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O livro que desaparece na sua mão

em 23 de jul de 2015.

Estamos sentados. Confortáveis - bem... às vezes nem tanto. Livro em nossas mãos e, então, começa-se a leitura. E rapidamente começamos a flutuar e viajar por um mar de letras e de palavras que nos leva a um outro lugar, a um lugar de imaginação, de pensamento e de vivência. O livro desaparece nas nossas mãos. A cadeira, a cama ou o sofá desaparece. E até mesmo a sala desaparece. Tudo some, tudo é sugado para essa mundo novo a que nossa mente nos leva.

Esse é um conceito extremamente interessante, sobre o qual nunca havia pensado, e com o qual me deparei ao ler The Everything Store (A Loja de Tudo), a biografia de Jeff Bezos, o fundador da Amazon. É um livro espetacular, pois nos faz pensar demais sobre como lidar com negócios e sobre o mercado literário também. Com certeza, muitas das postagens que escrever por aqui sairão de ponderações feitas ao longo de minha leitura.

Como disse, trata-se de um conceito sensacional, e até mesmo óbvio, embora eu não tenha pensado nele anteriormente. Quando da criação do primeiro Kindle, Jeff Bezos, um entusiasta dos livros e leitor ávido desde de criança, foi pensar justamente em qual seria a qualidade que tornaria os livros tão especiais, o que há nesse meio maravilhoso que nos permite viajar e entrar tão completamente nas histórias e nas leituras?

A resposta foi simples: o livro, caros amigos, desaparece na sua mão. Ele tem a qualidade e a capacidade de estar ali e, ao mesmo tempo, não estar. Basta se ler uma ou duas páginas de uma boa ficção e nossa mente rapidamente apaga tudo. E o livro permite isso. Pare e pense na sua última experiência de leitura. Garanto que irá se identificar com a sensação.

E, quando da criação do Kindle, foi justamente isso que Bezos exigiu. Quando lesse seu Kindle, dizia ele, era essencial que ele também sumisse na sua mão, era necessário que ele pudesse ser como é o livro, ter essa mesma capacidade. E, confesso, creio que eles conseguiram. A tela do aparelho realmente parece uma folha mágica que traz novos e novos conteúdos - e o Kindle desaparece, algo que não acontece com tablets, computadores e afins. Neles, a leitura é muito mais cansativa. E o desprendimento da realidade muito mais difícil do que em livros e leitores especializados.

De qualquer modo, lembro que na hora em que li sobre isso, achei simplesmente sensacional. É uma observação simples, de um leitor ávido, que eu nunca tinha notado. O livro realmente tem essa incrível capacidade: de sumir, de nos permitir sonhar e viajar. É um facilitador, um meio pelo qual atingimos um estado mental mais criativo e até mesmo mais calmo, que nos retira um pouco desse mundo corrido e super estimulado. Por isso, amo tanto a leitura (e só nos livros físicos ou com leitor especial, nada de computadores).

Enfim, espero que tenham se surpreendido com esse conceito tanto quanto eu. E, quem quiser, fale de suas experiências nos comentários! Eu adorarei saber!

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