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De autora independente à autora de sucesso - entrevista com Babi Dewet

em 23 de jun de 2012.

Hoje, inicio no blog uma nova série de entrevistas, que deve envolver alguns blogueiros e autores. Na realidade, pretendo começar com vários autores já entrevistados aqui no Na Ponta dos Lápis, para mostrar como foi sua evolução - uma vez que a maioria dos escritores independentes ou que estavam começando que eu entrevistei avançaram muito em sua carreira (parece que escolhi bem, hein?). Entre eles, posso citar a Fernanda França, Marcela Tagliaferri, Eduardo Spohr, Tammy Luciano e a autora de hoje, Babi Dewet (vocês podem a seguir no twitter @babidewet ou passar a ler o seu blog).

Quem acompanha o Na Ponta dos Lápis, sabe que esta é a terceira entrevista com a escritora. E o interessante é justamente isso, poder, através das postagens anteriores, acompanhar todo o processo de evolução da Babi. Inicialmente, a entrevistei como autora independente, ainda mais desconhecida, depois quando o livro já havia sido bem recebido e vendia um bom número de exemplares e, agora, no momento em que ela assinou com uma ótima editora, a Generale, um selo da Évora, e começa a divulgar sua obra, Sábado à Noite, pelo Brasil. Inclusive, convido os leitores do blog (espero que dê tempo para que vocês leiam) a participar do lançamento do livro no Rio de Janeiro, na livraria Travessa, do Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290), às 16h. Até algumas horas atrás, não sabia se poderia ir, mas agora tenho certeza de que vou. Então podemos também nos encontrar lá para prestigiar a Babi. Seria muito legal conhecer alguns leitores!

Enfim, como disse, a história do lançamento independente, de todo o caminho percorrido, até o momento em que a autora fechou com uma editora, traz muitas coisas com as quais podemos aprender, especialmente aqueles que leem o blog com vontade de também se tornarem escritores. Por isso, aconselho que leiam as entrevistas anteriores, Como Publicar um Livro Independente Parte I e Parte II.

Aos interessados, SAN (Sábado a Noite) é um livro que foi muito recebido pelo público jovem, que traz uma história envolvendo relacionamentos e muita música. É uma pedida bem interessante para quem gosta do estilo - ou para quem tem um(a) filho(a) adolescente e quer que ele(a) se interesse pela leitura. A obra pode ser encontrada nas melhores livrarias. Aqui segue um link para a venda pela Saraiva.

Abaixo, segue uma entrevista com a autora. Sinceramente, acho que ficou bem completa. E nos permite saber mais sobre as dificuldades encontradas pelos autores independentes. Creio que será uma leitura muito interessante mesmo, até para aqueles não tão interessados assim em escrever e publicar seu livro.


ENTREVISTA


1 - Essa já é a terceira vez que converso com você para o blog. Como o "Na Ponta dos Lápis" tem como objetivo acompanhar a carreira de novos autores, principalmente aqueles que batalham muito, como você, creio que dividir sua história com o pessoal do blog é muito interessante. Se pudesse, gostaria que falasse um pouco sobre como você vê hoje o seu começo como autora independente, falasse um pouco sobre como se sentiu durante todo aquele período.
R: Ser autora independente foi um enorme aprendizado. Hoje sei que entendo mais do mercado editorial, do meu público alvo, de divulgação, entre outras coisas, porque tive a oportunidade de fazer tudo sozinha. Não foi fácil, mas foi muito prazeroso. E fiz tudo sempre da melhor forma que podia, correndo atrás de leitores, tentando apresentar meu livro e minhas opiniões e aprendendo muito com todo mundo que passou por mim naquela época. Ao mesmo tempo que podia me sentir excluída do mercado editorial, eu tentava aprender sobre ele e aprender a, acima de tudo, sobreviver dele. Muitos autores, editoras, jornalistas e até blogueiros tinham certo preconceito com autores independentes naquela época mas, graças a Deus, isso mudou bastante com o tempo.

2 - Quais foram as maiores dificuldades que encontrou como autora independente? O que você acha que foi crucial para o seu sucesso?
R: Acho que a maior dificuldade é ser aceita por quem não te conhece. Um autor que tem uma editora por trás, possui certo "cartão de visita", entende? Eu não tinha isso. Quebrar uma certa barreira de desconfiança foi uma das partes mais difíceis como independente, mas também uma das mais proveitosas quanto à aprendizado. E o crucial pra continuar nesse meio é lidar bem com críticas. Autor que não encara bem a opinião dos leitores não vai a lugar nenhum.

3 - Ter um blog bem estruturado ajudou nessa sua caminhada? Como fez para que o blog ficasse conhecido?
R: Assim que pensei em lançar um livro eu criei o blog pra conhecer o local que estava me "infiltrando". Eu queria que meus leitores soubessem quem eu era, que confiassem na minha opinião e tudo mais. O blog foi um espaço crucial pra isso. Comecei pequena, fazendo pequenas parcerias e apresentando o que eu gostava e desgostava e, dessa forma, as pessoas foram se identificando comigo. Quando apresentei meu livro à elas, acabaram acreditando em mim e isso foi super importante pro meu começo como autora.

4 - Como foi que surgiu a oportunidade de publicar por uma editora convencional? Pode falar um pouco sobre essa batalha e sobre toda a negociação?
R: Quando meus livros independentes acabaram eu parei pra pensar sobre o caminho que eu queria para SAN, como eu gostaria que ele continuasse. Os leitores me ajudaram a chamar atenção de editoras e eu mesma entrei em contato com várias, enviando o meu original e contando minha história. Ao mesmo tempo recebi emails e propostas de alguns editores que tinham se interessado de antemão pelo que vinham vendo nas redes sociais e uma delas foi a Évora. Analisei com minha agente literária (uma peça importantíssima para um autor!) qual era a proposta que mais me daria liberdade - porque eu acredito ainda que ninguém conhece melhor os leitores de SAN do que eu mesma haha - e qual editora estaria disposta a lançar outra edição da primeira parte de SAN antes de lançar a segunda. O selo Generale da Évora foi o que mais se adequou ao que eu esperava como autora, como leitora e como blogueira. E me deram muita liberdade como escritora!

5 - Quais as principais diferenças que você nota entre o seu período como autora independente e agora que possui uma editora?
R: Antes eu vendia os livros sozinha, em casa. Precisava fazer todo o trabalho de ler os emails, tirar as dúvidas, fazer a venda, pegar endereço, embalar, enviar, aguardar a chegada dos livros, etc. Além disso tinha a parte de assessoria e tudo mais que eu e minha agente precisávamos fazer sozinhas. Hoje eu ainda fico um pouco ansiosa com as vendas porque não tenho mais o controle! É ainda um pouco diferente demais e estou tentando me acostumar, mas de fato que é algo que me tranquiliza muito. Posso me concentrar em outras coisas relacionadas ao livro e a outros projetos de SAN!

6 - O que acha que foi fundamental para o seu sucesso?
R: Aceitar críticas e opiniões. E isso eu aprendi escrevendo fanfics, lendo o que os leitores pensavam quase que na hora em que eu escrevia. Ter uma boa relação com quem lê seu livro também é super importante.

7 - Como tem sido esse tour que tem feito com o relançamento de SAN, como o público está reagindo?
R: Até agora só visitei BH e SP, mas temos planos para outros lugares como Recife e Brasília. É sempre lindo demais conhecer leitores que só falo pela internet e poder vê-los, conversar com eles, etc! A gente se trata como melhores amigos e é super gostoso. Sinto como se todos eles fizessem parte da minha vida há muito tempo. Acho que me sinto no dever de ir lá encontrar com todo mundo e agradecer pessoalmente pelo apoio e carinho que tenho recebido! E todo mundo têm sido fantástico comigo! 

8 - Já tem planos para novos livros? Pode nos contar um pouco sobre?
R: Tenho planos pra Sábado à Noite parte 2 e 3, além de outros livros que levam a temática da música. Tenho um projeto que estou amando escrever sobre outros personagens que amam música e que eu gostaria muito de contar a sinopse e tudo mais, embora eu saiba que minha agente vá brigar comigo depois. Estou me contendo!

9 - Quais dicas daria aos autores que estão começando?
R: Levanta da cadeira e corre atrás dos seus leitores. Aprenda a vender seu livro, a vender sua ideia! E, acima de tudo, aprenda com as críticas, comentários e opiniões porque você não escreve pra você mesmo - um autor só sobrevive se tiver leitores. E são eles quem você precisa agradar.

13 Comentários:

VAN

Gostei quando vc disse "você não escreve pra você mesmo - um autor só sobrevive se tiver leitores. E são eles quem você precisa agradar."

Adorei saber mais sobre vc e sua caminhada!! Bjo grande e muito sucesso!

Isie Fernandes

Olha só que interessante... Acabei de sair de um blog que frequento, onde comentei sobre o livro da Babi, chego aqui e encontro uma entrevista dela. Fiquei super contente por mais essa conquista da Babi. Significa que há novos escritores muito bons se formando no Brasil, e esses primeiros a conseguir destaque estão abrindo caminho para os próximos. Que bom!

Não sei o que dizer quando o assunto é lançar livros. Tenho alguns originais prontos, mas acho que ainda não é o momento. Também não quero que passe tanto, só que as coisas fluam na hora certa. É difícil ser um novo escritor. Ainda bem que temos bons exemplos.

Ah, só para constar, estou terminando de devorar "Garota Replay" de Tammy Luciano. Só lamento o fato de o livro ser tão curtinho.

Grande abraço, Leo.

Mateus S. Amorim

Poxa, muito legal a entrevista!

Muito legal saber sobre uma escritora nova que está surgindo.

Abs

Leonardo Schabbach

Legal que curtiram a entrevista. O trabalho da Babi é muito legal mesmo, ela lutou muito. Vale prestigiar.

Gui Liaga

Leo, obrigada pelo apoio de sempre!
Sou suspeita pra falar da Babi, né? hahaa
Mas o sucesso é merecido, trabalhamos muito nesse livro e estamos criando novas mídias para explorá-lo.

beijooooos

Leonardo Schabbach

Nem precisa agradecer, Gui, de verdade. Reconheço toda a batalha de vocês e fico muito feliz pelo sucesso =)

Joel Vieira

Que linda entrevista e pessoa. Me inspirou, tenho mesmo uma vontade de me tornar um escritor um dia.

Joel Vieira

Que linda entrevista e pessoa. Me inspirou, tenho mesmo uma vontade de me tornar um escritor um dia.

Akira

É mto legal ver alguem que começou por baixo, como uma autora independente, e se deu bem. GEralmente vc só ouve histórias das pessoas q tentaram e não deu certo. Fora q essa Babi é mto linda

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