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Caminhos para os novos autores - Bate-papo com Tammy Luciano

em 31 de ago de 2011.

Hoje trago uma entrevista muito rica e muito completa para quem quer entender melhor as dificuldades no caminho dos novos escritores. Considero a história de vida de Tammy Luciano (@tammyluciano) no meio literário muito interessante para aprendermos como, para se tornar um autor minimamente reconhecido, é necessário muito, mas muito trabalho - veja a postagem  Como se tornar um escritor?.

Tammy hoje participa de inúmeros eventos literários durante o ano, muitos como parte integrante do projeto @NovasLetras, em que alguns escritores se uniram para brigar por seu espaço no mercado. Mas suas conquistas vão muito além disso. Logo em seu início como escritora, neste caso com um trabalho mais jornalístico, ela lançou a biografia da Fernanda Vogel; livro que chegou a ter exposição no programa de Ana Maria Braga e que, como consequência, teve uma visibilidade muito grande, vendendo milhares de exemplares.

Após seu sucesso inicial, Tammy continuou com mais alguns trabalhos no meio literário e artístico até lançar o seu primeiro livro de ficção (Sou Toda Errada) em 2010. Novamente, a autora participou de muitos eventos, como a Bienal de São Paulo e a Feira do Livro de Porto Alegre. Com todo este esforço, o livro fez sucesso e conseguiu praticamente esgotar sua tiragem inicial, algo bem raro, em um período de mais ou menos um ano.

Enfim, acho que o que falei já basta como apresentação, até para demonstrar como é preciso se esforçar muito neste meio para conseguir se destacar - e a autora tem a completa noção disso, como demonstra em suas excelentes respostas durante a entrevista. Convido todos a lerem as coisas que ela disse; certamente, sendo um autor novo ou não, a experiência da autora trará lições importantes.


ENTREVISTA


Seu primeiro livro, a biografia da Fernanda Vogel, teve uma recepção muito boa pelo público e te lançou de vez no mercado literário. Como surgiu a oportunidade de escrever a biografia? Como você se preparou para lidar com um assunto tão delicado?
R: Eu já escrevia há muito tempo. Aliás, eu venho de uma estrada longa. Comecei fazendo teatro com 14 anos, passei minha adolescência estudando Artes Cênicas. Depois fiz faculdade de jornalismo e a partir desse momento atuar e escrever foram se misturando no meu cotidiano. Passei a escrever peças de teatro, poesias, crônicas e atuar bastante em teatro, fiz participações em novelas. Nunca pensei em escrever livros, achava o universo da livraria muito longe de mim, não tinha ideia como era vivenciar isso, conseguir publicar um livro... Confesso que se não fosse o destino, eu jamais teria virado autora de livros. Em 2001, na época do falecimento da Fernanda Vogel, escrevi uma crônica lamentando o acidente. A mãe dela leu o texto e pediu para me conhecer. Quando recebi o convite para escrever o livro sobre a Nanda, achei que não daria conta e cheguei a conversar com a Myrian sobre apresentar um amigo biógrafo, mas ela insistiu e eu resolvi abraçar o desafio. Jamais imaginei que aquele sim mudaria minha vida para sempre. Para escrever o livro, eu dei tudo de mim durante um ano e meio e busquei respeitar a imagem da Fernanda, escrevendo com o coração. Foi muito emocionante cada parte do processo do livro e como a Myrian Vogel diz: A missão do livro é transformar dor em amor. Acredito demais nisso.


Após o livro terminado, como você fez para encontrar uma editora? Pode nos contar quais estratégias utilizou?
R: Eu não tinha ideia de como proceder. Fizemos pelo meio mais honesto possível. Myrian me ajudou a fazer cópia do original e mandamos para várias editoras. Na época, eu fiz uma lista com mais de dez editoras. Quando a 7Letras ligou, eu achei que era trote. Pensei ser brincadeira de algum amigo. De todos os contatos que a gente recebeu, a 7Letras foi a que melhor se apresentou, topou fazer um livro com qualidade gráfica, com um acabamento lindo e por isso assinei o contrato com eles. Eu costumo dizer que o trabalho começa depois que o livro é lançado. Escrever, para quem quer ser escritor, acaba sendo o mais fácil, porque a luta do autor brasileiro é muito grande.


Conte-nos um pouco sobre como conseguiu que falassem sobre o livro no programa da Ana Maria Braga. Essa exposição abriu muitas portas?
R: Foi uma supresa enorme e tudo por acaso. Pelo que ficamos sabendo a Ana Maria Braga leu o livro, adorou e aí surgiu o convite. Foi impressionante o retorno. Depois que o livro apareceu no programa, a edição esgotou e saiu outra. A Ana foi muito querida, é uma mulher maravilhosa, recebeu a Myran Vogel de maneira muito gentil, sem explorar a imagem da Fernanda. A TV tem um alcance enorme e lamento que os livros não sejam ainda mais comentados. Acho que todo jornal, programa de TV deveria abrir espaço para a literatura, como fazem com o futebol, com as tramas das novelas... Falam pouco do universo das letras. Acho que por isso na internet a gente encontra tanta gente comentando sobre os livros que está lendo... É uma carência dos leitores. Já que não falam na TV, correm para falar na internet. Um amigo meu outro dia me disse algo engraçado: Cara, na internet você está muito famosa! (rs)  Tem muito blog bacana falando dos meus livros, só posso agradecer.

Após o sucesso com a biografia, você lançou um livro de ficção, o Sou Toda Errada, pode nos falar um pouco sobre essa empreitada? De onde surgiu a idéia para o livro? Fale um pouco sobre ele.
R: Na verdade, antes de Sou Toda Errada, eu lancei em 2005 Novela de Poemas que é uma coletânea das minhas poesias. Eu recebi um patrocínio de uma empresa querida, a Orient Mix, e eles me apoiaram em todo o lançamento, possibilitando a ideia do projeto que era pintar quadros em que tivessem trechos da minha poesia e junto saiu a publicação do livro que para minha surpresa, esgotou. Não que eu não acreditasse no projeto, mas muita gente me disse: Ninguém compra livro de poesia. Eu tenho certeza que compram, porque eu vendi! (rs) Tomei a decisão de não deixar sair uma segunda edição porque o Novela de Poemas é um livro muito íntimo, sou eu ali e me senti muito exposta, com minhas poesias sendo lidas. Ficção é melhor, a personagem não sou eu e é nesse gênero de literatura que eu quero trabalhar. Aí nasceu Sou Toda Errada que veio depois de um comentário de um amigo dizendo que tinha uma ex-namorada maluca. Achei que daria uma história interessante e inventei a Mila. Ela perde o namorado, não aceita não como resposta e passa a infernizar a vida do ex, fazendo tudo errado, sendo politicamente incorreta.


Com o lançamento de Sou toda errada, você participou de inúmeros eventos literários, como a Bienal e também discussões em lojas de grandes redes, como a Saraiva. Como isso foi possível?
R: Acho que isso é parte do meu ofício. Não posso escrever um livro, lançar e depois querer curtir uma piscina, achando que meu livro vai conseguir ser vendido sozinho. Meu trabalho precisa de mim, foi um compromisso que resolvi assumir e me apaixonar ainda mais pela minha profissão. As pessoas estão sabendo de mim agora, mas eu faço evento em livraria desde 2003. O processo do escritor é lento. Tem gente que me dá parabéns, sabe da minha batalha de anos e anos (http://www.tammyluciano.com.br/fotos.html), mas tem gente que me acha sortuda, pensa que consegui tudo esse ano. Não é assim. Amo essa chance de estar com meus livrinhos nas livrarias falando do meu trabalho, me aproximando do leitor. Ano passado, por exemplo, eu estava na Bienal de 2010 e uma leitora disse: "Tammy, eu te acompanho desde 2003". Cada encontro com cada leitor me importa. Eu não quero apenas vender o livro, quero saber o efeito do livro na vida da pessoa, então marco com leitores que já compraram o livro, para estarem comigo em outra livraria, quero saber o que sentiram lendo o livro. Já teve leitor chorando comigo porque se emocionou com a vida da Fernanda Vogel. Já teve gente reclamando da Mila e eu dou o maior apoio. Minha vilã (do livro Sou Toda Errada) é uma garota louca, difícil e sem caráter.
E qual foi a sensação de estar tão próxima de seu público nesses eventos? Fale um pouco de sua experiência.
R: Eu gosto de quebrar essa distância. Gosto de conhecer as pessoas, de escutar as histórias, de saber de que maneira meu trabalho está ali na vida de cada um. Eu não sou famosa, então as reações são tranquilas, o foco é o livro e eu não me sinto melhor que o leitor. Às vezes sinto que a pessoa está maravilhada com o encontro, mas eu faço questão de quebrar qualquer protocolo, não sou melhor que ninguém, venho de uma família de bem, que me ensinou a não me achar estrela, nem se algum dia eu estivesse em uma posição de destaque. A livraria é a chance de abraçar e agradecer o carinho das pessoas.

Agora sobre a dificuldade de colocar as obras na livraria. Você teve o apoio de uma boa editora, embora de porte médio, como foi esta questão da distribuição? Você, pessoalmente, correu também atrás dessa exposição nas livrarias?
R: Eu batalho muito. É um trabalho de formiguinha, mas eu tento não pensar nas dificuldades. Só penso em seguir, sem me abater. Já aconteceu de uma livraria na Barra da Tijuca receber meu livro, esgotar em pouquíssimos dias e eles não se interessarem em pedir novamente. Ou seja, existe muito mais do que a gente pode imaginar na batalha do autor. Se esgotou, por que não pedem imediatamente mais livros? Porque nem sempre é assim que funciona. E aí eu fui lá, pedi para gerente, peço para a minha editora ligar e não posso deixar de citar aqui o Bruno Borges que é meu parceiro de trabalho e está comigo ajudando e fazendo a assessoria do meu trabalho. Ele é incansável. E esse adjetivo é extremamente importante nesse trabalho. Meu livro passou a vender no Sul do país porque eu fui na Feira do Livro de Porto Alegre de 2010. É de conquista em conquista, degrau por degrau.

Como o público reagiu a este seu novo livro? Ele teve uma boa receptividade? As vendas foram boas? (nessa última pergunta, se quiser falar em números aproximados seria muito interessante, mas se não quiser, não há problemas)
R: Eu achei que ia apanhar das leitoras. Sou Toda Errada é um livro diferente porque a mocinha do livro é a vilã. Mas ao contrário da minha expectativa, as pessoas curtem o livro, e sabem me separar da malvada Mila. A repercussão foi a melhor possível. Recebi carinho com a publicação. O livro acabou me lançando definitivamente como escritora. Tem gente que nem sabe que eu sou atriz. E imagina, eu fui professora de teatro durante 12 anos, lecionei Interpretação com Texto em curso Profissionalizante de Artes Cênicas. Acho curioso porque Sou Toda Errada me apresentou de uma vez por todas para os leitores e curiosamente as pessoas próximas tinham medo da exposição, por causa do título do livro, mas eu não tive medo. Resolvi amar meu livro, mergulhar com ele e me arriscar. Se me tacassem pedra, eu sairia ainda mais forte. Mas ainda bem, o carinho foi maior e apagou qualquer crítica ruim, qualquer ataque capaz de me abater. As vendas continuam muito boas, dentro de todas as dificuldades que é não ter o livro em todas as livrarias. Para minha alegria, a edição está acabando. Aliás, me deixa agradecer aqui os leitores pelo carinho enorme, pelo suporte, pelas expectativas e palavras lindas. Tudo que faço hoje na minha carreira é pensando nessas pessoas.
Como você vê hoje o mercado para o novo escritor? Acha que há mais oportunidades? Acha que as pessoas estão lendo mais?
R: Acho que o planeta é lotado de gente e qualquer profissão é muito concorrida (rs), então é acreditar no seu taco. Eu costumo dizer que a concorrência não está no outro escritor. Pelo contrário. Leitor já descobriu meu livro porque leu o livro de um autor nacional, buscou outros autores e me achou. Quanto mais livros lidos, melhor. Eu faço parte do Novas Letras que é um grupo de escritores (O Novas Letras é formado por Enderson Rafael, Fernanda França, Leila Rego, Patrícia Barboza e a Tammy) e nos ajudamos, tentamos vencer as dificuldades juntos. Porque o mercado é difícil, o livro internacional é super valorizado, e nós escritores nacionais temos o desafio não só de valorizar a literatura mas exaltar o livro nacional. Vejo muita editora nova, oportunidades bonitas para quem está começando. É preciso procurar, se informar... Eu quero acreditar no nosso mercado, acreditando que podemos crescer ainda mais. Fico maravilhada com essa galera apaionada por livros, acompanhando cada detalhe das publicações, discutindo sobre capas, enredos, autores, mandando recados para as editoras. Acho o máximo! Aliás comento isso com meus amigos e eles me olham assustados. Muita gente não tem noção dessa turma que é louca por livros.


Que dicas você daria para quem está começando?
R: Escreva e leia muito. Leia seu texto para as pessoas, perceba se é isso mesmo que você quer para sua vida. Porque fotos em tardes de autógrafos são lindas, mas o trabalho não se resume ao glamour. É preciso se dedicar todos os dias, escrever mesmo sem vontade, dar o melhor de si e ter paciência. Vejo escritores que decidem escrever e querem publicar o livro por uma editora grande no mesmo ano. Eu escrevi dez anos antes do meu primeiro livro sair e breve fazem dez anos que meu primeiro livro saiu. São quase vinte anos nisso. Não é fácil. Escreva sem querer usar a literatura para se exibir. Acho que podemos fazer algo mais útil com a literatura dentro de nós. Claro que eu tenho orgulho do meu trabalho, às vezes preciso tratar o ego porque a gente é ser humano e tem dias que se deslumbra, mas no cotidiano eu tento usar a literatura para me redescobrir sempre, para confrontar meus questionamentos e definitivamente tentar ser alguém melhor.

Quais são seus próximos projetos? De quais eventos participará em breve?
R: Tem muita coisa boa acontecendo. Ontem estive na Exibição do filme "A Rua Daqueles Homens" (http://www.youtube.com/watch?v=wYHhl1gXCH8) que escrevi inicialmente como peça de teatro, mas acabou virando roteiro do filme graças ao Marcio Navarro (ator, diretor e amigo de anos) que leu o texto e pediu para trabalhar em cima. O filme acabou saindo com um elenco super querido (Alê Periard, Daiane dos Santos, Eduardo Maia e Marcio Navarro) e a direção do Décio Junior. É um fime feito sem muita grana, sem apoio, pelo total prazer de filmar. Porque estamos aí na batalha de fazer arte em um país em que muita gente não tem saneamento básico. Além do filme, continuo gravando minhas crônicas no Crônica Falada e tô lançando um projeto novo com minhas poesias em vídeo (os vídeos podem ser vistos no www.youtube.com/tammyluciano).  Em 2012, sai meu quarto livro Garota Replay (http://www.skoob.com.br/livro/160914-garota-replay). E tenho muita saudade do teatro, mas tá impossível fazer. Esse ano, viajo para autografar em Sampa, Curitiba, terei a honra de participar da Bienal de Pernambuco. A vida está corrida, mas estou muito feliz.

Fale um pouco sobre sua presença na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Onde seus leitores poderão encontrá-la?
R: Estarei todos os dias  da feira, 14 horas, no Estande da editora Novo Conceito, participando de um debate diário. Dia 09, 19 horas, autografo no estande da Saraiva. Tô muito animada para a Feira. Fiquei três meses me preparando. Pode parecer uma futilidade, mas eu desenhei um vestido para cada dia, porque quero estar linda para encontrar os leitores, quero dizer a eles como mudaram minha vida para sempre, para melhor. E o que pode parecer apenas uma exibição foi a maneira para demonstrar como esse evento que fala de livros, que nos coloca comemorando a literatura, é importante para mim e merece que eu vá lindona. Tô muito entusiasmada e pronta para ser muito feliz no evento.


22 Comentários:

Olá! Adorei seu blog, muito criativo! Também tenho um blog e gostaria que vc desse uma olhada. O endereço é: http://www.criticaretro.blogspot.com/ Passe por lá! Lê ^_^

marcos nunes

Para ser sincero, tive bastante dificuldade de ler a entrevista até o final. A Tammy é muito taxativa em seus códigos sociais e artísticos, possui um jeitinho de mulher edulcorada, meio Poliana, que não bate comigo, mas não bate mesmo. Vão dizer, é claro, que o problema não é ela, sou eu, mas penso que o problema não sou eu, mas nós dois: ela com seu bom mocismo programático, e eu com meu mau mocismo à Diógenes.

Fico me imaginando diante de Ana Maria Braga, respondendo as perguntas dela, sorrindo, simpático, com meu vestidinho novo... "Ana (...)uma mulher maravilhosa". Então tá.

Sei que é pra quem pode, mas repito argumento anterior, do Antonio Lobo Antunes: autor não é mascate. Por isso acho que não faz parte mesmo do ofício do escritor sair por aí preocupado em vender livros, "acreditar no (...) mercado", esse tipo de coisa.

Se ela acerta em dizer que, para desenvolver melhor a escrita, o autor deve escrever e ler muito, depois escorrega em fórmulas de autoajuda, pensamento positivo, como "É preciso se dedicar todos os dias, escrever mesmo sem vontade, dar o melhor de si e ter paciência", "É um trabalho de formiguinha", "É de conquista em conquista, degrau por degrau", essas coisas. Umas frases de gosto muito duvidoso: "Fotos em tardes de autógrafos são lindas", "O trabalho não se resume ao glamour". Me senti num chá de senhoras.

Não consigo imaginar nenhum escritor dizendo para um leitor: "Você mudou a minha vida para melhor".

Não consigo imaginar nenhum escritor dizendo de um protagonista seu: "Minha vilã é uma garota louca, difícil e sem caráter."

Não consigo imaginar nenhum escritor dizendo "Venho de uma família de bem". Catzos, o que é "uma família de bem"? Será que eu venho de uma "família do mal"? Será que o mundo é assim, uns bons e com caráter, outros maus e sem caráter?

Bom, muito sucesso para a Tammy. Ela merece.

Paul Law

Já conhecia o esforço da entrevistada na intenção de divulgar sua obra, sei da batalha de todos do grupo do qual ela faz parte, mas não tinha percebido antes as peculialidades apresentadas nesta entrevista.

Acho poveitoso observar o trabalho de quem faz o que gostamos de fazer. Lições são sembre bem-vindas. Parabéns à autora e espero muito sucesso para ela.

Parabéns ao blog pela iniciativa de dar voz a ela. Um abraço.

Leonardo Schabbach

Marcos pensei muito em aprovar ou não o seu comentário. Publiquei por respeito que tenho a você e também para dizer que você não poderia estar mais errado.

Agora eu que faço uma crítica, acho que uma vez mais, como aconteceu com a Tatiana Salem Levy (que você criticou sem ler), você pode ter se precipitado em fazer seu julgamento. Apenas por uma entrevista fazer todas essas críticas que você fez, na minha opinião, é no mínimo precipitado. Além disso acho desrespeitoso com a autora, que luta MUITO para conseguir conquistar seu espaço no mercado; é um esforço que deve sim ser valorizado e nada tem a ver com "mascate" e et...

Sabe que respeito sua opinião, gosto dos seus textos, gosto muito de sua participação no blog, mas acho que esses julgamentos precipitados não caem muito bem. Só estou sendo sincero.

Anônimo

Leo, obrigadaaaa! Valeu, Paul! Marcos, ri muito com seu comentário. De tão azedo ficou engraçado. Ah, vale dizer: Eu não tenho muito de Pollyana!
Bjinhos. Tammy
www.tammyluciano.com.br
@tammyluciano

Anônimo

Acompanho tbm o trabalho da Tammy e li muita coisa dela nos blogs. Ela parece ser uma pessoa muito legal, ainda mais com seus fãs. Está de parabéns *-*

Bjs,
Marcela B. Cunha

Sérgio Cazu

Oi.

Eu estava fazendo algumas pesquisas e acidentalmente encontrei esse espaço no tão usado Google. Agradeço por estar aqui e agora lendo vocês.

@Marcos Nunes
Gostei da acidez do teu comentário, era algo que eu não esperava que alguém falasse - por receio ou por falta de argumento - diretamente e sem vergonha alguma. É bom fazer elogios, mas também é ótimo ter críticas construtivas. De fato ficou com um tom humorístico devido ao alto nível de acidez, porém me agradou.

@TammyLuciano

Eu confesso que se não fosse o espaço eu jamais iria conhecer sua pessoa. Agradeço ao espaço por me apresentar a autora cujo currículo me agradou bastante.
O seu primeiro livro não me despertou interesse pelo fato de eu não conhecer a pessoa em questão, mas nada que uma boa pesquisa resolva. O segundo me chamou atenção, gostei de ver um vilão - isso me lembra Humbert Humbert do romance Lolita de Vladimir Nabokov - ganhando ênfase na história. Isso me agrada muito, porém tenho que ler antes para poder ter propriedade o bastante para comentar.
No mais desejo sucesso recompensador pelo trabalho que estás fazendo.

@Na ponta do lápis
Obrigado por compartilhar essa entrevista e as outras que estarei lendo. Gostei do seu artigo sobre "Como ser um escritor", parabéns.

Aquele abraço!

Leonardo Schabbach

Seja bem-vindo ao blog. O Marcos é um regular aqui dos artigos, hehe, poderá acompanhar mais dos comentários dele.

Pelo blog há ainda muitas outras entrevistas do tipo, é só clicar ali em cima em entrevistas. Fico feliz que tenha gostado e espero que continue visitando sempre!

marcos nunes

Leonardo,

Eu sabia que estava a correr riscos; geralmente é assim: em blog, só elogios, críticas são descartadas. Esclareço que não falei sobre o livro, mas sobre a entrevista da "boa moça", cujas posições me indispõe à leitura de seu livro, diferente do caso da Levy, cujo livro não li, mas conheço de contos e resenhas esparsos, a rondar o universo de Clarice Lispector com alguma informação pósfeminista.

Mas você não acha, Leonardo, que a preocupação com o vestido não é compatível à preocupação com uma "embalagem"?

Nesse ponto, entenda, nossa divergência vem de antes, do entendimento do escritor enquanto produtor voltado, ou ao menos atento, para o "mercado". Esse para mim é o ponto essencial, a contrariedade ao papel de mascate, assim denominado não por mim, mas pelo Antonio Lobo Antunes. Nada demais, portanto. Imagine o Lobo entrevistado pela Hebe Camargo, todo sorrisos, mãos dadas, falando de literatura como uma descoberta singela do mundo, etc, com uma camisa de seda estampada, calça e sapatos brancos, chapéu panamá... dá?

Quanto ao azedume, ele é recorrente, né?

E nunca, nunca bloqueie um comentário de ninguém só porque ele se contrapõe ao texto publicado. Só quando se tratar de ofensas gratuitas, palavrões, explosão de preconceitos. Não creio ter escrito nada disso. Apenas divirjo frontalmente da forma como a autora encara o fazer literário, o que escreve e a própria literatura. Nada demais.

Leonardo Schabbach

Marcos, eu não bloqueei por saber do seu jeito de fazer crítica e da maneira irônica que escreve, só por isso. Por saber que veio a crítica daquela forma pelo fato de você perceber de maneira diferente a função do escritor na sociedade. Eu entendo e concordo em muitas partes. Vejo a função do escritor em algo como um meio do caminho entre sua visão e o escritor mais voltado para o mercado.

Mas vou falar para que você entenda que o problema não foi a crítica, mas a maneira que você criticou. Na postagem sobre a Tatiana Salem Levy, algumas pessoas apareceram criticando o livro dela, com base no que leram, eu discordei, mas não reclamei das críticas, somente das suas. E por que disso? Porque você havia criticado, ainda deixando implícito que ela não deveria ser boa autora, somente pelo fato de ela ser querida pela mídia - o que é um preconceito.

Se você falasse da entrevista com a Tammy do modo como falou no último parágrafo, que discorda da autora na visão de encarar o fazer literário por isso e isso, era uma coisa. Mas você a chama de Pollyana, mascate; e mistura algumas críticas mais reais (como discordar de algumas frase) com outras que beiram sim o preconceito, que é criticar a pessoa simplesmente por fazer parte de eventos e aparecer na mídia.

Então, não há problema com a crítica, como, mais uma vez num ato de preconceito, você diz que em blogs é assim, ninguém pode criticar (novamente você julga de forma generalista). O problema é a maneira como a crítica é feita e se isso é construtivo ou não.

Veja como seria muito mais construtivo você dizer, "eu não concordo com o modo de a autora ver a função do escritor na sociedade e a maneira de encarar o fazer literário. Vocês não acham que o autor não deveria se preocupar tanto com o mercado, que a criação literária deveria se preocupar em trazer reflexão e etc..."

Veja como é algo bem diferente do que você fez. Seu texto tem um pouco até de ataque pessoal às crenças da autora, simplesmente por elas serem diferentes das suas. Isso mostra preconceito em relação às crenças dela, e o faz agir de maneira autoritária e generalista em seus argumentos (além de se basear em estereótipos). Você pode discordar do que a pessoa acredita, mas não pode diminuir e ironizar como foi feito; isso é desrespeitoso. E foi esse desrespeito que me fez ponderar sobre publicar ou não a comentário.

Percebe a diferença? Queria te mostrar direitinho o problema até para você refletir um pouco, às vezes - e aí é minha crítica a sua crítica - eu acho que você atua de modo muito cego e preconceituoso (muitas vezes generalizando) em relação às idéias que são contrárias ao seu pensamento.

Leonardo Schabbach

Como eu disse, eu publiquei o comentário, porque eu sei que esse é o seu jeito de comentar, e eu gosto, então entendo que foi mais carregado de ironia e uma crítica mais num tom de brincadeira do que depenando de fato a autora. Mas nem todos verão assim, a própria autora não verá assim; porque para quem não conhece, ficou desrespeitoso, já que não foi lá muito construtivo e partiu de alguns preconceitos sim, por isso poderia ter sido bloqueado.

Enfim, tentei explicar tudo aí e colocar mais algumas idéias para reflexão, que embora não tenham a ver com a postagem, tem a ver com crítica e até crítica literária.

No meu blog, não vejo criticar como um problema (ao contrário do afirmado, de novo de forma ofensiva e generalista, embora escondido por trás de ironia), só é preciso saber respeitar os autores e, principalmente, trazer algo de construtivo na crítica. No seu comentário, acho que faltou um pouco de respeito sim, também houve preconceito, e poucas coisas construtivas foram faladas.
Novamente fazendo a minha crítica, convidaria você a refletir bastante sobre o que você escreveu e como escreveu antes de dizer que as críticas em relação às suas críticas se deram simplesmente por não se poder falar mal de ninguém em blogs. O que você escreveu e uma crítica construtiva são coisas muito diferentes. E na maioria das vezes você faz críticas construtivas, mesmo negativas, e eu até agradeço, por que fazem o blog se tornar melhor. Mas não foi o caso.

marcos nunes

Tudo bem, tranquilo, embora continue discordando de sua maneira de ler o que escrevi. Não há ataques pessoais e preconceitos, mas discordância de forma e conteúdo. Não tenho "preconceito" contra a mídia, mas existem meios e meios - ou você iria vender seu livro no meio do show do Chacrinha? Ou a Tatiana tem destaque só porque é boa escritora? Quer me fazer crer em discos voadores, ou num deus ex-machina? Calma aí, né?

Outra coisa: pelos comentários dos demais, as pessoas gostaram e aceitaram meu texto inicial, o que revela suas excessivas preocupações com as susceptibilidades alheias.

Não sou generalista: comentários discordantes costumam ser extraidos de blogs. Funciona assim.

Crítica construtiva: repito que não li o livro da autora e não poderia criticar a obra, mas só a entrevista. E você me desculpe, mas não retiro uma linha do meu comentário inicial. Nada desrespeitoso, mas divergente - ou a divergência já é, em si, uma falta de respeito? Não, né? E, claro, não posso escrever nos seus termos, e não entendo porque você tanto implica com o termo mascate, emprestado do Lobo Antunes e não aplicado a ela especificamente, mas a todo autor que põe em relevo o comércio do livro, quando o que mais lhe compete é simplesmente a escrita. E mesmo que ela tenha dito não ter muito de Poliana, suas expressões típicas de livros de autoajuda demonstram o contrário. Talvez não seja Poliana, mas outra personagem.

Acho que você tá vendo pelo em casca de ovo, na boa. E paro por aqui, até porque tô com encontro marcado na minha costureira e já tô atrasado.

Leonardo Schabbach

Primeiro, foi apenas um comentário favorável, contra um desfavorável meu e outro da própria autora. Dizer que as pessoas gostaram é, uma vez mais, generalizar.

Agora, como eu disse, a coisa é simples: você escreve por meio de ironia - e por isso pode dizer que não era bem isso que quis dizer, é fácil se esquivar das críticas se se escreve de forma irônica, é só dizer que não era bem isso (e às vezes não era, porém não sempre). No entanto, houve sim neste caso ironia de modo a diminuir a autora, diminuir as crenças dela, não apenas discordar, mas ridicularizar - leia o seu comentário sobre a Ana Maria e fica claro o tom da coisa, como quis ridicularizar a autora só por pensar diferente de você. Pode-se até discordar, achar que a Ana Maria Braga não é isso tudo e etc... (e eu vou concordar com você), mas expor isso de forma a fazer parecer que é ridículo gostar dela é outra coisa, você, deste modo, ataca sim a autora - e isso é ofensivo.

Ela, naturalmente, se sentiu ofendida, eu achei que foi ofensivo e, de fato, foi (mesmo que terceiros possam ter gostado, afinal, não se dirigiu a eles e foi um comentário muito bem escrito). E, perceba, você deveria aceitar numa boa que ela e eu nos coloquemos contra o que você escreveu; afinal, você não pode se abrir a criticar alguém abertamente assim, sem quase base nenhuma para tal, e não estar disposto a ser também criticado, seria paradoxal e até hipócrita.

E se ela veio e disse que o seu comentário foi azedo, as bases para a afirmação dela passam por muitas das bases das próprias críticas que você fez - e em ambos os caos eu discordo de como os dois se precipitam em suas conclusões. Simples assim.

E sobre a Tatiana, mas uma vez há uma inversão lógica. Eu não disse em nenhum momento que ela estava na mídia por apenas ser boa escritora. Logicamente eu sei que boa parte do apelo que ela tem vem do fato de acharem ela uma mulher atraente (como a Pola Oloixarac na FLIP). Acontece que na época, você sugeriu que TODO o sucesso dela viesse disso e que ela não deveria ser uma boa escritora, que logo sumiria, mesmo sem ter lido uma linha de seus livros; o que é bem diferente de dizer que ela faz sucesso não só por ser boa escritora.

marcos nunes

Tá bão, Leonardo, tá bão. Mas há um exagero e um tremendo excesso nesse conflito meio sem sentido. A ironia não é um ataque e tampouco serve como defesa; pense bem: é só uma maneira, neste caso, de tornar mais leve o que poderia ser muito, mas muito mais pesado mesmo.

Novamente, quanto à Tatiana, não me lembro bem se escrevi isso que você falou aí, mas não é impossível: tenho, perdão, um pouco de aversão à escrita programaticamente "feminina", como tenho bastante aversao ao machismo programático (e ao não programático também!) e coisas do gênero, daí que uma impressão passageira pode passar por definitiva, o que nem é verdade, pois li um conto dela bem razoável, apesar dalguma feminice (não tome isso por valor absoluto, mas só pelo que me veio á cabeça agora, isso não é teoria, não é ensaio, não é resenha, não é nada, só um comentário apressado, sem todo o rigor necessário a textos de maior ambição, etc.).

Põe uma pedra sobre essa coisa aí, e permaneçamos amigos - virtuais, mas amigos. Ok?

Leonardo Schabbach

Claro, eu nunca nem sequer cogitei a possibilidade de não permanecermos amigos.

Inclusive a maior intensidade na discussão se dá mesmo por eu já considerar você mais próximo e por isso me sentir mais à vontade para expor as idéias, contrárias ou favoráveis mesmo.

Nem passou pela minha cabeça deixar de ser amigos virtuais não. E minha família ainda é do Sul, você é do Sul, se não me engano, certo, quem sabe um dia a gente ainda se encontra e discute pessoalmente, hahaha.

marcos nunes

Sul? Não, sou do subúrbio do Rio de Janeiro. E não tenho luvas de boxe para encontros pessoais.

Abraços.

Leonardo Schabbach

Ah é? Que estranho, por que achei que era do sul? Sendo do Rio, podemos marcar algum dia de nos encontrarmos ai, até na Bienal. Manda um e-mail depois pra mim, pra eu ter o seu guardado.

JC.ESCRITOR

Sou um escritor de primeira viagem, e com certeza são pessoas assim como voce que contribuem para o nossa amadurecimento nesta area tão dificil que é escrever ou melhor conseguir mostrar o trabalho a um grande publico. Gostei muito da entrevista, principalmente na dica dada aos iniciantes.Demais... Valeu...

PATRÍCIA MOURA

BEM, SOU ESCRITORA TAMBÉM E GOSTEI MUITO DA ENTREVISTA. CONCORDO QUE NO BRASIL NÃO SE COSTUMA FALAR MUITO EM LITERATURA E SE VOCÊ NÃO TEM UMA MARCA SEU TRABALHO ACABA ESQUECIDO NUMA PRATELEIRA QUALQUER. ATÉ GOSTARIA DE USAR O ESPAÇO PARA DAR-LHES UMA DICA: VOCÊS PODERIA SEPARAR UM ESPAÇO PARA QUE NÓS NOVOS ESCRITORES MOSTRÁSSEMOS NOSSOS LIVROS E FALÁSSEMOS DE NOSSO TRABALHO. VOU DEIXAR MEU E-MAIL PARA QUE SE ACHAREM A IDÉIA BOA, ENTREM EM CONTATO COMIGO. EU SOU PATRÍCIA MOURA E MEU ENDEREÇO É "PMOURAMIGUINHA@GMAIL.COM.BR. OBRIGADA!

J.C.

acho que nao dá pra só ser escritor no Brasil, a nao ser que seja um Paulo Coelho da vida... mas até chegar lá da pra ir fazendo outros trabalhos.
esse negocio de ficar viajando pra ir em bienal é complicado hein, imagina chegar pro chefe e pedir dispensa de 3 dias porque vai na bienal divulgar livro...
demissão na certa.

Anônimo

Eu fico imaginando quanto livros são publicados por mês, e quantos desses livros conseguem pegar o leitor de vez. Uma missão das mais dificeis. Agora tem a tal da autopublicação, antologias, que, muitos que entram nessa, por incrivel que pareça, só ficam nisso e mais mais nada, isto é, você entra numa antologia só fica nisso, não adquiri um livro seu, pior ainda se for de poemas e contos. Quando aparece um escritor num programa de grande audiência, feliz pra ele. Sorte dele. Parabéns. Já que, literatura não só hoje mas sempre, tá bem dificil. Já houvi até falar que o que rege a literatura não é o dinheiro em si, mas sim, a vaidade, e cada vez mais eu concordo com isso. Uma boa parte das publicações ficam aí , esperando ansiosamente um leitor; e se publica mais e mais. Afinal, pra quem?

.Djegovsky.

"Escreva sem querer usar a literatura para se exibir. Claro que eu tenho orgulho do meu trabalho, às vezes preciso tratar o ego porque a gente é ser humano e tem dias que se deslumbra".
Verdade. Isso me lembrou o papelão em busca de atenção que ela fez na Feira do Livro de Porto Alegre. A passagem dela foi marcante mesmo, tanto que nunca mais foi convidada. Faltou humildade.

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