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Desencanto - poema de Manuel Bandeira

em 24 de set de 2009.

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústica rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.


Comentário: Poema fantástico, não é mesmo? Bandeira realmente tem um jeito musical muito marcante, volta e meia também recorrendo às rimas. Acho que isso torna ele um poeta muito atraente, e talvez por isso ele seja um dos mais populares. Suas poesias - e esta não foge à regra - são excelentes de serem lidas em voz alta; são bonitas, leves e sinceras, sempre sinceras. Esta em particular trata de uma temática parecida com a obra Testamento que coloquei aqui na postagem Poemas de Manuel Bandeira, deixa clara a intensa preocupação que o poeta tinha com a morte por causa da doença que desde jovem o afligia (tuberculose).

- O poema acima foi retirado da obra "Antologia Poética", da editora Nova Fronteira. É um dos melhores livros de poesias que tenho.

6 Comentários:

Marcela

Poxa, que poema bonito. Não sabia que o BAndeira era tão bom assim, obrigado pela dica.

Anônimo

sou encantada com tanta beleza......
ler e muito bom....
pra mente pra da imginação......
ler esses poemas nos leva a outro mundo.....
e eu adoro estar nesse outro mundo.....
@dhannynewes

Isabelle Thainá

Lindo poema!manuel e um genio! Gosto tanto que estou produzindo um trabalho de literatura em cima desse poema e gostaria de saber se vocês conhecem algum outro texto que possua a mesma temática qur manuel usa no desencanto, passando a mesma coisa que o poeta passa.

Jacqueline Maia Menezes

O eu lírico do poema faz um relato sobre o fazer poético, como se a poesia fosse escrita com seu próprio sangue, e que através do ato de escrever fosse fazendo seu coração sangrar pouco a pouco cada palavra, como se fosse um conta gota do seu sangue, bem profundo fazendo uma comparação de vida com a morte que já se anuncia devido a saúde do autor, ele se coloca dentro do poema através do eu lírico.

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