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Pontos de Parada

em 21 de fev de 2008.

Quem não precisa parar?
Há momentos em que já não há mais fôlego.
A insistência em continuar
é um droga moderna:
o ópio do povo.

Sequer conseguimos escutar,
mas queremos sempre ouvir,
o tempo todo,
nem que seja o som de uma buzina.
Aquele incessante barulho do trabalhar,
que já nem notamos:
a marcha fúnebre de uma alma criativa.

E triste é a sina de quem não tem descanso,
daquele que não tem onde se apoiar.
É como andar a vida inteira manco
sem saber como viver
e sem ter tempo para pensar.


Nota: Fiquei muito na dúvida de colocar ou não este poema aqui. Às vezes eu leio e acho que ficou muito bom, às vezes acho que ficou muito ruim. Pedi a opinião de algumas pessoas que acho que têm um bom gosto para literatura e o feedback foi positivo, então resolvi postar. É um poema que por muito pouco não joguei fora, num dos momentos em que li e não gostei do resultado. Bom, veremos o que vocês acham.

6 Comentários:

Leonardo Schabbach

Pois é, acabaram me convencendo do contrário. Legal que gostou ^^

E sinta-se convidada a sempre entrar e participar do blog!!

Abraço.

Marcos Paulo

É um poema interessante pela sensação que me causou: ele se torna bem agradável ao ser lido em voz alta - estranho como há poemas que são feitos para ler mentalmente e outros para serem declamados. Mas este ao ser declamado, alimenta o som do silêncio, uma sensação quase mísitica, pois como é possível ouvir o silêncio lendo algo em voz alta? Sei lá, o que eu sei é que as palavras deste poema causam um confortável silêncio interior. =)
Abraço forte, Leo.

Luiz Henrique

Gostei do poema, Leo. Especialmente da primeira estrofe que, para mim, reflete um pouco a facete da nossa sociedade, em que não se pode "parar" nunca.

Raphael Ramires

Oi Leonardo,
não acho que deveria ter jogado fora, mas esse poema nem parece ser seu. Você tem obras primorosas publicadas. Acho que nesse trabalho, faltou inspiração poética. Parece que você apenas quis terminar o que iniciou. "A insistência em continuar
é um droga moderna: o ópio do povo." ... Ópio do povo... soou mal. Clichê.
Enfim, não gostei. De qualquer forma, continuo fã de seu trabalho e, caso me permita, continuarei dando minha opinião sincera em suas obras. Grande abraço.

Leonardo Schabbach

Sem problemas. Na realidade, eu concordo com você plenamente. Algum tempo depois (uma semana mais ou menos, ou algo assim) de ter colocado o poema no blog, acho que depois de fazer o poema "Melancolia", já tinha tomado para mim que o "Pontos de Parada" era bem abaixo do que eu costumo fazer. Só não tirei ele do ar porque, mal ou bem, há gente que se conecta com ele.

De qualquer maneira, eu o vejo do mesmo jeito que você viu; não achei muito bom. Há algo de estranho nele (não me importo muito com a questão do ópio do povo não, falo de algo que não deu muito certo no ritmo, nas palavras e no conteúdo).

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