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Paraty faz a FLIP (e mais um autor a ser apresentado no blog)

em 10 de jul de 2012.

Ir a uma FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) é sempre uma experiência engrandecedora, um período de alguns poucos dias em que parece que mergulhamos em um mundo novo, um mundo de literatura. É difícil descrever com precisão como é a experiência para os que lêem o blog, mas se trata de algo de fato diferente e renovador para quem curte livros, poemas e boas histórias.



No entanto, devo admitir, não gostei tanto assim das mesas da FLIP neste ano, achei que a maioria não teve a mesma qualidade de edições anteriores, justamente quando a festa completou 10 anos de existência. Ainda assim, o clima é sempre o mesmo (aliás, ainda melhor e ainda mais cheio de gente). Porque, creio eu, o grande trunfo da FLIP não está apenas nas mesas de discussão literária, mas principalmente na cidade de Paraty. A frase que dá título a este texto não é, de modo algum, um exagero: Paraty faz a Flip.

Isso porque, a cidade é um cenário perfeito para abrigar o evento. Como sempre a visitei, posso afirmar que, desde a primeira FLIP, há 10 anos atrás, houve muitas mudanças estruturais que tornaram o lugar ainda melhor, ainda mais preparado para receber as tendas e os visitantes. A área do telão, por exemplo (foto no início do texto), e da própria tenda dos autores, era, faz algum tempo, basicamente um local vazio, largado, com mato e areia. Já hoje, trata-se de uma região bem bonita, trabalhada, calçada, com ciclovias e tudo mais. Isto é, além dos atrativos naturais da cidade, o povo dali, todos, abraçaram mesmo a sua vocação para receber eventos (não só os literários) e Paraty se aperfeiçoou.

Ainda assim, não é exatamente isso que faz a FLIP. Apesar das melhorias, a cidade sempre foi o clima perfeito para um evento literário. Trata-se de um lugar bem cuidado, com aspecto antigo, com casa bonitas, da época colonial, que realmente faz quem a visita ter a sensação de voltar no tempo, de estar em um local diferente, num "momento" diferente. E durante o evento, esse efeito é amplificado. Há centenas de pessoas caminhando de um lado para o outro, discutindo literatura, comprando e carregando livros. Há crianças espalhadas pela praça principal da cidade, que se adorna com muitos brinquedos e fantasias típicas do lugar. Há pessoas na rua declamando poemas, pessoas fantasiadas, bandas, índios e até monges.

E mesmo na hora de se parar para comer, é tudo diferente. Em vez de restaurantes super chiques e fast-foods espalhados por todos os cantos, temos restaurantes bonitos e de boa comida, pequenas casas de comida caseira. Tudo muito diferente. Tudo num tempo muito diferente também. Lá, em geral, é preciso esperar para comer, demora um pouco mais, mas ninguém se importa, pois o clima é agradável, o local onde se come é agradável; e a comida, quando chega, mostra que vale a espera.

Enfim, Paraty tem toda uma velocidade muito diferente do que estamos acostumados, muito mais lenta do que o ritmo frenético dos grandes centros urbanos. E é justamente isso, com todos os personagens que encontramos por ali, que tornam a FLIP o grande sucesso que é, a grande experiência que é. Naturalmente, as mesas também são, em geral, sensacionais, é claro que não negaria isso. Todavia, com toda a certeza, sem a cidade de Paraty a FLIP não seria a mesma.


Sobre um novo autor que apresentarei no blog

Na mesa de sexta-feira à noite (19h30), a grande atração da festa foi o autor Jonathan Franzen, que é um dos maiores romancistas da atualidade. Embora a mesa em si não tenha sido das melhores, já que o autor às vezes se perdia um pouco na sua trilha de pensamento e, especialmente, porque o mediador teve um papel muito ruim (ele deveria ter lidado melhor com o autor e ter lhe dado mais tempo e liberdade para falar do que queria em vez de interrompê-lo), era notável, pela forma como o autor falava e pelo seu jeito de ser, que estava-se diante de um grande homem da literatura, de um grande pensador. E como todo grande pensador, era natural que seu jeito fosse um pouco diferente.

No geral, não foi uma mesa espetacular, mas saí de lá com a certeza de que se tratava de um grande autor mesmo, como o seu nome e fama já antecipavam. Por isso, peguei um exemplar de "Tremor", um de seus livros best-sellers que me pareceu muito interessante. Trata-se de uma espécie de ficção científica, ao que pareceu. Portanto, fiquem ligados, pois em breve apresentarei o autor aqui com mais detalhes, assim como farei uma resenha da obra (pode demorar um pouco, já que tenho 3 livros na frente para ler).

Além disso, na quinta-feira prometo fazer uma reflexão sobre a presença do Jonathan e de alguns outros autores na FLIP, algo que passou pela minha cabeça quando eu estava por lá.

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