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Osvaldo Santana - Cadernos do Homem Comum

em 16 de nov de 2009.

Nota: Este conto faz parte da série Cadernos do Homem Comum. Sugiro a quem nunca tenha lido nem um conto da série que leia, pois, apesar de serem razoavelmente independentes, eles têm também conexões interessantes entre si.

Ele limpou a sua arma pela terceira vez com uma dose extra de cuidado, fazia tempo que tinha uma relação íntima com aquele frio pedaço de metal. Aquela arma o tinha tornado famoso entre seus comandados: era o capitão Osvaldo Santana, o melhor atirador de seu batalhão.

O cheiro de pólvora exalava de sua mão, um sabor doce e agradável com o qual se acostumara desde cedo, desde que era um simples policial recém-iniciado.

Naquele dia, estava de folga, mas ainda assim decidira sair pelas ruas; sentia-se inquieto, não conseguia dormir sem respirar um pouco do ar fresco da cidade, das noites inseguras do Rio de Janeiro. Encostou o carro na praça Saens Pena, combinara de encontrar um amigo seu para tomar umas cervejas em um bar.

Como se a espera fosse excessivamente calma, sacou a arma por mais uma vez, segurou-a firme com a mão direita, sentiu-a se encaixar em seus dedos; era uma extensão de seu corpo.

Um barulho de batidas no carro o trouxe de volta à realidade. Três meninos de rua encostaram em sua janela aberta portando cacos de vidro. Eles ameaçavam, mandavam que ele entregasse todo o dinheiro e pertences que tinha.

Osvaldo apenas levantou a mão, deixou que as crianças vissem a sua arma; o efeito foi imediato. Os três meninos saíram correndo, desesperadamente tentavam atravessar a rua. Osvaldo abriu a porta do carro lentamente e saiu, apoiou a mão direita no teto e apontou para os garotos. Um, dois, três tiros... caíram todos mortos; a arma não estava mais fria, era agora um pedaço familiar de metal quente, produzia um calor agradável, um sentimento quase humano.

Osvaldo puxou seu telefone, ligou para o batalhão e mandou que enviassem algumas viaturas para tomar conta da situação. Também ligou para avisar seu amigo que não poderia mais ir com ele até o bar; estava com muito sono, decidira ir para casa descansar.

3 Comentários:

Lídia Michelle

Muito bom, Leo. Gostei muito do desenrolar suave para um final real, violento. Cadê os contos policiais? hehehe

Fernanda

Oi!

Adorei seu blog e gostaria de divulga-lo em meu blog.
Que tal uma troca de barnners?
minha caixinha link-me está no meu site:

http://dicasdor2.blogspot.com/

Meu site ainda está em construção, mas e ainda não postei, mas estou logo procurando parcerias.

Espero que aceite nossa parceria!

Abraços!

Leonardo Schabbach

É... os contos policiais estão demorando a sair. O grande problema é que eles exigem mais trabalho e eu estou tentando terminar um livro de ficção, o que atrapalha um pouco o cronograma. Mas vou tentar colocar o próximo conto aqui o mais rápido possível.

Sobre a parceria: é que eu não costumo fazer parceria deste tipo. Normalmente eu linko aqui os blogs que eu leio e acho que tem um conteúdo legal. O único blog em que houve mais essa questão de parceria foi o "notícia e blog", mas mesmo assim só porque eu já lia antes. A idéia não é colocar qualquer site, mas sites de qualidade pro pessoal que entra.

Eu vou ficar muito feliz sim de colocar o banner de vocês aqui no futuro. Mas, agora, o blog ainda nem começou, fica difícil eu indicar assim. Eu vou ficar de olho, se ele tiver um conteúdo legal e tiver sendo atulizado com constância, ai eu posso colocar.

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