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Donatelo, o escritor: A inspiração

em 30 de nov de 2010.

Segue mais um conto da série do Donatelo. Eu gosto do personagem, sei que algumas pessoas gostam dos pequenos contos, enfim, decidi postar. Este eu escrevi quando estava no avião indo para Paris. Eram mais de 10h de viagem, então não tinha como não produzir alguma coisa - vale lembrar que eu não consigo dormir em viagens; ou seja, eram 12h sem nada para fazer mesmo, hehe. Enfim, para quem nunca leu um conto da série, vale checar ela inteira.


Donatelo: o escritor - A inspiração

Donatelo sempre dizia: “um livro de cada vez”. Se lia, não escrevia. Se escrevia, não lia. E sempre um livro, apenas um, até o final. Não há vida sem um pouco de metodologia, ele afirmava. Na realidade, sentia até orgulho. Extraía o máximo de cada livro, de cada projeto, antes de dá-lo por finito. Afinal, ele pensava, a paciência é um grande dom e precisa ser praticada! É como um músculo que precisamos aprender a cultivar. Se a deixarmos de lado, ela atrofia – e sem ela, a criação não passa de rabiscos apressados e aleatórios no papel; não há propósito, não há essência... e não basta apenas a inspiração.

Donatelo, então, parou; largou o caderno em que rascunhava e olhou adiante, para sua velha poltrona verde. Ah... a inspiração! Seria ela uma musa? Ou talvez apenas um rompante de atividade cerebral? Quem sabe um espasmo químico? Será que isso existia?

Mas que graça teria a inspiração se fosse algo tão prático? Quantos poetas não teriam destilado belas palavras em vão? Não podia se conformar com uma definição tão dantesca; ou melhor, científica, para ser mais preciso.

Repentinamente, levantou-se, destemido. Andou até o balcão da sala, colocou uma bela valsa para tocar em sua velha vitrola e se pôs a dançar, em transe, apenas ele e a inspiração.

5 Comentários:

Isie Fernandes

Gosto tanto do Donatelo que penso nele como uma pessoa de verdade. Acho que ele é um misto de House com Monk, mas me identifico tanto com esse personagem - pela complexidade das suas ideias e ações - que até arrisco a presenteá-lo com alguma parte de mim. E seria bom ter toda essa disciplina, um livro por vez... Não consigo.

Quero uma velha vitrola, finjo que o som do computador o é. Quem sabe a inspiração volte aqui essa noite para mais uma valsa?

Paul Law

Achou curioso as ideias lançadas nestes contos. Elas são sutis e instigam os leitores. Acho que muito tem a ver com sua personalidade. Mesmo que não tenha, nos serve sempre.

Milena Caldas

O Donatelo é um personagem muito interessante, pois tem muitos de nós aspirantes a escritores. Ele se constrói de uma maneira sutil, mas forte ao mesmo tempo.
Sinto que logo ele poderá ser protagonista de um agradável livro.

marcos nunes

A conclusão é interessante pelo grau alucinógeno da criação cujo trabalho inventa a inspiração que associa-se às musas e mergulha em todo um imaginário que, mesmo tendente à mitificação do processo, diz algo sobre a química excitada daquele que pensa e age e mergulha em seus métodos.

Leonardo Schabbach

Valeu gente, bom saber que vocês também gostam do Donatelo, hehe. Claro que ele tem algumas idéias minhas aqui e ali, pontos de identificação, mas isso vai acontecer com todo mundo - ou pelo menos acredito que uma boa parte das pessoas se identificará com alguma característica. Mas o personagem é uma criação como qualquer outra, procurei criar um personagem com uma personalidade bem peculiar mesmo, que vá gerar interesse em conhecer até mais quem ele é do que o que ele faz - a sua essência, vamos dizer assim. E sigo descobrindo um pouquinho mais do Donatelo conforme vou escrevendo e vocês lendo, vamos descobrindo juntos, hehe.

Valeu pelos comentários.

Abraço!

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