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A importância de ler para quem escreve

em 14 de set de 2011.

Já fiz algumas postagens no blog relacionadas a este assunto: o da importância da leitura para todos aqueles que querem escrever bem, principalmente os que têm vontade de se tornar escritores. Dessa vez, porém, pretendo abordar o assunto um pouco pelo caminho que eu mesmo abri no texto É preciso Conhecer. Naturalmente, é óbvio, para quase todos que pensam neste tema, o fato de que ler nos fará melhores escritores (queiramos ser profissionais ou queiramos apenas melhorar nossa capacidade de expressão). É lugar-comum saber que, quanto mais lemos, mais palavras conheceremos, mais estruturas de texto nos serão familiares e etc...

No entanto, por mais explícito que isso seja, as pessoas se esquecem. Além disso, Conhecer não é somente fazer a leitura do maior número de livros possíveis. Conhecer requer também um bom tempo de reflexão. Não somente ler por ler, mas prestar atenção aos detalhes narrativos, à maneira como aquele autor armou sua trama, à estrutura do texto, dos parágrafos, das frases e dos períodos. Somente com muita leitura e com muita reflexão é que todos esses elementos se mostrarão claros na folha de papel. Naturalmente, não precisamos sempre ler desta maneira, até porque, em alguns casos, ela pode tornar a leitura menos prazerosa; o que não é algo aconselhável. O problema é que vejo em grande parte das pessoas e também de escritores uma falta de vontade de ler e de realmente analisar; de aprender, portanto. Em muitos casos, não é nem o tempo e nem a parada para a reflexão que falta, mas a própria leitura. Há milhares e milhares de pessoas que querem ser poetas e escritores que não se dão ao trabalho de ler. É paradoxal e absurdo, mas, infelizmente, é a realidade.

Por isso, fica o pensamento. É necessário Conhecer de fato os caminhos da escrita e também da literatura para que se possa produzir textos cada vez melhores. E isso significa dar uma atenção toda especial aos clássico, é claro, como não poderia deixar de ser. Mas também se deve incluir aí os "livros de entretenimento" e até mesmo os de não-ficção. Afinal, somente com a leitura de um grande espectro é que o autor de fato conhecerá as formas, as estruturas, as possibilidades da língua e da literatura. É somente com a reflexão sobre esse amplo espectro que ele poderá dar um passo à frente e, quem sabe, se tornar um dos grandes nomes da literatura brasileira; ou, quem sabe, em um cenário mais modesto e realista, apenas possuir um excelente domínio da palavra.

7 Comentários:

Ana Karenina

Oi Léo

Acho que você tem toda razão, a leitura ajuda muito quem escreve, mas noto que o tipo de literatura também influência nisso.

No meu caso por exemplo desde a infância li muito livro de ficção e sinto que isso me ajudou a ter uma boa redação básica, mas esse tipo de leitura não é suficiente para a universidade, para me aperfeiçoar na redação científica terei que ler mais textos dessa área.

Por isso concordo que a leitura ajude quem escreve, mas para cada tipo de escrita exige um tipo de leitura para melhorar, a coisa não é tão genérica como muitos pregam por aí.

Boa reflexão, um abraço

@anakint

marcos nunes

Eu diria para atentar as clássicos mas também aos contemporâneos; à literatura mas também ao jornalismo; aos textos "imortais" e também aos circunstanciais.

Considero importante também não abordar a literatura, toda ela, como autoajuda; não se deve buscar a literatura como via de solução para problemas pessoais, mas como via de acesso á complexidade do mundo e refinamento das questões, problemas e percepções.

Sugiro, sobretudo, atentar para a qualidade do que se lê, o que não quer dizer excluir determinados gêneros e abordagens, mas conseguir firmar uma percepção do que é de fato bem escrito e do que se veicula menos como literatura e mais como propaganda de determinados valores.

Ler é importante, mas pode comportar problemas; os prazeres, porém, estão inclusos no pacote. Que nos livrem das "boas leituras" insuportáveis, mas também daquelas que, parecendo boas, são más, porque só fazem referendar códigos estreitos de percepção do que é, existe e tem que ser conhecido de forma plena, e não presa a esquemas supostamente bem urdidos, mas intrinsicamente simplórios.

Leonardo Schabbach

Valeu, Ana. A idéia é por aí mesmo, é preciso conhecer um espectro grande, e de variadas áreas para se escrever para variadas áreas.

Sobre o comentário do Marcos, só para deixar claro. Quando falo de evitar manter o prazer, não me refiro à leitura dos grandes livros, clássicos e etc... Eles sempre darão prazer, até por fazerem o leitor refletir e se tornar melhor. Falava ali do tipo de leitura que eu sugeria, em que você observa cada detalhe do texto, das estruturas de narração e etc... Isso nos faz crescer muito como autores, mas ler assim o tempo inteiro, por vezes, faz com que não se consiga de fato mergulhar no conteúdo do livro, reflexivo ou não, de tão atento que se está às formas. Por isso, é bom variar um pouco.

Qüill

Nem todo assíduo leitor é bom escritor, mas todo escritor é exelente leitor.
http://animemeison.blogspot.com/

Isie Fernandes

Isso, Leo, ótima postagem!

Deve haver um equilíbrio na leitura sim, para não somente nos divertirmos, mas também aprendermos. Não leio uma quantidade enorme de livros por ano, pois gosto de ler devagar e com propósito. Claro que às vezes, como agora, leio para distrair as ideias - estou lendo um romance super descontraído. Contudo, mesmo nesse momento, observo o estilo e os objetivos do autor.

Sobre o comentário do Qüill, penso que o escritor deve ser um excelente leitor justamente porque ele consegue ter prazer na leitura e, ao mesmo tempo, criticar e aprender.

Marcos Reis

Ler é uma atividade prazerosa, nos leva a terras distantes e nos traz liberdade. Algo que já é importante para qualquer pessoa de qualquer profissão, imagina para aqueles que como os escritores tiram das palavras o seu pão e o seu tempo! Por mais criativos que sejamos, nenhuma obra surge do nada, é necessário inspiração, estudo, referências, e por isso mesmo, ler é essencial. Ler não só livros, mais ler pessoas, paisagens, objetos e tudo mais o que for possível. Mas para mim, algo que acho importante e funciona também é categorizar as leituras para não ler demais, e tampouco, ler de menos, pois um pode levar à exaustão e o outro à falta de repertório. Categorizar para ler temas referentes à área principal, temas de áreas secundárias e temas fora do contexto, mas que auxilia a aplicar conceitos que podem ser inovadores, pois, vêm de áreas distintas do tema principal.
Leo, muito bom o seu post. A parte mais importante e que chamou meu interesse foi a sua abordagem sobre ler com um olhar reflexivo. É bem provável que este ponto - a reflexão, aquela conversa que temos conosco mesmo enquanto lemos - seja o mais importante. Aliás, sobre isto, acho oportuno citar o exemplo da Universidade de Havard, que em seu programa de Escrita Criativa mantém um curso chamado de "close reading". Este curso permite que os alunos identifiquem o acabamento literário e os procedimentos que os autores utilizam. Uma ferramenta valiosa para quem possui interesse tanto em literatura quanto na vida acadêmica. Peço sua permissão para compartilhar um link - da própria Havard - sobre os principais passos na aplicação desta técnica http://chs119.chs.harvard.edu/EdRes/archive/fall2010_fas_dce/texts_fall10/SchurCloseReading99.pdf

Novamente, Leo, obrigado por enriquecer nossa visão de mundo.

Grande abraço

Leonardo Schabbach

Po, Marcos. Excelente comentário. Eu mesmo darei uma olhada no link. Achando o material legal, acho que vale até uma postagem!!

Grande Abraço!

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