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Humanidade

em 23 de set de 2009.

Esta é mais uma poesia que coloco aqui um pouco receoso - e também curioso para saber o que vocês irão achar. A questão é que a escrevi hoje mais cedo e, ao menos para mim, é bem difícil determinar se um poema é realmente bom ou não logo que o faço. Se não gostarem dele, fica aqui um pedido de desculpas antecipado, hehe.

Humanidade

O ódio é um ode aos outros,
homenagem àquele que se odeia,
a valorização da imbecilidade alheia;
erro; equívoco;
criação.

O ódio não existe, não,
não é coisa do coração.
Não passa de uma qualidade besta,
um sentimento inventado na cabeça.

Portanto, dêem as mãos!
A humanidade só anda de mãos dadas,
assim não fosse, nós não teríamos mãos:
nasceríamos com dois pares de patas.

7 Comentários:

Marcos Paulo

Bom, nem faz tanto tempo que eu acompanho o conteúdo do "Na ponta dos lápis", entretanto, dos poemas de sua autoria que eu li, sem dúvida, este é o melhor. Tem um ar diplomático e uma beleza "venusiana", mas assim como perdoar é um dom; não odiar é só para as almas superiores -no que se refere à evolução espiritual. Esta superioridade pode ser percebida logo nas primeiras linhas,mas ela se concretiza com uma solução, mostrando que todos são passíveis dessa elevação, afinal, não somos animais(patas) e sim seres humanos(mãos).
Bravissímo

Igor

Achei bem feito mas o conteúdo inocente demais,ou eu fui rápido na leitura e não notei leve ironia ou realmente o conteúdo pra mim não bateu,não é o tipo de poesia que eu normalmente aprecio.

Leonardo Schabbach

A mensagem é a que você imaginou mesmo. É uma mensagem positiva, se não pudermos ser positivos nem na poesia, onde seremos?

E falo que um "mundo bom" é uma possibilidade, assim como um "mundo mau". É preciso se desfazer das ilusões que nos cegam para poder enxergar isso e, naturalmente, lutar por um mundo melhor. Afinal, imagino que ninguém (mesmo quem comete atos maus) queira um "mundo mau", pois esta mesma pessoa acabaria sofrendo as consequências disso.

Meire Ribeiro

Léo, é lindo! Grandes as pessoas que tem dentro de si tanto talento, inspiração, vontade e sentimento. Continue nos presenteando com estes poemas!
Parabéns!

Bernardo

Muito bom! Mas parece que o ódio existe sim, claro que poeticamente dizer que não existe parece algo como "não deveria existir". Mas o ódio é algo existente, mesmo como algo inventado na cabeça. Entendo e concordo com vc, se se entende que o ódio é uma criação sujetiva, e nesse sentido, podemos simplesmente não odiar. Mas é algo bem difícil - embora logicamente possível - só com as nossas forças. Mas o reconhecimento da possibilidade do não-ódio parece ser um bom passo para reconhecer a nossa força de ser bom, mas não se deve esquecer que tudo que há de bom e virtuoso no humano, é sempre acompanhado pela nossa própria fraqueza, por isso que kant diz que nem um santo conseguiu fazer o seu imperativo categórico e por isso, convém sempre se aproximar da graça, conforme diz Agostinho. Abraço!

Leonardo Schabbach

Obrigado a todo o pessoal que comentou. Valeu mesmo. E até esqueci de mencionar, mas o Marcos meio que matou as idéias do poema mesmo (pelo menos o principal), e a discussão filosófica nos comentários foi muito boa também.

E ri.ventura, meu medo era justamente esse. Quando li pensei que podiam pensar isso mesmo que você pensou, principalmente por causa dos dois primeiros versos da segunda estrofe. Eu tentei rearranjar eles de várias formas diferentes, foram problemáticos, acabei optando por esse jeito, mas mesmo assim acho que dependendo da leitura soa meio estranho, forçado mesmo. Era justamente isso que temia =P

Cheguei a colocá-los assim também, vejam o que acham:

O ódio não existe,
não
é coisa do coração.

Mas achei que soou ainda mais estranho pq podia parecer que é coisa do coração e não que não é. O poema, acho, ainda pode ser lapidado.

Abraço e, uma vez mais, obrigado a todos.

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