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Livros Físicos, e-books e mercado editorial (Parte II)

em 29 de out de 2009.

Esta postagem segue os assuntos tratados num artigo anterior também sobre os mesmo temas: Kindle, e-books e mercado editorial (Parte I). Aqui pretendo tratar mais especificamente das razões que me levam a crer que, de modo algum, os e-books substituirão os livros físicos. O que me dá esta convicção é um fato simples, mas que passa muitas vezes despercebido nos exarcebados temores diante dos livros digitais: grande parte das pessoas conhece os livros nas livrarias - ou por amigos que os conheceram nas livrarias.

Afirmação estranha? Vejamos o Brasil, por exemplo. Aqui quase não existem revistas literárias de peso ou real espaço no jornal para os livros. Além disso, é um fato que somente os best-sellers que já fizeram sucesso absurdo lá fora é que são aqui propangadeados em cartazes e etc... A grande parte dos livros - e isto inclui também os best-sellers, claro - vende no boca-a-boca. E geralmente esta corrente de indicações começa quando alguém encontra o livro por um acaso na livraria (ou depois de uma noite de lançamento muito bem sucedida). Este, inclusive, é o grande problema enfrentado pelas pequenas editoras: como colocar os livros nas grandes livrarias de modo que eles tenham visibilidade?

É possível vender online? É. Mas é bem difícil, até mesmo porque as pessoas não costumam procurar por livros aleatoriamente pela internet. Mesmo quem costuma comprar muitos livros pelo Submarino, por exemplo, fica sabendo da existência deles no boca-a-boca ou após esbarrar com o título em alguma livraria.

O grande exemplo desta minha idéia é a Bienal do Livro. A quantidade de livros vendida é gigantesca. E por quê? Pelo fato de que, assim como numa livraria, as pessoas conhecem os livros ali, naquela hora, no estande. Cheguei a discutir com uma amiga sobre isso, sobre o fato de que grande parte dos livros que estavam na Bienal são encontrados na internet por preços muito menores; ainda assim, as pessoas compravam os livros ali, pois era só naquela hora que tomavam conhecimento da existência daqueles títulos.

O fato é que é realmente muito difícil dar visibilidade a um livro unicamente com a internet, mesmo que você consiga uma senhora divulgação com blogueiros (até porque, no Brasil, pouquíssimos são os grandes blogs sobre literatura). Naturalmente, isso vale para pequenas editoras e também para os e-books. Foi justamente por este motivo que apontei - e ainda aponto - como grande caminho para os e-books a venda de livros de grandes autores. Primeiro, porque esses livros serão fatalmente procurados e segundo pelo fato de que muitos deles não demandam mais custo com direitos autorais, permitindo versões a preços baixíssimos (sem quase custo algum para o editor).

O livro físico, portanto, ainda é crucial, ainda mais quando se trata de autores novos ou recentes fenômenos mundiais. Desconsiderando possíveis e prováveis excessões, um e-book de um livro novo só alcançará sucesso caso haja, ao mesmo tempo, um livro físico que esteja dando o reconhecimento que aquele livro merece. E mesmo para os autores já conhecidos, não ter um livro físico exposto nas livrarias significaria uma perda realmente significativa em vendas. É por isso que eu digo: e-books e livros físicos apenas se complementam.

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