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em 11/10/2009.
Selecionei hoje, por causa de um comentário na postagem anterior, o poema Trem de Ferro do Manuel Bandeira (em conjunto com Tom Jobim). Nunca consegui declamá-lo muito bem, mas ele é, como quase todo poema de Bandeira, extremamente musical. Gosto de lê-lo imaginando realmente o ritmo de um trem, aquele barulho metálico ritmado. Além disso, posto também para falar do sorteio do livro. O dia será meio cheio, mas pretendo fazer o sorteio hoje e divulgar o resultado amanhã pela manhã, logo que o fizer entro em contato com os vencedores (decidi sortear dois exemplares). Agora confiram o poema!


Trem de Ferro

Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
(café com pão é muito bom)

Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
(trem de ferro, trem de ferro)


Nota: Caso não tenha visto e queira ler mais um pouquinho sobre o autor - e a poesia Testamento - pode conferir na postagem poemas de Manuel Bandeira.

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