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Jogos Vorazes: uma ficção científica a ser respeitada

em 3 de abr de 2012.

Hoje faço uma resenha aqui no blog da trilogia Jogos Vorazes, uma vez que terminei de lê-la no meu Kindle um pouco antes de sair a versão cinematográfica do primeiro livro. Creio que o título da resenha já passe muito do que quero dizer com este texto.

A trilogia de Suzanne Collins é, de fato, uma excelente obra de ficção científica – e recomendo a leitura a todos que gostem do estilo. É claro que muitos poderão criticar esta minha opinião, é normal. E em muito isso pode também se dar por um certo preconceito com o fato de que o livro foi transformado em filme; ou, então, pelo fato de ser narrado em primeira pessoa, pela personagem Katniss Everdeen, e por isso ter uma ou outra característica do que muitos classificariam, talvez, como chick-lit. Enfim, isso tudo não importa. O que interessa é que se trata de um excelente livro, com uma excelente história e excelentes personagens. Além disso, trata-se também de uma obra extremamente crítica, como devem ser as boas histórias de ficção científica.

“Jogos Vorazes” tem um excelente olhar crítico sobre a sociedade e sobre como poderia ser o nosso futuro. Não falo aqui só a questão de um “reality show” em que jovens tem que se matar para apenas um sair vencedor, mas principalmente das questões sociais e políticas que a autora traz; questões estas que já estão em muito presentes (ou estiverem) em nossa história. Os próprios “jogos” do livro, com sua veia sangrenta, eram prática muito comum na Roma Antiga, no Coliseu, logo não é, de forma alguma, algo absurdo de se repetir no futuro.

Ainda assim, “Jogos Vorazes” vai muito além da própria questão do “Reality Show”, que é a principal atração do primeiro livro. Especialmente nos dois volumes seguintes da obra, que me atraíram mais, a autora trabalha muito bem com questões políticas e sociais muito complexas, que realmente nos fazem refletir sobre a nossa realidade. Foi por isso que gostei muito da obra, pois, até pelos meus estudos acadêmicos, acredito que a ficção deva fazer isso mesmo: se aproveitar da sua possibilidade de criar universos novos, mas que nos façam repensar a realidade.

O triângulo amoroso do livro também é bem interessante. No entanto, sem querer dar muitos spoilers, um dos personagens fica razoavelmente mal trabalhado, na minha opinião. Isso porque, durante o livro inteiro, a autora é excepcional na criação e aprofundamento de seus personagens, mesmo daqueles que passam brevemente – o que não acontece tão bem assim com o personagem citado. E era de se esperar que isso acontecesse, afinal, trata-se de alguém bem importante para a história.

Por fim, posso afirmar que a obra inteira, de uma maneira geral, é excelente – e digo também que os dois últimos volumes superam em muito o primeiro. A única crítica que faria é quando o livro chega perto de seu final. Acho que ali as coisas fluíram de uma maneira meio acelerada demais, quase como se a autora quisesse logo terminar a história, e alguns acontecimentos ficaram meio surreais (surgiram meio “do nada”). De qualquer modo, isso não tira nem um pouco o brilho do livro.

Fica, portanto, a dica de leitura!

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4 Comentários:

Sybylla

Já vi gente criticando a obra por colocar adolescentes se matando numa arena. Como se eles não se matassem diariamente com drogas, armas, bebidas e violência. Poderiam muito bem fazer uma análise do discurso da autora e tirar daí os ensinamentos para a garotada.

Abraço!

Isie Fernandes

Não me sentia atraída por Jogos Vorazes, mas comecei um projeto novo e precisava pesquisar histórias distópicas. Resultado: devorei o primeiro volume e agora estou devorando o segundo. A obra é mesmo muito boa!

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