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Kindle, e-books e mercado editorial (Parte I)

em 26 de out de 2009.

Alguns dias atrás recebi um e-mail da Amazon.com que me deixou muito feliz: o Kindle agora funciona internacionalmente e pode ser enviado para qualquer lugar do mundo. Já esperava por isso faz tempo. E infelizmente vou ter de esperar mais um pouco, porque a taxa de importação do produto é absurda. De qualquer maneira, pesquisei um pouco mais sobre os livros à disposição para se baixar no Kindle e comecei a ponderar um pouco a respeito de e-books e do mercado editorial.

Sei que é um assunto também já muito discutido, mas gostaria de expor a minha visão, até porque talvez seja um pouco diferente das outras. Primeiro, para quem não sabe, Kindle é um leitor de e-books da Amazon, pouco mais grosso que um lápis, muito prático e agradável de ler. Através dele, é possível comprar os livros disponíveis no site amazon.com e armazenar no aparelho. Vale lembrar que o Kindle tem conexão 3G, portanto você pode comprar o seu livro estando no shopping, na praia, no meio do mato, enfim... é uma excelente vantagem. Você comprar e carregar obras completas de autores como Freud por míseros três ou cinco dólares e levar para qualquer lugar. Os mais recentes best-sellers também estão lá, por preços mais acessíveis.

Então comecei a pensar nos e-books e também no impacto que a chegada do Kindle terá no Brasil (claro que um pouco mais a frente, uma vez que o aparelho ainda é bem caro por enquanto para quem mora aqui). Não vou, porém, fazer uma apologia exacerbada aos e-books, nem defender com unhas e dentes o livro físico. Consideremos, primeiro, que e-books já existem no país; centenas, milhares. Por que com o Kindle a coisa seria diferente? Simples. Ele pode ser levado para qualquer lugar, a qualidade de leitura é muito maior e você pode ter acesso a muitas obras que não teria com e-books normais da internet. Por outro lado, o livro físico realmente é um produto fortemente estabelecido na sociedade e dificilmente será substituído por versões eletrônicas. Até é possível que perca um pouco de mercado, mas a maior tendência, em minha opinião, é que os e-books aumentem as vendagens das editoras que também publicarem os livros em versões digitais, afinal, quem não gostaria de ter no seu Kindle a obra completa de autores como Freud, Miguel de Cervantes, Flaubert e etc...? É barato e é possível, sem ocupar espaços. Ou seja, gerará, fatalmente, mais vendas. Afinal, a obra completa desses grandes autores, que antes era cara demais ou ocupava espaço demais para ser comprada, passam a ser muito baratas e a não ocupar espaço algum.

O que quero dizer é que, se eu fosse uma editora com potencial de produzir e-books, procuraria os títulos acadêmicos e também os grandes autores do passado. Esses são livros que certamente venderão bem em formatos digitais (assim como, creio eu, livros de auto-ajuda; imagino que seu público prefereria ler em e-book por preços mais baixos). E isso se torna claro quando analisamos os preços na Amazon. Enquanto posso comprar a obra completa de um grande autor do passado por três dólares, um livro novo da lista dos mais vendidos do NY Times sai por doze, um preço não muito distante do livro físico que, neste caso, sairia em vantagem diante do consumidor.

Já os livros acadêmicos parecem ter um potencial bom de vendagem digital pelo fato de que, muitas vezes, eles são a ferramenta de trabalho de um pesquisador. Logo, como toda ferramenta de trabalho dos dias atuais, a velocidade de manuseio é importante. Nada melhor do que ter todos os livros de que você precisa à mão e, o que é ainda mais eficiente, com um mecanismo de busca para encontrar aquela parte daquele livro de que você estava precisando. Fora isso, vejamos no Brasil por exemplo, quantos autores perdem inúmeras vendas de exemplares possíveis para as famosas xerox de livros? Com a presença do Kindle (quando ele for popularizado) estas xerox serão convertidas em vendas, pois será mais barato comprar o livro inteiro pela internet.

Enfim, espero que tenham gostado da postagem e coloquem aqui suas opiniões. Daqui a alguns dias pretendo fazer um outro post falando sobre mercado editorial e e-books, desta vez procurando mostrar o porquê da minha certeza na manutenção dos livros físicos como líderes de mercado quando se trata de leitura.

4 Comentários:

tita coelho

Tenho uma opinião um pouco "dura" sobre o e-book. Não entendo como viável, o Brasil pensar em discutir livro digital ou mesmo o desaparecimento do livro em papel, em um País que tem escola no meio do mato e em alguns lugares nem internet tem.
O kindle realmente é inovador, e tua idéia de editoras investirem em livros de domínios públicos é uma boa sacada, mas penso que quando chegar aqui no Brasil, o Kindle será para poucos... Justamente pelo preço. Mas entendo tua opinião no post e penso mais ou menos parecido. Com o kindle popularizado, xerox, etc... Desaparecem, mas antes o Brasil precisa arrumar problemas antigos, para realmente popularizar e tornar viável um leitor de E-book.
ótimo teu texto e muito legal tua opinião.

Letícia Coelho - Editora Novitas

Jessica

Utilizo muito o ebook como universitária, por motivos de praticidade(cabe em um pen drive) e por questões financeiras(bem mais barato que um livro científico impresso). Acho que a alternativa do ebook é muito válida. Entretanto, penso na velha questão que concerne tudo que é disponível na rede, ou seja, os direitos autorais. Não de editoras e sim do autor. Esse é, ao meu ver, o principal ponto a ser discutido na implementação dos ebook´s no país.

Adorei você ter tocado neste assunto. Parabéns pelo post.

Leonardo Schabbach

Pois é, por isso que falo que a questão do e-book ainda ficará mais para frente. No caso do Kindle, ainda é preciso que o aparelho barateie muito e, como você falou Letícia, não podemos esquecer mesmo do fato de que aqui ainda são poucos a realmente usar a internet (devo tocar nesse assunto no próximo post).

Sobre a questão de direitos autorais, creio que se os e-books forem vendidos por aparelhos como o Kindle, que são oficiais, esses problemas são até mesmo resolvidos.

E é isso mesmo. Vamos discutir por que o assunto é bom. Como pretendo escrever um outro post ainda falando sobre isso, os comentários são muito úteis =D

Chris

Concordo contigo em vários pontos. Também acho uma grande ideia lançar e-books de livros clássicos.
E não creio que o e-book tiraria o lugar dos livros físicos, apenas seria uma ótima e prática opção. Seria ótimo ter meus livrinhos no pen drive e na estante.
Penso que a questão de ler dever ser pensada. Há tipos de textos e tipos de leitores. Não conheço aparelhos como o Kindle. Se pode marcar trechos e fazer anotações?
Já escolhi meu presente de natal...
Parabéns pelo texto. Abç.

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