As Aventuras de Pi é plágio da obra de Moacyr Scliar. Divulguem!

Antes de entrar exatamente no que quero falar, deixe-me explicar a situação para quem ainda não a conhece. As Aventuras de Pi, livro mais do que premiado, que gerou a adaptação para o cinema, adaptação essa que faturou quatro estatuetas do Oscar ontem, trata-se de um plágio descarado da obra Max e os felinos, do autor brasileiro Moacyr Scliar.

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Lançando um livro de forma independente

em 04/04/2011.

Bom, na última postagem em que perguntava o que as pessoas gostariam de ver no blog, uma das sugestões foi se falar justamente sobre o lançamento de livros de maneira independente. Posso dizer que tenho um conhecimento legal do assunto, já que sei os custos para se fazer os livros e também por ter conversado com alguns autores que tiveram sucesso se lançando desta maneira (alguns com mais resultados, outros com menos; mas muitos com vendas realmente satisfatórias). Ainda assim, o caminho do autor independente, que ninguém se engane, é muito complicado, mas muito complicado mesmo. Por outro lado, a internet, sem dúvida alguma, tem permitido aos lançamentos independentes terem no mínimo um sucesso que seja o suficiente para o autor receber de volta o dinheiro que gastou. Se o escritor for realmente bom, tiver um blog legal, souber se promover pelos meios digitais, ele pode sim facilmente lançar o seu livro de forma independente sem, no final das contas, machucar o seu bolso. Além disso, em alguns casos, é possível ter um lucro até muito bom, às vezes muito melhor do que quando se publica por uma editora tradicional.

Todavia, nada é assim tão fácil. Primeiro, porque todo o trabalho de edição, revisão, capa e diagramação ficará por conta do autor. Se ele tiver amigos que possam ajudar nestas etapas e conseguir com isso alcançar um resultado legal, ótimo, economizou-se muito dinheiro. Se ele precisar contratar profissionais para fazer isso, o livro então já pode começar a sair mais caro. Uma revisão muito simples, sem copidesque, sairia em torno de 1 real por lauda (no formato word) - e esse é um preço que coloco bem baixo, com apenas as correções de praxe no texto, sem melhoramentos e sugestões. A diagramação sairia por um preço similar e ainda precisaria se pagar por uma capa (que neste caso tem o preço com uma variação maior, dependendo do capista). Enfim, se o autor não tiver como fazer esses processos sozinho ou com a ajuda de amigos, o livro independente já sairá bem mais caro. Portanto, é bom pensar nesses detalhes quando se planejar um lançamento independente.

O outro grande problema, naturalmente, é a divulgação, que também precisará ser feita unicamente pelo autor. Como eu já falei, uma boa presença na internet pode ser extremamente favorável. Se o autor batalhar muito, produzir sempre e dividir suas produções com novos leitores que ele pode conquistar nos meios digitais, ele pode, já no lançamento do seu livro, ter garantido o número de exemplares necessários para o custeamento da impressão. Um caso em que isso literalmente ocorreu foi o do Alex Castro, do blog Liberal, Libertário e Libertino. Ele anunciou que queria publicar um livro seu que havia sido muito elogiado por amigos e fez uma campanha em que as pessoas compravam pelo Uol Pagseguro os exemplares. As 100 primeiras pessoas, se não me engano, teriam seus nomes impressos no livro, por terem sido "patrocinadoras" dele como autor (eu fui uma delas). Desta maneira, o Alex conseguiu juntar dinheiro suficiente para fazer uma determinada tiragem do livro (não lembro quantos) e pôde publicá-lo sem maiores preocupações. Lembro que logo no início, nas noites de autógrafo que ele fez por bares do Rio e de São Paulo, ele já tinha passado de 200 exemplares vendidos, o que é um feito bem legal se pensarmos que o livro mal tinha sido lançado. A iniciativa dele foi realmente muito interessante e inteligente.

Há outros casos de sucesso também, até maiores do que o citado. A escritora Babi Dewet (@babidewet), que eu já entrevistei no Na Ponta dos Lápis, conseguiu atingir um público bem grande com o seu livro. O seu blog (se quiser conferí-lo basta clicar aqui) tem um grande número de seguidores; ela sabe utilizar muito bem o twitter e outras ferramentas para atrair ainda mais leitores e, com isso, conseguiu ter uma boa vendagem do livro. Lembro que, na entrevista que fiz com ela, foi mencionado que já na pré-venda estavam reservados 600 exemplares, um número bem impressioante para um lançamento de uma autora nova. Acrescento também que, até por saber do interesse do pessoal no blog sobre a publicação independente, vou entrevistá-la uma segunda vez, para que ela conte o que aconteceu desde a primeira conversa que tivemos.

E os exemplos não param por aí. Recentemente, a autora Bianca Briones (@biancabriones), do blog Redoma de Cristal, lançou seu livro também de maneira independente. Depois procurarei ter uma conversa maior com ela (inclusive, convido-a a comentar sobre sua experiência nesse artigo), mas, pelo que me pareceu, o lançamento foi também um sucesso, uma vez que já vejo muitas resenhas sobre o livro pipocando pela internet (acho que já passam de 40, segundo pude acompanhar pelo twitter).

Como eu falei, a internet pode ajudar muito, principalmente pelo fato de que um blog de qualidade pode mostrar ao leitor desavisado que aquele autor é bom (ou que se enquadra no tipo de livro que aquele leitor gosta - é bom colocar essa ressalva aqui já que, quando se trata de livros, o que é bom para uns nem sempre é bom para outros). Afinal, quais os grandes problemas para uma pessoa comprar o livro de um autor independente? 1) Facilidade de pagamento e 2) O livro é bom mesmo? O autor sabe escrever?

Essas questões, hoje, são facilmente resolvidas pela internet. Com ferramentas como Pay Pal e Uol Pagseguro a venda se tornou bem simples e segura. E, com os blogs, onde o autor pode expor pedaços do livro, além de outros textos de sua autoria, torna-se mais fácil para o leitor a decisão de comprar ou não a obra que lhe é oferecida. Ele poderá, por meio dos textos disponíveis, avaliar se gosta ou não da maneira de escrever daquele autor.

Logicamente, um grande problema continua existindo: como fazer meu blog obter leitores? Essa é uma questão muito complicada. Primeiro, será preciso ter paciência, escrever sempre e manter um site legal, com conteúdo de qualidade e com um layout atrativo. Depois, é preciso usar com muita intensidade e inteligência redes sociais, como Twitter, Facebook, DiHitt.

Como ressaltado anteriormente, não será fácil, mas também não é impossível. E também como já mencionado, se este autor, que batalhou muito para conquistar seu público, conseguir um bom número de leitores, ele provavelmente ganhará muito mais dinheiro do que se tivesse vendido aqueles exemplares por uma editora maior. Porém, dentro deste aspecto, há algumas questões super interessantes a serem exploradas. E como esta postagem já ficou enorme, deixarei para falar sobre esta questão (Produção independente x Editoras tradicionais) em um outro momento.

Enfim, espero que tenham gostado! Se tiverem mais dúvidas, perguntem nos comentários que eu posso fazer novas postagens. Além disso, para quem está interessado no assunto sugiro três outros textos do blog:

Ser escritor dá trabalho

A importância dos blogs para os escritores: Certezas e Confiança

A importância dos blogs e das redes sociais para os escritores



Gostou do blog? Gostou dos textos? - o autor Leonardo Schabbach, que produz o conteúdo do Na Ponta dos Lápis lançou recentemente sua primeira obra literária, O Código dos Cavaleiros. Ajude-o a continuar produzindo! Informações sobre a obra (como comprar - autografada -, capítulos para degustação, capa, sinopse e muito mais) podem ser encontradas neste super hotsite (clique para acessar).

18 Comentários:

Sthaelle

Olha, o autor deve trabalhar muito duro pra lança rum livro independente, por que não é fácil.
Eu admiro todos aqueles que fizeram isso e até hoje recebem retorno. Mas tem que ter muuuita paciência, muita dedicação e também ter um bom capital, pois sempre tem as revisões, capas e tals.


bem legal o seu post, esclarece bastante coisa!

Bianca Briones

Postagem excelente, Leo.
Estou curiosa sobre a segunda parte.
Para mim, a pior parte de ser independente é a distribuição.
Se o livro não for de uma média/grande editora, será muito difícil a entrada dele em livrarias.
Essa é a parte mais frustrante, no meu caso. Tanto que penso em relançá-lo por uma editora tradicional.
Divulgarei a postagem. É mais um bom texto sobre o nosso meio.
Beijo.

Leonardo Schabbach

É, se o pessoal tiver mais dúvidas posso responder.

A questão da distribuição é uma das coisas que diferenciará a produção independente das outras, certamente.

Ana Karenina

Olá Leo

Fico feliz que tenha abordado esse assunto, sempre fui curiosa pra saber como funciona este meio.

O mais legal deste artigo é que você mostrou o que o escritor independente precisa pra encarar este desafio, você foi bastante prudente, claro e objetivo.

Você tem razão quando diz que o uso de blogs ajuda, é com eles que fico sabendo de novos autores e novos livros, mas nem sempre esscrever bem em um blog resultará num bom livro, eu me empolgo muito com as resenhas e os falatórios sobre livros, mas quando vou ler sinto que não me agradou tanto como comentavam, isso também pode acontecer, mas quer saber? Prefiro correr o risco, afinal só saberemos depois de ler.

Aguardo ansiosa também as próximos artigos, estou de olho, rs. E com certeza vou divulgar este artigo no twitter e nos melhores links do mês, pois sempre tem gente interessada nesse assunto.

Um abraço

@anakint

Ivana Maria

Creio que o sonho de todo mundo que escreve é alcançar o reconhecimento pelo seu trabalho. Publicar um livro é realmente um sonho maravilhoso. Também eu embalo esse sonho. Por hora, exercito a minha técnica de escrever e busco aprender cada vez mais com tanta gente maravilhosa que encontramos por aqui, além dos que já tiveram seus escritos publicados. Já enviei três projetos de livros infantis e não consegui aprovação da editora. Quando resolver publicar, provavelmente recorrerei a produção independente e precisarei muito das suas dicas e orientações. Abraços.

Ofício Editorial

Bom dia, Leonardo,

a edição independente está realmente cada vez mais fácil e mais próxima do escritor. Dou como exemplo uma escritora americana, a Amanda Hocking, ela vendeu 900 mil exemplares do livro dela no meio digital. A estratégia dela foi apostar no e-book -- que nos EUA tem público forte --, no preço super baixo (cada livro custa de 3 a 5 dólares), e nas capas chamativas. Ela mesma fez tudo, capa, revisão, booktrailers, e agitou bem pelo twitter, blog e goodreads (rede de leitores). Vejam a entrevista com amoça http://www.youtube.com/watch?v=1qWOy4p4MvM .

Para os escritores brasileiros o que falta é a solidificação da tendência de se ler e comprar e-books, que creio que irá acontecer, sim, por aqui. Assim, o problema da distribuição estará sanado.

O escritor brasileiro pode, sim, apostar na própria obra e colocá-la para venda como e-book. Se não souber como fazer a edição de seu livro, é só procurar boas empresas de produção de pré-produção, que hoje existem muitas. E, depois, apostar na própria obra e divulgá-la na internet (twitter, facebook, blog, rede de leitores etc.).

Dica: "Publicando um livro na Amazon": http://www.publishnews.com.br/telas/clipping/detalhes.aspx?id=62316

Saudações!

marcos nunes

O começo de tudo é que voc~e tem que ser chato, muito chato. Além de acreditar que seus escritos são bons, voc~e tem que fazer com que os outros acreditem na mesma coisa. Depois tem que perder horas de sua vida preocupado com divulgação, contatos, planilha de custos. Putz, eu desisti, tudo isso é muito chato. Além do que, no processo, você pode descobrir que não é tão bom quanto você pensava. Para aqueles que ainda se acham bons e gostam de se dar ao trabalho, o Leonardo aponta bem os caminhos, de forma até bem detalhada. O que me aborrece é aquilo que o Marçal (de) Aquino falou numa entrevista: no Brasil, os leitores são escritores e vice-versa; fora desse universo, quase não há "leitores puros", ou seja, aqueles que apenas gostam de ler e muito. Assim, como existem cerca de 3.000 escritores no Brasil, o Marçal acredita que vende seus livros só para eles, enquanto lê alguns dos livros que esses seus leitores escrevem. A difusão da literatura termina por estimular a produção de textos e, sendo poucos os leitores, o funil é estreito - não é possível uma livraria, mesmo virtual, dispor de todos os livros escritos por toda a gente que, dado momento, se vê investido em veleidades literárias. A maioria absoluta, como eu, será lido pelos familiares e amigos próximos, e mais ninguém, até porque pouca gente há para ler e só ler. Ê questãozinha espinhosa esta!

Gisa Santanna

Léo, sempre que dá, eu passo por aqui.
Acho muitíssimo legal essa iniciativa sua de ajudar-nos a divulgar nossos trabalhos e especificamente - nós!
Estou trabalhando pouco no twitter e nos blogs, mas é temporário. Mudei de emprego, to trabalhando menos e na minha área (publicando textos), mas, não é uma divulgação minha, e sim da empresa com que trabalho...
A partir da semana que vem, eu e uns parceiros da minha querida city entraremos com um site de cultura e entretenimento local... E eu terei uma COLUNA!!! Tô achando o máximo, e por fim, preparando textos e mais textos para serem publicados...
espero que esse seja só um dos primeiros passos a serem dados para finalmente me tornar uma pessoa 'conhecida' no mundo da literatura!

Abraços!!

Leonardo Schabbach

Parabéns, Gisa! Desejo muito sucesso.

E excelente comentário do pessoal do Ofício Editorial. Outro dia discutia exatamente isso, como hoje, principalmente as obras em inglês podem ter uma alcance bem legal pelo formato e-book. No Brasil, a coisa ainda engatinha. Discutia que às vezes até valeria à pena para um autor nacional traduzir bem sua obra para o inglês, depois de publicá-la aqui e procurar divulgar na internet, em blogs americanos de literatura, que tem um monte e tal. Com o exemplo da Amanda Hocking, vejo que a estratégia não era assim tão louca como parecia.

E Marcos, temos este problema mesmo. Tem que ver ainda que tem muita gente que se diz "escritor", mas que não lê, e ainda assim quer ser lido - esse é um outro problemão. Agora, creio que o mercado brasileiro vem melhorando muito. Ainda está mais voltado para os best-sellers, principalmente os que já vêm de fora, mas o público leitor - e somente leitor - tem crescido muito entre os jovens. Vale lembrar também que estes leitores mais jovens, adquirindo o hábito de leitura, tendem a ler outras coisas no futuro, além dos livros estrangeiros.

Bruna Maria

Interessante mesmo a postagem. Me fez lembrar uma entrevista que assisti por alto, acho que na semana passada, da Thalita Rebouças no Programa do Jô. Ela dizia, em dado momento, que teve uma época em que ela ficava pessoalmente nas livrarias. Basicamente, ela fazia contato com os gerentes de cada uma delas, pedia permissão para ficar lá abordando quem quer que entrasse, e tentava jogar a lábia em cima de quem lhe dava ouvidos. E, assim, segundo ela, ralando muito, as coisas foram funcionando - mas demorou. Hoje ela é super conhecida, tem um público alvo certo (até onde sei) e parece que, pelo menos com divulgação e distribuição, não tem mais problemas.

Vou aguardar pela segunda parte da postagem.
=)

Abç!

Leonardo Schabbach

Sim, sim. A história dela é bem legal mesmo. Hoje ela tem tem o menor problema com distribuição, hehe. Não sei se ela ainda tem, mas pelo menos tinha um quadro no Video Show. E ainda é uma das principais autoras da Rocco, sempre tem seus livros, vários, entre os mais vendidos da editora.

Então, acho que as coisas estão boas para ela, não é mesmo? Hehehe.

Fábio C. Martins

Excelente post, Leonardo.
Conhecer o trabalho e o esforço dos autores, fornece um bom caminho pra quem deseja ver sua obra publicada.

Obrigado pelas dicas e, claro, pelos links. Já estou correndo pra acompanhar o trabalho desses escritores independentes que você citou.

Forte abraço.

Akularith

Veio em boa hora essa matéria já que lanço o meu livro na semana que você escreveu esse post. Até parece que adivinhou, uai.. hehehe
Muito boa a matéria!
Abração.

Isie Fernandes

Leo, obrigada pela postagem, está excelente. A discussão aqui também está muito boa, obrigada aos colegas por seus comentários e dicas.

Eu também assisti à entrevista da Thalita Rebouças. A caminhada dela foi pesada, inúmeras tardes de sábado e domingo visitando livrarias e abordando possíveis leitores, mas valeu a pena. Do último livro lançado - Ela disse, Ele disse - foram vendidos 30 mil exemplares em apenas 30 dias. Grande sonho! E agora os leitores de plantão já aguardam por Era Uma Vez Minha Primeira Vez. Quantos mil livros ela conseguirá vender em 30 dias agora?

É como você diz na postagem, a gente tem que saber se divulgar, e isso talvez seja uma das partes mais complicadas.

Aguardando pela continuação.

Grande abraço.

@ Escritora

Gostei muito do post,
Pois estou pensando em publicar meu livro.

Se quiser conhecer meu trabalho, seria uma honra.

www.escritoradeartes.blogspot.com

Saudações

Daniela Gums

Olá tudo bem ?
Adorei sua ajuda sobre publicações de livros, me tirou várias dúvidas, gostaria de mais uma dica se for possível ...
Tenho uma marca de calçados de bebê e lancei alguns sapatinhos que são vendidos dentro de livros com os seguintes temas :
Meu 1ºsapatinho
Meu sapatinho de Princesa , entre outros .
Esses livros vendo direto para lojistas de todo Brasil,porém gostaria de lançar mais um livros e vender também em livrarias, não sei como proceder para desenvolver esse projeto , pode me ajudar ?
Segue em anexo meu blog e minha loja virtual, lá você pode ter uma idéia de como são esses livros ...
www.amorecokids.blogspot.com
www.amorecostore.com.br
danielagums@hotmail.com

Muito Obrigado,
Daniela Gums

Nair Alves Verlindo

Olá!
Gostaria de parabeniza-lo pelo belo trabalho.
Estou lançando minha auto-biografia e aouto-ajuda em dezembro.
E acho que este é o caminho.
Obrigado por ajudar pessoas como eu.
Um Abraço Querido
Nair A. Verlindo

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