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Melancolia

em 26 de fev de 2010.

Nota: Definitivamente acho que este é um poema diferente do que costumo fazer - ou pelo menos postar aqui. Talvez siga uma linha mais próxima ao Vida Poética. De qualquer jeito, considerei-o realmente muito bom, ao ponto de colocá-lo entre meus favoritos. Não sei o que vocês irei achar (tem um áudio de brinde, hehehe, acho interessante que escutem para pelo menos saber o tom de leitura que eu imaginei, que pode ser sempre diferente do de vocês, é legal comparar).

(editado: houve um problema com a gravação, em breve, colocarei-a disponível novamente)


Melancolia

Sinto uma melancolia que me empurra ao poema.
Uma força motriz,
invisível,
porém sentida.

Os versos brotam da melancolia da vida,
da saudade,
de um momento de descanso;
ou de cansaço.
Somente quando inevitável, é que de quando em quando eu faço
um poema.

Vida serena,
que segue.

O poema é interrupção,
coisa inútil
e leve.
Coisa útil
e entregue,
do poeta ao mundo,
em um segundo,
ou em horas.
Deus sabe como custam os poemas
a sair da cabeça
e tingir o papel.

Melancolia.

Desta palavra tão vazia
e cheia de sensações incertas
é que nasce minha poesia
e deságua em mim o poeta.

8 Comentários:

Joicinha

Leo que bom que estas de volta!!!

Gostei do seu novo poema e confesso que estou passando por esse estágio. Para distrair tenho lido Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector, meus autores preferidos. Tento sempre tirar proveito desse momento, escrevendo, escutando minhas musicas prediletas, faz muito bem para minha alma.

Parabéns por mais essa postagem
Já virei sua fã heheehhe

bjs

Joicinha

Leonardo Schabbach

Não sabe como fico feliz em saber que gosta suficiente do que escrevo para sempre quer ler mais!! É um prazer imenso mesmo. Infelizmente, nem sempre tenho tempo para escrever muitos poemas (pelo menos não na quantidade e qualidade que gostaria), mas faço o que posso; o mesmo vale para os contos.

Beijos,
Leo.

Tiffany Noélli

Que fofo seu sotaque carioca! E que dom vc tem, hein? Se poema é tão lindo e profundo... Lendo, nem parece q estamos nesses tempos loucos de hoje! e sim da época de Olavo bilac, Machado de Assís e Drummond... Parabéns! Ainda mantém aquele encanto da verdaeira literatura brasileira. Bjs

............dri!

Tem uma coisa que eu digo que poeta é poeta quando descreve o sentimento seu e consegue descrever o sentimento de outro... e nossa como é fácil a melancolia ser aquilo que nos faz escrever.
Parabéns, eu adorei essa =)

Talita Guimarães

O que mais alegra em acompanhar o "Na Ponta dos Lápis" é poder desfrutar da produção de qualidade e ver a preocupação do Leo em saber a opinião dos leitores, acolher os comentários e tal.

Gostei muito do poema e da possibilidade de ouví-lo do jeito que o autor imaginou declamá-lo.
Concordo com a dri! do comentário anterior quando ela diz que o poeta consegue descrever o sentimento do outro. Acho que é também por isso que gosto de poesia. Para ler a sinceridade do poeta e também ler aquilo que sinto e não sei pôr em palavras de forma tão bela.

Mais sucesso ao blog!

Abraços,

Talita

Marcos Paulo

Muito bom mesmo, Leo. O legal é que ao ler o poema não surgiu uma imagem em minha mente, e sim, o barulho do mar e do quebrar das ondas. Depois ouvindo - o poema lido - com a sua entonação, este som do mar ficou mais forte. Será que funcionaria em algum audio-poema criar uma paisagem sonora com os sons da natureza ou uma nota melancólica do som de um piano?
Novamente, parabéns. Muito, muito bom este poema. Também é um dos meus favoritos ao lado do "Confiança", "Felicidade", "(In)Sensibilidade" e o "Humanidade"
Vamos que vamos...Desculpe-me por demorar para comentar, as últimas duas semanas tem sido uma correria, no entanto, sempre tô lendo os posts.
Abraços Leo

Bernardo

Ficou muito bom! Estou passando por um momento de melancolia e gostei bastante. O bom que sempre vem boas inspirações nestes tempos! Quando acabar, te mostro o poema. abraço!

Raphael Ramires

Muito bom esse poema Leo. Adorei a abordagem metalinguística. Aproxima-se do estilo de Fernando Pessoa e de Drumond. Ótimas referências, mas sei que enxergar estilos, métricas e diagramações em poemas é apenas uma curiosidade técnica. A arte não é feita de regras nem de consultas. No máximo podemos ter influências, não mais do que isso. É isso que percebo em "Melancolia". Um obra de arte em excelente técnica, altamente expressiva e envolvente. A influência de sua cultura literária em seus trabalhos é muito perceptível. Parabéns.

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