Na falta de título melhor, achei que esse caberia. Hoje resolvi dividir várias pequenas poesias com vocês. Mas, devo admitir, eu as chamo de rascunhos, pois elas são uma coisa bem mais solta, sem tanto trabalho, nem preocupação, que eu fiz. Talvez não devesse colocá-las por aqui, pois pode ser que muitos achem elas ruins, afinal, são "quase rascunhos", mas como de vez em quando eu leio e gosto de uma ou outra, decidi dividir com vocês. Veremos quais serão as reações.
Poeminha da Continuidade
Bem, digo-nos, amigos,
quando a vida apresentar-se impiedosa,
levemos um dedo de prosa,
batamos um pouco de bola,
guardemos, no saco, a viola
e sigamos por nossas estradas.
A busca
A cada dia,
de nada em nada,
preenchemos o vazio.
Sem tempo
Olhos marejados...
corpo cansado...
Tenho para onde ir?
Acho que não...
Sigo sozinho,
por um árduo caminho.
Sigo, enfim, sem qualquer direção.
A cidade é vaga, vazia, injusta...
Cada hora é um dia, cada dia uma luta.
Assim nos perdemos,
nesse tão vasto mundo,
onde o tempo que temos
dura nenhum segundo.
Sobre um prostíbulo
Uma puta, por uma hora, cento e vinte reais.
De segunda a domingo,
exceto na quarta.
Na quarta tem promoção.
Jogada de marketing.
Duas por setenta, e por uma hora.
Ah!
E o chopp é com dose dupla.
Frase da Semana
18 horas atrás












5 Comentários:
Gostei muito da "Busca"
Eu acho muito legal esses poemas curtos que soam como títulos ou chamadas como " A Busca" citado pelo Adriano Vinagre em um dos comentários. Tbm curti o duplo sentido usado no "Sobre um prostíbulo" qdo se refere à dose dupla. Esta dose diz respeito ao chopp ou às escorts girls, ou a ambos? hehe...bacana!!!
Eu também gosto desse "A Busca", acho que seria o único que poderia incluir em um livro, por exemplo, desses que estão ai. Por isso, a quem conheceu o blog apenas agora, por favor, confiram poemas como (In)Sensibilidade, Vida Poética, Inspiração e alguns dos mais recentes para saber mais ou menos como se estruturam meus poemas.
Esse último "rascunho", o Sobre um prostíbulo, para mim, tem um valor grande. Foi praticamente todo retirado de uma conversa que ouvi (ai modifiquei para ficar mais poético) numa redação. Quando ouvi, aquilo me marcou, pelo fato de tratar ali da mulher como se fosse um objeto mesmo, tão mercadoria quanto um chopp, por isso acabei registrando, por achar absurdo.
achei fraquinhos, sinceramente.
Sim, são bem mais fraquinhos mesmo, por isso falei para darem uma olhada em outros poemas mesmo, esses são "rascunhos", logo ou eu não terminei ou não achei que valiam muita coisa para aperfeiçoá-los. Por isso convido-o a olhar outros, os que citei ai num comentário mais acima.
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