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[Novos Autores] - A filha do livreiro, Marcela Tagliaferri

em 9 de fev de 2010.

Inicio aqui o projeto de ajudar a divulgar novos e bons autores nacionais. Hoje, segue a resenha do livro “A filha do livreiro” de Marcela Tagliaferri (@mar_tagliaferri), da editora 7Letras. Vocês poderão conferir também uma entrevista com a autora e concorrer a um exemplar do livro. Quem se interessar, pode encontrá-lo no site da autora ou nos de grandes livrarias, como a Saraiva (editado: felizmente, afinal é uma boa notícia, os exemplares da Saraiva já se esgotaram; é possível comprar o livro na Martins Fontes ou no site da 7Letras). Leiam a postagem com atenção e participem!

O livro começa com a morte da personagem principal, Ana Clara, a filha de uma família de livreiros até então formada por filhos únicos. Na cidade de Libertazul (um Rio de Janeiro mítico, como descreve a autora – uma cidade apaixonante entre o mar e a montanha onde todos amam a literatura; lembrou-me um pouco Paraty na época da FLIP), a expectativa em torno de Ana Clara era grande, todos achavam que ela seria a melhor dentre todos os livreiros.

O crime acontece. A história começa com o sofrimento e a confusão do marido. É preciso saber quem assassinou Ana Clara. Nesse clima de mais agonia, a autora apresenta uma “sala secreta” e mais alguns mistérios que vão envolvendo o leitor e, conforme a confusão inicial se desfaz, ele começa a compreender as personagens e fica curioso para saber o que de fato aconteceu. A grande sacada é que o livro, pouco a pouco e de maneira natural, deixa de ser sobre o mistério da morte de Ana clara e passa a falar sobre a cidade de Libertazul, a família dos livreiros, os romances e, principalmente, a relação entre as personagens e as histórias de ficção. Sem sombra de dúvida, quem gostar realmente de literatura – ainda mais aqueles que também escrevem – vai se envolver com o livro, vai se conectar com a história e passar a refletir sobre o prazer da leitura, sobre o encantamento de uma boa história ficcional. Eu, particularmente, gostei muito da obra.

Alguns detalhes mais técnicos. Até para avisar aos leitores do blog que pretendem comprar o livro, falarei de alguns pontos mais específicos da obra. Como disse na resenha, ela começa um pouco confusa, a leitura causa uma certa agonia: isso se deve a escolha da autora pela narração no presente – somente no início, depois há flashbacks e o tempo narrativo faz a diferenciação do que é presente e do que é passado para nós – e dos sucessivos períodos curtos. Mas claro, esta agonia e também confusão se dá por uma opção estética, para mostrar o sofrimento do marido, a perplexidade de toda Libertazul. Apenas faço este aviso aqui, pois algumas pessoas, neste início, podem se sentir incomodadas e desanimar da leitura; outras irão achar as páginas iniciais simplesmente fantásticas. O fato é, continue lendo e logo o mistério irá lhe envolver e, quando todo o clima acelerado do início do livro tiver passado, a história explodirá de vez.

A partir do capítulo que se inicia na página 42, um capítulo que considerei excelente, a autora nos leva a conhecer a história de Libertazul, a história da família de livreiros, romances e, como mencionado, mostra-nos o poder que podem ter os livros. Portanto, aconselho àqueles que não acharem as primeiras páginas do livro tão tentadoras a continuar, pois definitivamente não irão se arrepender.


Concorra a um exemplar do livro

Decidi fazer a promoção de “A filha do livreiro” utilizando não só o blog como também o twitter, de modo a dar maior visibilidade a autora. Leiam com atenção como participar e concorrer a um exemplar.

- Após lerem a resenha e a entrevista, postem seus comentários normalmente e, no final, acrescentem um parágrafo de no máximo umas Cinco linhas (no Word) dizendo qual a importância de um bom livro de ficção.

- Para validar a sua frase, poste no twitter a seguinte mensagem: RT @leoschabbach Concorra a um exemplar do livro “A filha do livreiro” de nossa entrevistada Marcela Tagliaferri - http://migre.me/jpDy

Sei que nem todos possuem twitter, mas quem sabe a promoção não os estimula a fazer um. Infelizmente, é mais interessante que o concurso seja feito desse modo, pois assim mais gente lerá sobre a obra da autora. Vocês podem enviar frases até a meia-noite do próximo sábado. A melhor frase será escolhida (tentarei pedir para que a própria autora o faça) e revelada no domingo. Não esqueçam de colocar no comentário o seu nick no twitter, para eu poder identificá-lo(a): exemplo, o meu, @leoschabbach.


ENTREVISTA COM A AUTORA


Como foi o processo de criação e produção do livro "A filha do livreiro"?

R: Eu levei três anos para escrevê-lo. A ideia partiu de um confronto entre policias e traficantes na Rocinha, em que morreu uma mulher jovem, de bala perdida. O que me deu vontade de escrever sobre a perda de uma pessoa, repentinamente. Falar sobre o sofrimento de quem fica, do marido, no caso. Conforme a personagem foi sendo criada, as histórias surgiram e vieram outros personagens. O que mudou o rumo do que eu pretendia. Surgiu Libertazul, uma cidade mítica, onde o lugar da livraria é o centro da praça. Os caminhos da criação são um mistério, para mim. E muitas vezes caótico, porque você dá vida, mas os personagens possuem vida própria e muitas vezes é impactante. Você não deseja aquele caminho, mas não dá para brigar. A vida não é sua, é do outro. Muitas vezes, você leva uma rasteira deles. Tentei várias editoras e concursos. Mas sempre recebi não. Até que enviei para a 7Letras e o texto foi aprovado. Depois de ter lido uma matéria do Jorge, na revista Megazine do jornal O Globo, em que a discussão era justamente a dificuldade dos novos autores serem editados. E que ele lançava pessoas novas no mercado. Resolvi mandar para a editora.


De onde saiu a idéia da cidade de Libertazul? Se puder, nos fale um pouco sobre ela.

R: Libertazul é o Rio de Janeiro mítico. O Rio dos meus sonhos. Vargas Llosa (Cartas a um jovem escritor) diz que: “ Ela (a ficção) não é o retrato da história, mas a sua contracapa ou reverso, o que não aconteceu e, precisamente por isso, precisou ser criado pela imaginação e pelas palavras para satisfazer as expectativas que a vida de verdade era incapaz de cumprir (...).”A criação te possibilita tudo. Não há restrição. Adoro essa ideia de liberdade e fantasia. Nada como a imaginação, o encantamento pelas palavras. Libertazul é uma cidade que fica entre o mar e as montanhas, onde as pessoas se sentem à vontade, andam despojadas, cheia de sol e muita chuva também. E que vive entre a livraria e o centro de medicina dos Livres, os fundadores da cidade. E o melhor, sem a violência urbana. A única violência existente fica por conta das negações humanas.


Qual você acha que é a principal mensagem do livro?

R: O livro não tem mensagem. A ficção não é lugar de mensagem. É um território livre. E como dizia Proust: todo leitor é leitor de si mesmo.


Quais os seus livros favoritos? Algum deles influenciou a sua obra?

R:São muitos. Os livros favoritos ficam dentro da literatura, o grande amor da minha vida. Alguns eu falo no livro, como: Cem anos de solidão, Grande sertão veredas, As mil e uma noites. Não há como fugir de Machado de Assis, uma referência da nossa literatura. Falar em influencia é complicado, porque me vejo como parte da história, e ela é construída pelos clássicos, o passado, e pelos contemporâneos. Sei que sou uma escritora do século XXI. Recebo influencia de tudo. E não só da literatura como também das artes plásticas, da dramaturgia, das novas tecnologias. Faço parte da história. E me sinto muito orgulhosa disso. Não existe presente sem passado. Um grande movimento, como a vida: sempre em mutação. Acho bonito isso. E com todas as dores que ela traz.


Alguma dica para os autores iniciantes?

R: Perseverança. É um mercado difícil, principalmente no Brasil, país de não leitores. O principal é muita leitura, não adianta querer escrever sem ler. Isso é fundamental. O escritor se forma através das leituras. E escrever é um processo. Escreve, joga fora, reescreve. Até encontrar o seu lugar, onde você mais se identifica. É importante trocar. E dominar a técnica. Além de estar conectado. Porque escrever é muito solitário e não dá para ficar apenas sozinho. O recolhimento é importante, mas o trabalho precisa ser divulgado. O caminho é muito difícil. Mas irreversível.

21 Comentários:

Leonardo Schabbach

Sobre os textos para colocar nos comentários. Escrevem 4 ou 5 linhas no word e colem aqui. Pode ser que, por isso, o texto fique com mais de 5 linhas no espaço para comentário, mas provavelmente não ficará no blog, e mesmo que fique não tem problema. São 4 ou 5 linhas no word mesmo.

Abraço.

Van Lampa

O livro me pareceu super interessante. Todo livro que envolve crime, na minha concepção, é difícil de estruturar, já que tudo tem quer ter uma ligação e essa ligação só transparecer quando o autor assim decidir. Enganar o leitor não é tarefa fácil! Por isso, parabéns, escritora!

Sobre os livros de ficção, acredito ser muito saudáveis! Elas desenvolvem a imaginação, a criatividade e a idealização. Não é sempre que queremos estar em contato total com a realidade. E, verdade seja dita, toda ficção tem sua pitada de verdade, sim.

meu dados:
Vanessa L. Fernandes
infinito_positivo@hotmail.com
Nova Friburgo, RJ
twitter: @nessaeponto

Adriana

Um bom livro de ficcão nos faz viajar sem sair do lugar, aguça a curiosidade, e afinal tudo é cultura.



@adrythamy twitter

caliope costa

parabens pela iniciativa de divulgar autores da nossa terra.
A entrevista foi interessante, pois podemos ter uma maior conectividade, com o autor.

A importancia de um bom livro de ficção, é que vivenciamos situaçoes reais em clima de imaginação, criamos nossas proprias imagens e assim interagirmos com o autor.

@musape

cristiano

Quem disse que as histórias de ficção são meras invenções? Quando um bom livro aporta em nossas mãos, vem com ele, em cada página, a certeza de que a imaginação e criatividade são reais e a dúvida se um enredo assim acontece de verdade. E porque não. Quando um bom livro de ficção cai em minhas mãos, a única coisa que eu sei é que adoraria fazer parte da sua história. É pra isso que os livros existem.

@crosshackl

Ricardo Novais

Olá!

O livro me pareceu excelente, história criativa e enredo fantástico.

Gostei da entrevista que você fez com a autora, principalmente da consciência dela sobre a importância de se ler na formação do escritor (adorei ela ter citado o mestre dos mestres, o velho Machadão); mas impressionou-me mesmo principalmente a análise que ela fez sobre o árduo caminho para novos autores - Leonardo, lembra que discutíamos exatamente sobre isto na semana passada?

Parabéns à autora pela publicação do livro; e o cumprimento, Leonardo, pelo espaço dado à literatura neste blogue. É Louvavél!

Aliás, colocarei o link desta página na barra lateral do meu blogue; tudo bem?

Um grande abraço.

Leonardo Schabbach

Sim, tudo bem, pode colocar. E depois, já que gostou do livro, veja se participa da promoção!

Lucas Corrêa Mendes

Gostei muito da resenha e da estrevista! Eu, como sonhador, (sonho em lançar um livro de poesia) vejo essa enrevista como um incentivo! Espero ver isso aqui outras vezes! Abraços!



>>>A importância de um bom livro de ficção é fazer dele um veículo pra adentrar na imaginação do autor. É trazer para si, aquilo que antes da leitura era imaginável! É aguardar surpresas e ainda assim ser surpreendido pela genialidade do autor! Uma boa ficção é o confronto das particularidades mais íntimas do escritor com a loucura racional da realidade! É confundir-se em perfeita coerência, é encontrar-se em estampada liberdade de pensamentos! @LucasCMendes (Lucas Corrêa Mendes).

Tiburcio Illustrator

A vida é dura. Problemas, contas a pagar, etc etc.
A ficção imita a vida e um bom livro de ficção nos permite viver uma outra vida e descansar um pouco desta - a vida real - a que estamos irremediavelmente atrelados.
Mas o livro de ficção precisa ser bom, senão ele mesmo nos recoloca de volta á realidade dura e a tudo aquilo de que pretendíamos descansar ao lê-lo.
O bom livro por isso mesmo nos refaz para a vida.

Camila Alves Silvano

Olá, pelo que eu li aqui, este livro deve ser muito bom, e tem uma história bem interessante. Agora, a importância de um bom livro de ficção, é poder fugir um pouco da realidade e mexer um pouco com nossa ‘criatividade’. Num livro de ficção vale as regras da história, podemos ‘viajar’ através do enredo. Acho que é isso.

Abração e sorte para todos nós.

(@camilasilvano )

Lincoln A. Gomes

Achei bem interessante o enredo..bem legal mesmo..a maneira como vc disse q os fatos acontecem me atraíram...
eu nem tava afim de ler(preguiça³)depois q li, me animeie agora quero mais ^^

Sobre a importancia do livro de ficção:

Um livro além de ser envolvente tem q ter um enredo que não só atraia leitores desse gênero, como também tem que ser capaz de conquistar quem não costuma ler.Deve também ser capaz de despertar criatividade nos leitores, deixa-los querendo mais.Um Bom livro de ficção deve conquistar o leitor pelo enredo e não por uma boa capa, e nem pelo "Nome" do Autor.

Thiago Davi

Cara, eu viajo num livro de ficção! Brincadeira. Nunca li nenhum livro de ficção, mas espero conseguir esse livro, sou apaixonado pela Literatura. Muitos não gostam dos Livros Brasileiros. Nós temos que fazer campanhas como essas para realmente despertar o gosto pela leitura do povo tupiniquim. Tiro o chapéu para essa iniciativa.

>> Quando vejo a palavra ficção logo me lembro do termo “aficionado” (e não aficcionado[veja Folha Online http://migre.me/jENO]). Antes essa palavra me algo que te deixa com o pensamento fixo em algo, como um louco. Quando se lê um livro de ficção o leitor realmente fica esperando o desenrolar da história para saber o que acontece no final, claro que quando se lê qualquer outro livro acontece isso, mas com menos intensidade do que quando se lê uma ficção. Escrevi isso, pois acabei de lembrar que já li um livro de ficção: “Frankenstein” de Mary Shelley. É um livro gringo, reconheço, mas o único de fora do Brasil que já li.// Mas espero me dedicar a ler esse tipo de livro, que considero interessantíssimos.

@DaviCreep

Marcos Paulo

Muito legal usar esse espaço para divulgar novos autores e revelar dicar interessantes de livros. Certeza que todos nós agradecemos.
"A ficção está em manifestar –ainda que no imaginário– o utópico. Se não fosse a ficção mto do que existe jamais teria existido. Sabe aquele axioma hermético “assim como é acima é embaixo”, bom, vcs não acham que a vida é uma grande ficção criada por Deus onde somos todos protagonistas? Então pq não construir o Céu na Terra e ajudar na magnífica obra Divina sendo co-escritores c/o Pai? Essa é a importância da ficção."

@marcospsreis

Amy Moore

Super apoio essa ideia de divilgar os novos autores. E esse livro parece ser realmenre muito bom, fiquei curiosa.

Confesso que foi difícil calar meus dedos em apenas 5 linhas :S fazer o que...

Bem, aí está:

A ficção é um mundo amplo, uma fuga da realidade e um refúgio para os necessitados de amparo. É a saída desses nossos problemas mundanos e às vezes pode acabar nos mostrando as soluções para os nossos próprios problemas. Um bom livro de ficção toca a alma, modifica o nosso interior, mesmo sem que percebamos. Faz com que pensemos na vida, porque não existe ninguém que nunca tenha se identificado com um personagem fictício. Se não houvesse essa fuga da realidade, como séria o nosso mundo? Todo mundo deseja, num determinado momento, fazer parte de uma ficção.

@amymooree

Emanuelle Najjar

Uau! Fiquei encantada com a sinopse. Especialmente por se tratar de um universo denominado para poucos, embora esteja ao alcance das mãos. Quero muito ler!

>> O livro de ficção te leva a mundos jamais vistos, traz memórias e desperta a mente para novas percepções, trazendo o leitor para um universo que talvez jamais seria capaz de vivenciar no que se convencionou chamar de realidade. O método? Imaginação: a mãe de todos os saberes. (@manunajjar)

Fernando Torres

O bom livro de ficção é o reflexo do leitor e da sua percepção da sociedade com nas idéias do escritor. A produção e a leitura são resultados de um processo dialético.

@novasvisoes

Talita Guimarães

Olá,

primeiramente parabéns a Marcela pelas belas palavras em torno do que é a literatura e o que é ser escritor. Desejo que a vontade de criar novos mundos, a partir de sonhos e paixão pela ficção seja uma constante. Desejo reconhecimento e sucesso também.

Frase para a promoção:
"Escrever e dar voz a ficçao é compartilhar sonhos, paixões e vontades que o mundo real não nos permite viver diariamente. Significa escapar das amarras e viver, através de palavras, aquilo que o mundo nos nega de alguma forma. Levar isso a outras pessoas é deixar que elas também vivam um pouquinho desse nosso mundo e encontrem seu lugar por lá."

Talita Guimarães
@tatguimaraes

antes da chuva

Oi Leo! Legal a inciativa. O título do livro me lembrou o Livreiro de Cabul...

beijos.

suelen.18

Gostei parece ser muito bom...vou deixar uma dica pra vcs tmb, espero que gostem,li um livro "A Ordem é Amém", que relata a história de um falso pastor que tem sua vida transformada por Deus, é um livro muito surpreendente e emocionante, leiam vcs vão gostar eu o encontrei no site:www.seteseveneditora.com.br

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