeta (na minha humilde concepção) precisa incentivar os demais a desbravar essa língua, conhecer palavras e conceitos novos, enriquecer o vocabulário e expressar-se melhor, com mais abundância.

Parabéns pelo espaço tão gostoso que tem aqui.

Se alguém quiser entrar em contato, visite minha página:

meussingelosdevaneios.blogspot.com

Unknown

O POETA ESCREVE O QUE SENTE.AS PALAVRAS FLUEM NORMALMENTE.SE É PARA O EU, OU PARA O OUTRO, ISSO NÃO IMPORTA, A ESSÊNCIA DO POETA ESTAR EM FAZER O QUE GOSTA.

Marcos Vinicio

O poeta escreve o que sente, as palavras fluem normalmente.Se é para o 'EU'ou para o "OUTRO", isso não importa. A essência do poeta estar em fazer o que gosta.

Unknown

Como estou tardio! Quase perdi o bonde de "João Paulo Moço". Porém aqui estou.
Escrevo poesias católicas e não sou profissional no assunto, mas o faço a partir dos meus sentimentos, embasados no conteúdo Bíblico.Coloco tudo de mim, voltado para a fé de tantos. Entendo que assim poderei no futuro atingir um público específico.
Não sei se me expliquei ou compliquei, porém entendo que aí tem o "eu", os outros e o mundo. Um abraço a todos os amigos poetas e leitores.

Unknown

Deram-me um pouco do amargo ,lentamente a bebi. Acorrentaram-me , tão despercebidamente! Minha alma, deseja fluir! Como as águas da cachoeira, que desce na correnteza e impressiona na beleza e já não são prisioneiras ! Por onde está a liberdade ? Alguém, a roubou! A decepção me escravisou, por isso procuro a brisa do vento o cheiro do ar! Desejo a liberdade ,que um dia me fizeram chorar! E mesmo chorando, nunca parei de sonhar! Não sou poetisa , mas amo recitar! Para mim ou para os outros o que desejo ser livre pra voar !

Jefferson Niederauer

Sinceramente, não faço ideia do que tu chama de "eu", ou "poema centrado no eu"... Tu citou acima a Cecília e seu modo intimista, então se trata disso? Falar de si? Mas veja, quem fala de si ta falando de todos também. "Retrato", poema da Cecília, fala da velhice, do passar do tempo, dos Eus pelos quais ela passou durante a vida. Ela ta falando de si, mas só como exemplo, pois o tema tempo e velhice são temas atemporais, que diz respeito a todo ser humano. Não tem como, por exemplo, eu falar da velhice sem dar meu ponto de vista a partir do que eu vivi, mas aquilo qualquer pessoa pode se conectar, já que ninguém está livre do tempo. Alvaro Campo também, totalmente intimista, ele fala somente dele em seus poemas, mas buscando temas que englobam o ser humano, a angustia no sentido geral.
Então, não acho que exista poesia centrado no eu, só se a mensagem for totalmente fútil e irrelevante para a maioria dos leitores. Pra mim a diferença está na mensagem passada, se for algo atemporal, então a poesia vai fisgar muita gente independente da época, se for algo fútil, então não terá futuro.

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