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Capítulo 10 - Punho Firme (Parte II)

em 21 de jan de 2011.

Segue mais um pedaço da história de O Legado dos Dragões, que venho colocando aqui no blog. Se você ainda não acompanhou nenhum capítulo, bastas clicar aqui e passar a acompanhar, garanto que não irá se arrepender. Por enquanto, tentarei postar uma nova atualização de 7 em 7 dias ou de 14 em 14 dias, irá depender um pouco do meu tempo, que anda curto. Enfim, espero que gostem de mais esse pedaço. E deixem seus comentários!!

**************

- O que está acontecendo aqui? – ela perguntou, assim que adentrou o salão, surpreendendo Malenberg e os demais membros da corte presentes.

- Eu que pergunto, o que faz você aqui? – retrucou o general

- Seus guardas tentaram me impedir, mas entrei assim mesmo. Vocês sabem que não podem fazer uma reunião secreta como esta!

O general deu um sorriso malicioso.

- Mas quem disse que esta é uma reunião secreta? Somos só amigos, amigos conversando. Falamos sobre assuntos importantes, claro, mas apenas de uma maneira amistosa.

Lia não respondeu imediatamente, apenas caminhou pelo grande salão da catedral, bem lentamente, enquanto fitava rosto por rosto cada um dos presentes. Ela se mantinha séria e determinada, olhando desafiadoramente para seus opositores.

- Madame, – iniciou o nobre gordo e de traços finos, que já havia se manifestado anteriormente na reunião: seu nome era Ilan Wasserbruck – nosso caro general nos trouxe à pauta um assunto por demais interessante, sobre os riscos de continuarmos a seguir a liderança de nosso atual Rei.

Lia apenas assentiu com a cabeça e, com um gesto da mão esquerda, pediu que ele continuasse.

- Creio que a maioria aqui se sente inclinada a concordar com o general. A situação parece indicar que uma fuga é necessária.

- Certo. E todos aqui estão de acordo com esta decisão?

De maneira tímida, cada um dos presentes balançou a cabeça positivamente, indicando que concordavam com o general. Entretanto, Lia tinha a percepção de que a maioria dos nobres que ali estavam não imaginava que o que Malenberg propunha era um golpe por parte do exército. A maioria deles estava apenas insatisfeita com as decisões tomadas até então. Certamente, nem todos, – principalmente aqueles que não eram generais – estariam dispostos a um combate armado; não havia necessidade de derramar sangue em um momento como aquele.

- Está decidido, então; algo precisará ser mudado. – declarou Lia. – Mas apenas peço que vocês esperem por Gabriel. Ele deve chegar em breve, provavelmente com alguma instrução de Sir Lance. Vocês sabem que estaremos em boas mãos. Peço apenas que esperem alguns dias.

Alguns murmúrios de aceitação puderam ser ouvidos pelo salão da catedral; boa parte dos presentes achava de fato mais prudente esperar pelo retorno de Gabriel. Os que apoiavam um golpe estavam em menor número, pelo menos por enquanto.

- Não adianta, Lia. Já tínhamos tomado uma decisão, não tínhamos? – interrompeu Malenberg, com um tom autoritário, enquanto fitava cada um dos presentes. – Não podemos esperar mais, as criaturas estão muito próximas. Se quiser nos impedir, sofrerá conseqüências, assim como qualquer outro nobre ou general aqui. Meus exércitos estão espalhados por toda a catedral, a decisão foi tomada, não podemos voltar atrás.

- Isso é uma ameaça? – perguntou Lia, com uma expressão séria e fechada.

Malenberg ficou um tempo sem falar, pensando bem no peso de sua resposta.

- Todos tínhamos chegado a um consenso. Neste momento, este consenso é o que deve valer. Infelizmente, se precisar tomar medidas drásticas, tomarei. O que são algumas vidas se iremos salvar milhares?

A catedral ficou em silêncio. Alguns generais acenavam em apoio, outros pareciam um pouco irritados. Ninguém, entretanto, estava disposto a se opor a Malenberg. Naquele momento, seu exército era gigante e havia sitiado toda a redondeza. Se alguém se opusesse a ele, certamente não deixaria vivo aquela reunião.

- Então você acha que seu exército será capaz de sobrepujar a Guarda Real, assim, com facilidade? – perguntou Lia, com uma calma surpreendente em sua voz.

- Claro que não. Não irei contar apenas com minha Guarda, outros generais enviarão seus exércitos também para nos ajudar.

Lia deixou escapar uma risada suave.

- Então apenas os seus comandados protegem a área da catedral?

- Sim. E qual o problema?

- Você acha que seus exércitos poderão impedir a Guarda Real, os soldados de Gabriel e ainda nossa tropa de elite de arqueiros?

Malenberg engoliu em seco.

- Quer dizer que...

Lia riu novamente, com uma expressão ao mesmo tempo gentil e severa.

- Exatamente, general. Imagino que seus soldados já tenham até se rendido...

- E se você fizer qualquer movimento, terá problemas. – completou Anita, que havia se aproximado sutilmente de Malenberg e encostado um punhal em suas costas. No salão, todos se surpreenderam; ninguém havia notado a ação sorrateira da espiã.

- Você está preso, em nome do Rei. Em alguns dias, será levado a Sir Thomas Brickmond para ser julgado por traição. Mais alguém pretende organizar um golpe? – perguntou Lia, com um olhar severo e irônico. – A situação, então, está resolvida. Retornem para suas casas e esperem pela volta de Gabriel. Se alguém quiser se opor a mim, terá de enfrentar todo o poderia militar desta cidade.

Os nobres e generais apenas baixaram a cabeça, a maioria concordava com as atitudes da comandante. Mesmo naquela situação de fraqueza, não havia espaço para uma revolta ou uma revolução. Nada restava a se fazer senão esperar pelo retorno do Cavaleiro Negro, que trazia conselhos de Sir Lance, o segundo homem mais respeitado do continente.

1 Comentários:

Anne Nobre

Foi um conhecido meu que me apresentou seu blog, pois ele sabia que eu adorava literatura fantástica, e me surpreendi com uma leitura muito interessante e viciante... Aguardo ansiosamente a continuação da saga... Anne

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