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Sempre que possível, pare para pensar

em 18 de jun de 2012.

É difícil compreender o real valor desta pequena expressão em uma sociedade como a nossa. É difícil perceber o quão importante "parar verdadeiramente para pensar" pode ser para cada um de nós, o quanto isso pode afetar a nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo e sobre nossos comportamentos e objetivos.

Isso porque, pensar, atualmente, é realmente difícil. Há toda uma estrutura social que nos impede, que nos força a uma vida corrida, em que muitas vezes não podemos de fato escolher o caminho que queremos seguir, apenas tomamos as decisões mais apropriadas para que tenhamos um bom trabalho, para que tenhamos o nosso dinheiro, para que passemos em um vestibular ou em um concurso. E no pouco tempo que nos resta, quando já estamos cansados e esgotados por causa do estresse do dia-a-dia, entra em "jogo" a "sedução" do consumo, dos objetos de consumo, especialmente aqueles voltados para o entretenimento, como filmes, seriados, novelas e até mesmo livros.

De algum modo, estamos sempre em atividade, em movimento, mesmo quando estamos "parados". Quando não há o estudo ou o trabalho para ocupar a cabeça, "descansa-se" por intermédio da imersão no mundo do entretenimento. É um modo de descansar, mas também de evitar o pensamento, que às vezes pode ser doloroso, já que vivemos em uma sociedade com muitos problemas; sociedade que às vezes nos força a viver de um modo que não queremos - e pensar sobre isso pode, sim, como já ressaltado, ser doloroso.

Então nos anestesiamos. E se evita assim a reflexão - e sem reflexão não há mudança, nem evolução pessoal. Faça um exercício rápido e tente imaginar quando foi a última vez que você parou realmente para pensar. Quando ficou pelo menos uma hora se dedicando a apenas pensar sobre as coisas, sem mexer no celular, sem checar mensagens, sem navegar na internet, sem jogar algum jogo ou assistir televisão? Na maioria das vezes, posso apostar que a resposta é "nem me lembro" - ou que esse momento de reflexão não aconteça assim com tanta frequência.

Pois é. É assim mesmo. Esse é o mundo em que vivemos, é a sociedade em que vivemos. Ela nos molda assim, quase nos força a isso. Mas nós podemos ser um pouco rebeldes, afinal, um pouco de rebeldia é sempre bom. Podemos "parar para pensar", sempre que possível. Até porque, muitas vezes, é essa parada que nos permitirá ver que algumas decisões que tomamos não são tão acertadas - ou que até não fazem o menor sentido. É essa parada que nos faz notar que poderíamos ser mais atentos a algumas pessoas, mais abertos a amigos e familiares, mais engajados em projetos sociais e etc...

Enfim, por mais doloroso que seja, pensar faz bem, muito bem, e deve se tornar um hábito geral para que um dia possamos nos tornar pessoas melhores e, como consequência, possamos também construir uma sociedade mais humana e mais igual.

Portanto, sempre que puder, pense: não deixe simplesmente o mundo te levar.


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Obs: Esta era a postagem de quinta passada, mas como minha mão só ficou quase 100% no domingo, preferi deixar como a crônica de segunda mesmo.
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4 Comentários:

Richard Rosário

Gostei muito do texto. Realmente quase não paramos pra pensar no rumo das coisas. Grande responsável por isso, é o ritmo que o mundo anda. Quase não temos tempo pra nada, e quando temos algum tempo sobrando, gostamos de ver um filme, ler um livro ou alguma coisa na Internet.

Tento fazer o exercício de parar um pouco de correr diariamente e fazer as coisas com mais calma. Mas quando percebo, já estou acelerando novamente.

Realmente um problema...

Rebecca

Parabéns pelo texto! Uma boa reflexão :)
É difícil parar que seja por 20min dentro do ônibus ou metrô sem mexer no celular... quem dera parar uma hora para pensar! Preciso correr para encaixar um tempinho pra isso. E de novo já penso em correr!

Leonardo Schabbach

Richard e Rebecca, fico muito feliz que o texto tenha feito vocês pensarem, hehe, e que tenha sido uma leitura agradável!! Espero que os próximos agradem também =)

Marvini

Ótimo texto. Sem dúvida vivemos em uma sociedade em que o ritmo é acelerado. E quando alguns atrevem-se a sair, mesmo que apenas por um instante, dessa "roda" são taxados de "desocupados". O pouco tempo que eu uso para pensar, realmente me é de um proveito enorme. Eu gostaria de ter, ou melhor, aproveitar mais o tempo para isso. O tempo é algo que eu tenho alguma dificuldade de lidar, o que acredito não ser só comigo. Mas aproveitando esta postagem, tentarei disponibilizar um pouco de tempo para pensar, porque afinal como bem diz Decartes, "pensando logo existindo".

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