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[Crônicas do Jardim do Impossível] O Primeiro Contato

em 30 de jan de 2012.

Olá, pessoal. Sei que fiquei um tempo sem postar por aqui. Janeiro é mais complicado. E pouca gente acessa o blog também. O número cai significativamente. Então segurei um pouco algumas postagens. Hoje, inicio um novo projetinho, acho que ficará muito legal. Não quero adiantar muito sobre, assim vocês vão descobrindo conforme lerem. Segue o primeiro texto das Crônicas do Jardim do Impossível. Espero que gostem!



- O Primeiro Contato -

“Não há mais tantas pessoas no mundo que acreditam em magia. Não há mais tantas pessoas no mundo que realmente têm fé no incompreensível. Parece ser impossível imaginar que haja em cada ser, em cada coisa, algo que se conecta. O mundo é triste, sim, sem cor ou surpresa. Sem amor. Sem natureza. O mundo tem pressa. 
“A rima, coitada, já não faz parte da prosa. Toda pomposa, cheia de glórias e estilos. O mundo é insone, um viajante intranqüilo. Que tristeza, eu diria. Que sociedade vazia. 
“Mas chega de brincadeiras. De rimas bestas... rodeios. Nesse mundo se tem que ser certeiro, ir direto ao ponto e cantar uma bela história. Só não se pode esquecer: uma bela história é também feita de imagens, de palavras e de sentimento. Não basta sentar aqui e sair como um louco, sem rumo, escrevendo. Criar... na realidade... é um evento. E uma obra pode levar uma vida inteira. 
"Por favor, me acompanhem”.

Havia um jardim diferente, uma casa diferente, de um senhor diferente, no meio da cidade: no coração de pedra de uma grande metrópole. Era um lugar estranho, que parecia perdido no tempo. Possuía grandes muros que impediam a quem estava de fora olhar. Mas, no geral, era um lugar que não chamava atenção. As pessoas passavam distraídas, correndo, focadas por demais no dia-a-dia.

Mas o muro estava lá. E por trás do muro havia um jardim. E por trás do jardim havia uma casa. E dentro da casa vivia um homem. E dentro do homem existia um propósito. Raphael queria colocar as histórias novamente no coração das pessoas. Ele queria trazer de volta um tempo mágico que ficara esquecido, um sentimento bom que aos poucos fora soterrado pelos ruídos estressantes de uma vida urbana.

Era um homem sonhador, sim. Também otimista. Mas muito sábio. E foi um prazer tê-lo conhecido. Não há como não se tornar uma pessoa melhor estando perto dele, ouvindo-lhe falar, conhecendo o seu jardim, a sua casa, a sua vida.

Eu me lembro até hoje da primeira vez em que coloquei meus pés naquele lugar. Era imenso. Raphael nos recebeu logo na entrada, apresentou seu monólogo e nos pediu para que o acompanhássemos. O jardim era enorme e levava até uma gigantesca mansão, que ficava bem no centro da propriedade. Era um lugar incrível, com rios, lagos e bosques. Era, surpreendentemente, um lugar também muito habitado. Logo que entramos, vimos adultos e crianças brincando pelo jardim. E vimos coisas incríveis, criaturas incríveis, pessoas incríveis. Era um ambiente completamente surreal e mágico, com surpresas espalhadas por todo canto. Eu não sabia no que pensar e nem como agir, mas tinha a certeza de que deveria estar ali, tinha a convicção de que não fora levado até aquele lugar por acaso.

“Este é meu jardim, minha casa, minha mansão e meu mundo. É o seu mundo também, mas aqui eu vos mostro aquilo que se negam a ver. Aqui vivemos o que nos impedem de crer. E todos aprendemos que de algum modo todo esse encanto, toda essa magia, toda essa vida deve ser passada adiante. E é isso que eu quero que façam quando voltarem para suas casas. Escrevam, encantem. Plantem no coração de cada criança, de cada adulto ou idoso o deslumbramento diante do mundo. Não deixem que a humanidade se esqueça da beleza, da potência que existe em cada coisa. 
“Hoje, caros amigos, eu os convido a participar de minhas aventuras”.

E foi com essas palavras que dei meus primeiros passos naquele universo maravilhoso. Naquele mundo mágico e instigante do qual eu já fazia parte. Do qual nós fazemos parte, embora poucas vezes tenhamos tempo para perceber.

7 Comentários:

Talita Guimarães

Oi Leo!

Gostei um bocado de acompanhar "A Sociedade da Rosa" e também do modo como criaste "O Código dos Cavaleiros". Tens feito um trabalho muito legal na ficção.

Tive que comentar desta vez, porque este novo projeto, em especial, começa com um texto sensacional, tocante e certeiro.

Parabéns pelo trabalho tão promissor.

Abraços,

Talita

Leonardo Schabbach

Valeu, Talita! Que legal que gostou. Eu tentei colocar no texto desse projeto um saborzinho a mais na narração mesmo =)

Paul Law

Também gostei muito do começo da história. Me agrada muito o tema abordado e o clima de espectativa me fez muito curioso.

Parabéns por mais este trabalho, Leonardo. Sucesso!

Abraço

Isie Fernandes

Olá, Leo.

Já estava com saudade das suas histórias. Gostei muito deste começo, pena que acabou rápido. Parabéns por mais um belo projeto.

Grande abraço.

alexandre

Muito bom o texto, Leonardo. Entrei aqui no site por acaso e acabei me perdendo nos seus posts. É a maravilha da internet: achei exatamente o que queria achar, mas não exatamente o que estava procurando no momento. Sou escritor, em vias de terminar o meu primeiro original.
Seu site é excelente e esse post também!
Grande abraço, ganhou um seguidor.

Leonardo Schabbach

Valeu cara! Fico muito feliz que tenha curtido o blog. Estava tirando umas "férias" nesse carnaval. Agora voltarei com tudo!

alexandre

Vou continuar acompanhando!
Depois dá uma passadinha lá no meu canto, to começando agora!
abração

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