As Aventuras de Pi é plágio da obra de Moacyr Scliar. Divulguem!

Antes de entrar exatamente no que quero falar, deixe-me explicar a situação para quem ainda não a conhece. As Aventuras de Pi, livro mais do que premiado, que gerou a adaptação para o cinema, adaptação essa que faturou quatro estatuetas do Oscar ontem, trata-se de um plágio descarado da obra Max e os felinos, do autor brasileiro Moacyr Scliar.

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[Novos Autores] As Cidades, de Francisco Pipio

em 1 de jun de 2010.

Trago aqui no blog mais uma resenha, com entrevista e promoção, de um novo escritor. Como já tinha falado, finalmente temos um poeta. Trata-se de Francisco Pipio, autor do livro As Cidades, publicado pela 7Letras. Quem por acaso se interessar pela compra, pode encontrar a obra no site da editora e na Livraria Cultura. Abaixo segue uma resenha feita por mim, uma entrevista com o Francisco e as regras para participar da promoção. Espero que gostem, é sempre bom poder divulgar novos autores!

Devo dizer que apreciei muito a leitura de As Cidades. É um livro muito interessante, pois, ao meu ver, sua grande força está realmente mais no conjunto de poemas, em toda a ambientação que eles trazem quando lidos um após o outro, do que em cada poema em específico. Quero dizer com isso que toda a estrutura da obra é muito bem pensada, focada em um tema. Creio que mesmo aqueles que não são muito fãs de poesia poderão gostar do livro, já que a sensação que tive é de que ele retrata a cidade, trazendo várias imagens poéticas para tal, quase como uma espécie de livro de contos, mas em poesia. Os versos, em sua maioria, são livres e brancos, mas têm uma potência imagética muito grande, algo que é extremamente difícil de se fazer. De bêbados, ruas, vigas de ferro e poetas faz-se o livro, trazendo uma leitura bem dinâmica, diferente e agradável. Inclusive, perguntei-me se algumas das situações retratadas não teriam sido vivenciadas pelo próprio Francisco, ou observadas; a resposta vocês verão logo abaixo, na entrevista. O fato é que muito dos poemas os farão pensar, parecerão familiares; podem até fazer rir. Nesta obra, Francisco Pipio nos faz enxergar as cidades por um prisma diferente, poético e verdadeiro, de quem reflete sobre coisas que, para muitos, parecem banais, mas que tem um valor muito grande quando são devidamente observadas, dissecadas pelo olhar atento de um poeta. Essas foram as sensações que tive já no poema presente na contra-capa:


Falsa Premonição

A vidente
que prediz
dia após
dia

o futuro da cidade

espreita no
buraco
da fechadura


Durante todo o livro, aparecem poemas bem variados entre si, mas bem pensados; poemas que se interligam e formam uma imagem de uma cidade na cabeça do leitor. São várias facetas diferentes e saborosas de se ler. Junto a isso, encontram-se também alguns versos sobre o próprio fazer poético, como em "Receita para um poema". Enfim, As Cidades é de fato uma obra muito boa, que tem ainda mais força quando vista assim, como obra, completa, livro fechado, que, como um todo, discorre sobre determinado tema por intermédio da veia poética do autor.



ENTREVISTA COM O AUTOR

Vemos uma preocupação nesta obra, em específico, com a temática. O que você buscou alcançar em seu livro "As Cidades"?
R: Minhas primeiras poesias eram desprentenciosas em relação à publicação. Eu não visava coletâneas e, portanto, escrevia sobre temas variados. As pessoas e seus sentimentos eram a temática mais recorrente. Quando me pus a escrever com a intenção de publicar um livro, busquei encaixá-los em uma temática. A complexidade das grandes cidades e o marasmo das pequenas, bem como as feições de seus habitantes, me chamaram à atenção para "As Cidades".

Como foi o processo de criação e seleção dos poemas para a obra? Demorou muito tempo? Você trabalhou apenas nisso?
R: Na verdade "As Cidades" foi a minha primeira coletânea de poemas. Quando iniciei o processo de criação, já tinha o tema. Aliás, o título do livro veio primeiro. Passei um ano fazendo anotações, como é comum no meu processo criativo, e três meses para escrever o livro.

A obra, muitas vezes, parece o olhar de um observador sobre os acontecimentos do dia-a-dia em uma cidade, um observador, é claro, com visão de poeta. Você se inspirou em cenas que presenciou no cotidiano em alguns de seus poemas? Em quais deles?
R: Fica difícil dizer em qual dos poemas de "As Cidades" especificamente me inspirei em cenas do cotidiano. Penso que todos retratam o dia-a-dia de uma cidade. Sobretudo as feições, como friso em um dos poemas.

Na poesia "Receita para um poema", você fala em "Palavras. Nem tantas, nem poucas. O essencial". Para você o que caracteriza um bom poema? Tem predileção pelos versos brancos e livres ou é uma característica de "As Cidades"?
R: Para mim, o que caracteriza um bom poema é extamente poder dizer tudo, ou pelo menos muito, em poucas palavras. Minha preferência é pelo versos brancos e livres. Não é apenas uma caracteristica de "As Cidades".

Como você vê o panorama poético atual?
R: A poesia não vende e, portanto, não interessa aos editores. Porém, ela também não se vende, e por isso, ainda está viva. Viva a poesia.

O que acha dos fenômeno do blogs e sites como divulgadores de poesia?
R: Todo processo de divulgação da poesia vale a pena. Se nos resumirmos apenas à edição de livros de impressos estamos fadados a desaparecer. Eu ainda não me familiarizei com esse mundo da divulgação virtual. Ainda não tenho um blog nem um site para divulgar minha poesia.

Quais dicas vocês daria ao novo escritor?
R: Ler, ler e ler ... Escrever, escrever e escrever.


CONCORRA A UM EXEMPLAR

Como distribuirem apenas um exemplar de As Cidades, autografado pelo autor, optei por manter o método de sorteio, assim qualquer pessoa, mesmo as menos criativas tem a oportunidade de ganhar um exemplar. Vejam as regras para particpar (o resultado deve sair no final da Semana - ou Quinzena, pois penso em ampliar devido ao feriado - de Poesia):

- Deixar um comentário no blog sobre a resenha, sobre a sensação que tiveram do livro ou até mesmo sobre o poema que coloquei, enfim, para o autor saber o que acharam. Não esqueçam de assinar o comentário com o nome de você no twitter. Exemplo: @leoschabbach

- Digitar a seguinte mensagem via twitter: RT @leoschabbach concorra a um exemplar do livro As Cidades, do poeta Francisco Pipio. Valorize os autores nacionais! - http://migre.me/KW7A

9 Comentários:

Kell

adorei seu poema!


quando li a resenha me lembrei quando eu era criança e sempre me questinava sobre cada luz acessa das casas vistas de longe de uma cidade,como era bom imaginar que em cada luz acessa uma história nascia de pessoas diferentes, com costumes diferentes, mas todas escrevendo sua história na vida desse cotidiano doido em que vivemos.

Israel Teles

A resenha e a temática do livro me fizeram lembrar da canção "Música Urbana", presente no segundo disco da Legião Urbana, que é um blues quase recitado, carregado de imagens.
Não sei se há realmente essa semelhança entre a canção e o modo com que o livro foi estruturado, mas foi algo que despertou minha curiosidade para a obra.
@israelteles

Bruna Maria

Olá Leonardo, olá Francisco!

Pela resenha - e sendo ela o meu primeiro contatom por enquanto, com a obra -, acho que o livro parece bem interessante mesmo. A questão de ter um tema central, e por esse tema ser citadino, me atraiu bastante.
É legal também ver a entrevista com o autor, Francisco Pipio, e ter uma ideia do processo de criação e composição do livro.
Boa sorte ao autor com seu livro! =)

Quero concorrer!!
@brumah

Beijos!

Rafael

Quando criança, comecei com poemas minha longa saga de leituras. Passei para as histórias, contos, livros mais livros.Me distanciei da poesia.
A resenha me fez lembrar daquela época. Dos livros que adorava ler e reler.

Desejo sucesso ao Francisco.

@bart1_178
Abraços.

Ulysses

A visão do Francisco Pipio sobre cidades mostra sobretudo o encantamento que elas exercem no autor. Imagino que tendo "cidades" como tema único, o autor teve a possibilidade de variar o ritmo, de acordo com o tipo de cidade que ele retrata, com um possível dialógo entre os poemas.

@ulysses5

Isie Fernandes

Amo ler poesias e achei super interessante o tema escolhido pelo Francisco Pipio. Gostei também da entrevista, deu pra ter uma noção do modo como ele trabalhou na construção dessa história contada em poemas. Tô super curiosa pra ler o livro.

Pena que o autor ainda não tem seu próprio blog...

@IsieFernandes

thipen

Gostei mto da poesia. Me identifiquei com ela. A entrevista mostra o ponto de vista do autor e ajuda a gente que quer ser autor tbm.

@_thiagoneves_

Anônimo

Li a resenha e gostei achei o tema bem interesante, por isso recomendo aos meus amigos comprar o livro pra ler ou dar de presente aos seu amigos, é uma otima obra para quem gosta de poesia.
Parabéns ao Escritor Francisco Pipio
Quero concorer ao livro
@allan_matheus

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