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O Salto, por Bárbara F.M.

em 12 de jul de 2010.

Coloco mais um conto enviado por leitores aqui no blog. Confesso que tenho vários contos e poemas na caixa de e-mail e que, devido a uma série de obrigações, está complicado de ler tudo para selecionar o que posso postar por aqui. Mas prometo analisar todos os textos que foram enviados até hoje para ponderar se vale postar ou não - seja por qualidade, temática, tamanho e etc... afinal, infelizmente, maioria dos leitores de blogs não tem tanta paciência com textos muito grandes. Também informo que estou pensando em tirar a parte de publique conosco do ar por um tempo, já que tenho a antologia para resolver e mais algumas coisas muito interessantes que revelarei para vocês em breve. Todavia, por enquanto, a decisão fica para outra hora; continuarei recebendo textos por algum tempo ainda.

Enfim, segue um conto curtinho e interessante que recebi outro dia. A autora é Bárbara F.M.; e você podem seguí-la no twitter: @Babs_Boop.



O Salto


O medo se fazia sentir naquele momento. O que era certeza tornava-se dúvida. Prosseguiria com seu intento? Não era tarde para desistir. Olhou ao redor. Ninguém! Caso algo não saísse como planejado, não haveria quem a socorresse.

Agora, pensava na escada. Ela subira quarenta e seis andares até ali. Geralmente, somente pessoas que almejam desesperadamente perder peso fariam uma loucura dessas; entretanto, o “elevador de $%&*#” estava passando por problemas técnicos. Podia ter esperado, mas agora, não sabia bem o porquê, estava lá.

Calculava a velocidade do vento. Perfeita! O tempo não seria prejudicial. Aproximou-se da beirada da cobertura. Nenhuma pessoa transitava pela rua. Ótimo, não assustaria ou atrapalharia a rotina de ninguém.

Respirou fundo e olhou para baixo. Cair daquela altura era morte certa. Seu sangue gelou e, apesar de estar muito bem agasalhada, a sensação de frio fez tremer o corpo inteiro. Desistiria! Quando voltava para a porta, ocorreu-lhe a recordação dos dias de preparo para aquele momento. Ela estava muito próxima de fazer o que tanto desejava.

Refletiu sobre as conseqüências de seu ato. Certamente, nenhuma nota seria publicada nos jornais. Era desconhecida demais e muitos já tinham feito o mesmo de formas ainda mais espetaculares e em locais ainda mais insólitos. Não seria nenhum fato inédito, portanto.

Farei por mim! Andou até a porta. Virou-se. Correu. Levantou os braços e pulou do edifício. Sentia como se mergulhasse. Ao passar de exatos sete segundos... seu pára-quedas foi aberto e ela planou suavemente.

12 Comentários:

Bruna Maria

Bárbara, gostei do seu conto!
O final brincou com as minhas expectativas, na verdade. Que bom seria se pudessemos contar sempre com um paraquedas, ao cair.

Abç!

Leonardo Schabbach

Pois é, nesse caso concordo com a Bruna, um sorrizinho de surpreso me escapou quando terminei de ler. Eu de fato fui levando a leitura como acredianto em alguém que pensava em se matar e tudo mais. Depois, lendo o final e relendo o início, você vê alguns detalhes que não batem com uma narração de alguém que quer se matar, mas numa primeira leitura, nem notei, as frases podem ser ambíguas e tudo mais.

Leonardo Schabbach

Só para avisar pessoal, abaixo colocarei por minha conta uma série de comentários que o pessoal fez sobre o texto, foram muitos e bem legais, só que eu, estupidamente, apertei o botão errado e acabei apagando eles em vez de publicar. Desculpo-me por não poder colocar os nomes com os devidos links, para aqueles que colocaram, mas achei que devia passar os comentários para cá (recebo eles por e-mail, mas uma vez recusando-os sem querer, não da mais para publicar).

Israel Telles

Ando gostando bastante desse estilo de contos, mais curtos e diretos (deve ser por que estou escrevendo alguns assim nesses dias, hehehhe...)
Bacaina o conto da @Babs_Boop, sem muita enrolação e divertido :)
Abração a todos!!

Paul Law

Achei muito interessante o final do conto. Afinal, criamos uma expectativa tão negativa e somos surpreendidos por algo diferente. Você nos mostrou o quão pessimistas somos.

Um abraço!

Carlos Affonso

Ufa! Ela estava pulando com o paraquedas, mas eu estava lendo sem paraquedas.

Marcos P.S. Reis

Muito legal a estética do conto. Quando comecei a ler, já percebi que o protagonista não iria se matar, afinal, estava muito óbvio, logo, este não poderia ser o desfecho da estória; mas tampouco, pensei que ele fosse se jogar, achei que iria fazer tudo, menos se jogar. Me supreendi com o final, na verdade, o conto me enganou duas vezes, e esta interação e expectativa gerada foi demais. Parabéns Bruna. Belo texto.

Leonardo Schabbach

Pronto. Transcrevi os comentários exatamente como recebi e, nos comentários da maioria, consegui colocar os links que imagino que normalmente seriam colocados, enfim. Desculpem-me pelo transtorno, mas estava aprovando os comentários pelo celular, o dedo escorregou e deu recusar em vez de aprovar... ô azar... hahaha.

Valeu pela participação pessoal,
Grande abraço!

!babs!

Pessoal, mto obrigada pelos comentarios!

Mtos bjs e um abraço especial p o Leo por ter publicado o conto!

antoniolacarne

Um conto leve e muito interessante de se ler. É como se a expectativa em si dependesse do leitor, de acordo com suas vivências & everything. Eu, particularmente, me identifiquei em algumas partes. Parabéns Bárbara!

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