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Jornadas

em 18 de jan de 2013.

Há muitos tipos de jornada em nossa vida; muitos caminhos, muitos lugares; enfim, muita coisa ao mesmo tempo. E as opções nos parecem tão distintas: às vezes nos soam difusas, às vezes tortuosas. E a mais assustadora das jornadas é justamente aquela que precisamos trilhar sozinhos, sem aparente ajuda ou apoio; nada além da pura confiança, daquele palpite certeiro, daquela intuição que nos impulsiona a buscar o novo e o obscuro, por mais que o medo do fracasso esteja sempre por perto, por mais que as dificuldades a nós impostas pareçam se agigantar diante de nossos sonhos e esforços.

Mas nenhum sujeito adentra uma jornada sozinho. Ninguém se atira na vida despreparado, por mais que muitas vezes possamos nos enxergar na mais completa solidão. A “jornada do herói” de cada um não é necessariamente uma batalha de apenas um sujeito contra o mundo. Pois, como sujeitos, somos muitos. Somos feitos dos outros: de nossos pais, de nossos amigos, de nossos professores; enfim, de todas as pessoas que nos amam e que nós amamos, e com as quais já nos deparamos, mesmo que por um segundo, nessa vida.

Ninguém deve ter medo de fazer escolhas, mesmo que pareçam absurdas, mesmo que elas pareçam nos deixar só. Pois todos eles estarão lá, todas as pessoas que foram importantes para aquela decisão. E elas continuarão lá, dentro de cada um, dentro de cada boa lembrança, de cada boa conversa, de cada bom conselho. Elas estarão sempre prontas para nos fazer derrubar qualquer obstáculo, prontas para nos preparar a alcançar qualquer objetivo.

Uma jornada é uma escolha. Uma escolha gera um caminho. E um caminho deve ser percorrido. Mas, acredite, ninguém o faz sozinho.

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*Texto dedicado a Meire Ribeiro

6 Comentários:

Joel Vieira

Que belo texto. Exatamente como penso acerca da construção de nós mesmos, que vem a partir dos outros. Somos muitos mesmo.

Grande abraço

Carlos Sousa

Interessante e esclarecedor.
A princípio o texto lembra a descrição das características contidas em um romance de fantasia épica. O lance de ir em busca de verdades, do novo, fazer escolhas, chegar lá, porém nunca sozinho. Mas em contrapartida a mesma situação pode se aplicar no nosso cotidiano: vivemos sempre buscando por algo. E muito do que buscamos é impossível alcançar sozinho. Daí vem a importância de nós seres humanos nos relacionarmos com diferentes tipos de pessoas. Descobrir diferentes maneiras de pensar, de agir, aprender, ensinar... Nós somos os principais responsáveis pelas mudanças e méritos que alcançamos durante a vida porém aqueles que nos cercam possuem um papel de fundamental importância também.

Eduardo Prazeres

Lembrei-me dos heterônimos de Fernando Pessoa. Lendo o seu texto agora, fico achando que, além de tudo que já se disse e escrveu sobre o genial poeta, ele na verdade se dividiu para se multiplicar, para materializar a força dos seus outros "eu" e ter a certeza de que, sozinho, ninguém está de fato sozinho...

Paulo Avelino

Casou muito bem com o texto a pintura do romântico Caspar David Friedrich. Parabéns.

Abraços, Paulo Avelino
http://amhitar.blogspot.com.br

Tiffany Noélli

Nunca a pessoa consegue percorrer uma jornada sozinho... É simples, real e interessante esse seu post Leo. Tudo na vida, temos que ter apoio de quem seja para atingir qualquer objetivo. É egoísta dizer que venceu sozinho. Lembra um conto chamado a Àrvore da Vida? Tem um pouco haver no que estou falando. Achei linda também essa imagem que colocou! Bjs e novamente parabéns por tudo que escreve... Sempre tem amor eu noto!

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