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[A Sociedade da Rosa] Boa Vizinhança - Final

em 09/12/2011.
Editado: upei esse primeiro conto da Sociedade da Rosa para relembrar um pouco os leitores do blog da série, que deve ser retomada agora que fechei o primeiro livro de O Legado. Essa é a última parte, mas vocês podem conferir o início da série aqui (importante ler para entender esse primeiro conto) e os dois contos que iniciaram a história "Boa Vizinhança": Parte I e a Parte II

Coloco, por fim, a última parte do primeiro conta da Sociedade da Rosa. Espero que vocês estejam gostando e acompanhando, eu tenho muito prazer em escrever essa história. Como sempre digo, é muito importante ver o comentário de vocês por aqui ou, ao menos, por e-mail, para saber que tem gente acompanhando; portanto, quem gostar, comente!

Demorei um pouco mais a atualizar a história (quase duas semanas), pois, no dia que teria tempo para escrever, faltou luz aqui no Rio de Janeiro, em boa parte da cidade - então atrasou tudo. Semana que vem - ou ainda nessa, tenho que decidir, pois o texto já está pronto - irei postar mais um pedaço de O Legado.

Para quem nunca acompanhou a Sociedade da Rosa, sugiro que leiam o prólogo (que explica bem) e também a Parte I e a Parte II deste primeiro conto. Acho que os fãs de romances policiais talvez gostem da série. Enfim, aproveitem!

**************

Algum tempo havia se passado desde a chegada do último carregamento de drogas. Felipe esperava do outro lado da rua, ainda como o mendigo ignorado momentos antes pelos quatro golpistas. Embora estivesse calmo, uma vez que nunca deixava que suas emoções o atrapalhassem em seus trabalhos, sentia uma certa raiva, um certo desconforto em relação ao que aqueles golpistas faziam. Poderia dizer até que era um sentimento hipócrita, já que muitos dos agentes da organização faziam coisas piores. Ainda assim, não se sentia bem. Ele fazia parte da Sociedade, é claro, mas sua visão de mundo e, principalmente, as missões que até então realizara nunca visavam, em sua opinião, o mal de alguém; muito pelo contrário. Sabe-se lá por que razões, ele gostava de ajudar as pessoas, mesmo que o fizesse por métodos não tão ortodoxos. Se a Sociedade tentava mover o mundo como o “acaso”, Felipe gostava de se ver como a “boa fortuna”, ou “A sorte” – e assim muitos de seus companheiros o chamavam. No entanto, como seu mentor havia lhe ensinado, a sorte de uns, de uma maneira geral, é o azar de outros; e com isso ele deveria se contentar, por mais que esta perspectiva não lhe agradasse. A boa fortuna, no entanto, deveria sempre beneficiar os bons, era o que Felipe respondia.

Naquele momento, todas estas ponderações passavam por sua cabeça. Ele sabia julgar bem as pessoas, sabia que Júlio era um menino bom, que apenas precisava de ajuda para escolher um melhor caminho. Era por isso que precisava se livrar daqueles golpistas, tinha de dar um fim àquela pequena – e quase irrelevante – organização.

Com uma garrafa de vodka na mão direita, levantou-se, cambaleante. No meio do caminho, ainda fingiu um escorregão; agarrou-se em uma das lixeiras laranjas que ficam presas aos postes da cidade e levou-a ao chão. Os dois golpistas que faziam a segurança da casa finalmente lhe deram atenção. O primeiro apenas riu, balançou a cabeça negativamente e murmurou algo como “bêbado maluco”. O segundo o fitou um pouco desconcertado, quase com pena, como se aquela visão realmente o incomodasse. Foi com ele que Felipe foi falar.

- Ei, cara, ó... pô... eu tô passando muito mal. Tem... como... entrar aí? Só usar o banheiro, rapidinho, pô.

O homem ficou parado, sem muita reação. Seu companheiro de vigia, porém, foi um pouco mais enérgico e logo empurrou Felipe para trás.

- Sai daqui! Vai beber em outro lugar. Eu, hein, maluco!

- Oi... oi... oi – respondeu Felipe enquanto recuava, sempre cambaleante. – Pô... mas eu tô muito mal... tu num vai querer que eu vomite aqui na calçada, né? Coé...

- Pô, irmão, acho melhor deixar o cara entrar, vai ser rapidinho. – tentou o primeiro homem, que parecia ser um pouco mais piedoso.

- Não! A gente não pode deixar ele entrar. Não pode mesmo.

- Ah... que isso! Que que esse cara vai fazer? Nada. Qual o problema? Fala sério. Pior vai ser depois, ficar aqui com cheiro de vômito a noite toda.

- Ah... sei lá... – o segundo homem balançava a cabeça.

Felipe se aproximou dele, fazendo todos os movimentos e sons de quem está prestes a regurgitar. Segundos depois, controlou-se.

- Se você me deixar entrá pode ficar com essa garrafa aqui. – ele disse, num tom bem rápido e agonizante.

O segundo homem pegou a garrafa de vodka com mão direita e logo recuou cerca de três passos, com uma expressão de nojo estampada no rosto.

- Tá, tá, tá. Passa logo vai, primeira porta à esquerda. Vai... vai!

Felipe fez um aceno de positivo com a cabeça e correu cambaleando para dentro da casa. Fez muito barulho, chegando a derrubar um dos quadros colocados logo na entrada. Se aquilo não chamasse a atenção de quem estava lá dentro, ele estava certo de que poderia andar pelo local sem muitos problemas. Ainda assim, precisaria tomar cuidado.

Em alguns segundos, chegou ao banheiro e trancou a porta. Enquanto gemia e fazia barulhos para convencer quem quer que estivesse do lado de fora de que ele passava mal, espalhou o conteúdo inteiro de uma garrafa de vodka pelo aposento. Logo em seguida, abriu a porta com cuidado, verificando se alguém o vigiava.

Naturalmente, tinham-no deixado sozinho; afinal, ele era um ser invisível, alguém completamente insignificante e inofensivo, não havia motivos para que tivessem qualquer tipo de desconfiança. Felipe sorriu; seu plano saíra como o planejado. Em seguida, caminhou vagarosamente até a escada que levava para o segundo andar. Subiu, então, passo a passo, pelo pequeno rodapé que separava os degraus do corrimão. Mesmo que aqueles que estavam dentro da casa não tivessem se incomodado com o barulho que ele fizera ao entrar, ainda era recomendável tomar todos os cuidados possíveis. Na maioria das casas antigas do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, a arquitetura de séculos atrás permanece intacta – e isto inclui também as escadas, que são, por isso, feitas de madeira antiga e mal cuidada. Qualquer passo mal dado, gera um barulho considerável, ainda mais quando tudo está em silêncio. Por este motivo, Felipe subiu cautelosamente pelo rodapé, que é formado por uma única viga de madeira e, portanto, está menos suscetível a rangidos e estalos.

Assim que chegou ao segundo andar, deparou-se com três estreitos corredores. O de sua esquerda levava para uma pequena varanda, que ficava na lateral da casa; o da direita levava a uma porta entreaberta, onde havia luz e barulho; logo a sua frente, o terceiro pequeno corredor levava a uma porta fechada. Era certamente o melhor local para se olhar naquele momento.

Com os olhos fixos na porta a sua direita, Felipe cautelosamente deu seu primeiro passo, colocando o pé direito no rodapé do corredor a sua frente; em seguida, colocou o esquerdo. Depois, seguiu até a porta fechada, que para sua sorte não estava trancada. Na realidade, nem sabia se as fechaduras ainda funcionavam, de tão velhas que pareciam.

Rapidamente, entrou e encostou a porta, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Lá dentro, o cômodo estava completamente escuro. As janelas tinham sido cobertas por pedaços de papelão, que impediam a entrada das luzes dos postes de iluminação da cidade. Felipe logo abriu seu celular e iluminou a sala com sua tênue luz azul. Havia sombras de cadeiras espalhadas por todo o aposento. Mais à frente, pôde distinguir os contornos de uma bolsa em cima de uma pequena mesa de centro. Logo atrás, vislumbrou a janela por onde pretendia escapar. Ele observara a casa em todos os seus detalhes e sabia que, por ali, cairia em um terreno baldio, coberto apenas por pequenas árvores e mato. Cuidadosamente, certificou-se de que a janela não estava trancada e, então, decidiu analisar o conteúdo da bolsa: precisava colher evidências para acabar de uma vez por todas com aqueles golpistas.

Abriu o fecho bem devagar, ainda evitando fazer qualquer tipo de barulho. Se pudesse fazer tudo sem levantar uma suspeita sequer, consideraria sua execução perfeita – e de fato gostava muito de realizar suas missões com o maior grau possível de brilhantismo, mesmo quando se tratava de algo trivial; Felipe era um perfeccionista, queria superar todos os outros agentes, e sabia que tinha esta capacidade. De dentro da bolsa, retirou com cuidado três sacos de cocaína, que deveriam pesar, no total, cerca de dez quilos. Ali estava toda a evidência de que necessitava.

Rapidamente, fez um pequeno furo em um dos sacos com uma agulha e retirou alguns gramas do pó. Depois, retirou de um dos bolsos secretos de seu disfarce uma câmara digital e fotografou não só a bolsa como também a sala.

- Ei! Você escutou alguma coisa? – sussurrou uma voz vinda do lado de fora do quarto. Talvez o flash ou até mesmo o barulho da máquina tivessem chamado a atenção dos golpistas.

- Não ouvi nada não, você ouviu? – respondeu uma segunda voz, já em tom mais alto e despreocupado.

- É, acho que foi só impressão...

- Você anda meio paranóico! – emendou a segunda voz.

Os dois homens do lado de fora caíram na gargalhada. Já Felipe colocou lentamente os sacos de cocaína na bolsa. Tomou também o cuidado de selar com um pequeno pedaço de fita adesiva aquele que ele havia furado. Logo em seguida, abriu, sem fazer barulho, a janela pela qual pretendia fugir.

- Mas vou lá checar a sala das drogas. É sempre bom ter cuidado. – voltou a sussurrar a primeira voz. – Espera aqui que eu já volto.

Felipe se colocou do lado de fora da casa rapidamente. Apoiou-se como pôde no parapeito da janela com o braço direito e, com o esquerdo, fechou-a com muita dificuldade. Aparentemente, conseguira sair antes de o golpista o surpreender. Ajeitou, então, o corpo, segurou com as duas mãos o parapeito da janela, pegou um forte impulso com os pés na parede da casa e se atirou em direção a um pequeno arbusto do terreno baldio. Ainda no ar, agarrou-se a um galho, deixou que o corpo fizesse um movimento de balanço e se soltou, aterrissando em pé e de maneira segura. Fazia tempo que não executava aqueles movimentos; que ele havia aprendido em uma missão em que teve de andar com um grupo de Parkour, na França. Na época, a modalidade não era assim tão conhecida, embora hoje já seja praticamente considerada um esporte – e tenha aparecido em alguns filmes, como nas cenas iniciais de perseguição de 007: Cassino Royale.

Sua missão, porém, ainda não terminara. Ele precisava retornar ao ponto de onde saíra. Logo deu uma volta na casa, quase rastejando pelo matagal; não podia arriscar ser visto. Assim que chegou à pequena janela do banheiro, saltou, espremeu-se e voltou para a parte de dentro da casa. Por ali, ficou ainda alguns minutos, até que um dos seguranças viesse lhe buscar.

- Ei, ô bêbado. Espero que não tenha morrido aí dentro. Ta na hora de vazar já! – gritou o homem do lado de fora do banheiro, enquanto dava fortes golpes na porta.

- Tá bom, tá bom. Já me sinto um pouco melhor. – respondeu Felipe, ao sair.

- Tá beleza, tá beleza. Agora vaza, irmão.

Felipe saiu sem dizer sequer mais uma palavra e voltou, sempre cambaleante, para os seus trapos, colocados logo em frente à casa dos golpistas. Por ali ficou, até a tarde seguinte, quando saiu para resolver de uma vez por todas a situação.

- É o comandante Rocha?

- Sim, é ele. Quem te deu esse número? Essa é uma linha especial.

- Aqui é o Max – respondeu Felipe. E depois emendou, em tom de brincadeira – Espero que ainda lembre de mim.

- Ah! Mas é claro. Não tinha reconhecido sua voz. Que é que manda?

- Vocês ainda precisam, de vez em quando, fazer umas apreensões para mostrar que estão fazendo bem o seu trabalho, certo?

- Claro, pô. Tu tem alguma boa aí pra gente?

- Tenho sim. Vou mandar te entregarem aí o material. Vai ser fácil convencer a Polícia Federal de fazer a apreensão.

- Tá certo. Mas me diz aí: não é gente da pesada não, né? A gente não quer arrumar problema.

- Não, não, claro que não. São só uns traficanteszinhos de merda.

- Ah... então ótimo. Tá beleza. Manda o material que a gente pega os caras.

Felipe desligou. Max era um codinome que usara em uma antiga missão para ajudar a Polícia Federal a prender uns contrabandistas de remédio alguns anos antes. O comandante Rocha havia sido seu contato – e desde então ele o utilizava quando precisava de alguma apreensão. Era uma troca razoavelmente saudável, embora o comandante Rocha não se metesse em apreensões que envolviam os “peixes grandes” do crime organizado do Rio de Janeiro.

**************

Haviam se passado nove dias desde a conversa entre Júlio e Felipe. Na pequena pensão da Lapa, no Centro do Rio, o clima era razoavelmente tenso. Apenas a dona do local, Dona Nevinha, parecia alheia ao que acontecia – e realmente nem desconfiava das ocupações de seus adoráveis inquilinos.

Logo pela manhã, o cheiro delicioso de seus ovos mexidos se espalhava por toda a casa. Felipe lia o jornal enquanto esperava por sua comida. Desde que terminara o treinamento de Taíssa, convidara Júlio para lhe acompanhar nos almoços e cafés da manhã. O jovem, porém, ainda não havia descido de seu quarto, talvez nervoso demais pela proximidade do prazo dado por seus fornecedores.

- Acho muito legal que você convide o menino pra comer com você. Ele é um bom garoto. – disse Dono Nevinha, conforme colocava os ovos mexidos na mesa, junto com pães, salsichas e uma garrafa de café com leite.

- Sim, sim. Ele é um jovem brilhante, minha senhora. – respondeu Felipe, com um sorriso no rosto. Ele gostava muito da dona do estabelecimento e procurava sempre ser o mais gentil possível com ela.

Os passos de Júlio descendo a escada logo interromperam a conversa.

- Olá! Estávamos falando de você. Espero que tenha dormido bem. – disse Dona Nevinha.

- Ah... mais ou menos... mais ou menos. – respondeu Júlio, ao se atirar em sua cadeira. Sua expressão era cansada; cabelos desgrenhados, roupa amassada e olheiras profundas. Há dias, provavelmente, que não dormia.

- Fica calmo, garoto. Já te disse. As coisas vão se resolver, é só ter um pouco de fé.

O jovem apenas encarou Felipe, demonstrando confiança. Naturalmente, não falaria sobre o pagamento em frente a Dona Nevinha, mas tinha certeza de que, se Felipe dissera que pagaria, poderia confiar nele. Ainda assim, a espera era desesperadora.

“Polícia Federal desmancha quadrilha e apreende mais de 10 quilos de cocaína em uma casa próxima aos Arcos da Lapa”. Ecoou a voz do apresentador do telejornal. “Na noite de ontem, a Polícia Federal invadiu uma pequena casa no Centro do Rio de Janeiro e apanhou uma quadrilha de fornecimento de drogas. Os meliantes também aplicavam golpes em seus clientes, roubando o produto que forneciam logo após o fechamento da venda. No próximo bloco, o comandante Rocha, da Polícia Federal, explicará com exclusividade todos os procedimentos da operação”.

Júlio encarou a televisão surpreendido, aliviado e assustado. Ficou estático por cerca de dois minutos. Quando recobrou os sentidos, olhou para Felipe, profundamente intrigado. Dona Nevinha colocou mais alguns pães na mesa, enquanto assoviava uma música antiga que sua mãe havia lhe ensinado; para ela, a notícia que passara soava como tantas outras que ouvia dia após dia.

Felipe não chegou a encarar Júlio. Manteve seus olhos fixos no jornal. Apenas deixou escapar uma risada irônica antes de comentar:

- Uau! Você deve ser mesmo um garoto de sorte...

7 Comentários:

Marcos Reis

É muito legal quando a gente espera ansioso pelo desfecho, porque essa curiosidade alimenta nossa imaginação, e quando a trama se desenrola e nos pega de surpresa, o final se torna ainda mais instigante por ser fora do óbvio. Acho que esta é a graça da narrativa: conduzir o leitor sem que jamais ele possa descobrir o que vai ser revelado adiante. Foi este aspecto que eu curti neste conto, Leo. Esta estória até mostra que na contação de ficção não há formulas para contruir plots, como a gente costuma ver muito na televisão; a única formula é reger a condução da estória, viver cada personagem. O bacana da leitura é que parecia que estava presenciando as cenas na minha frente e não lendo um texto, a trama se desenrola tão vívida que tive a impressão de ser o meu vô que estaca contado a estória pra mim ou então que fosse um audiobook, sei lá, a fluidez deu o tom neste capítulo. A fluidez me fascinou, talvez veja textos narrativos como grandes desafios, e quando leio algo que merece por nos ensinar e agregar, eu preciso deixar que a experiência se sintetize e o conhecimento/divertimento seja processado. Parabéns, Leo. Muito legal:- )

Paul Law

A história se fechou de forma bem trabalhada. Felipe tem seus métodos para ajudar as pessoas e parece funcionar bem. Achei interessante o modo pelo qual a Sociedade da Rosa muda a sociedade. Parabéns, amigo.

Abraços.

Leonardo Schabbach

Marcos, fiquei muito feliz com seu comentário. Essa sensação de ser alguém contando para você é o que eu buscava mesmo, até por ser um historiador quem conta a história. Bom que essa sensação foi passada, cara! =)

Anônimo

Léeeo, que história fantástica!
Realmente, to adorando muito. Fazia tempo que não lia um romance policial, esse ta me agradando mto mto mto!
Continue, por favor... estou mto curiosa!
Bjss da gisa!

Leonardo Schabbach

Valeu, Gisa. São esses tipos de comentários que dão ânimo para a gente continuar escrevendo! =)

Isie Fernandes

Uau! Muito bom, Leo!

Senti a mesma coisa que o Marcos. Acho que os detalhes na descrição é que tornam as cenas tão reais. Na verdade, isso facilita na identificação entre quem está lendo a história e os personagens - Felipe e, também, dona Nevinha, que cantarolava após ouvir uma notícia corriqueira, como quase todos fazemos. E quem nunca entrou num casarão antigo e temeu por causa dos rangidos do assoalho ou dos degraus das escadas?

Outro ponto interessante, ao menos para mim que sou tão ligada ao "comer", foi a refeição matinal. Salsichas e ovos mexidos não são comuns em minha mesa, e isso me chamou a atenção, além da garrafa de café com leite. Eu não tomo café, mas viciados no "pretinho" gostam dele puro. Então, esses são detalhes, pontos de identificação com o leitor, seja por coincidências ou divergências.

Enfim, não dá pra dizer outra coisa que não seja: parabéns, Leo!

Isie Fernandes

Leo, não publica esse comentário. Verifica esses dois trechos:


Rapidamente, fez um pequeno furo em um dos sacos com uma agulha e retirou "algumas" (ALGUNS) gramas do pó.

Felipe saiu sem dizer sequer mais uma palavra e voltou, sempre cambaleante, para "o seus" trapos, colocados logo em frente à casa dos golpistas.


;)

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