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Um desabafo sobre a violência dos discursos na internet, nas notícias e nas redes sociais

em 28 de jul de 2015.

Quanto mais volto a usar a internet, a ler notícias e certas coisas nas redes sociais, mais me decepciono. É, de fato, algo muito complicado.

Irrita-me profundamente que, cada vez mais, as pessoas escondam seu rancor por certa classe, certa raça ou certo gênero por trás de uma fachada de "luta". É um processo que, ao meu ver, tem crescido assustadoramente em todas as áreas da internet, em todos os lados e em todos os posicionamentos "ideológicos".

Sem haver uma compaixão, uma tentativa de pensamento realmente plural, igualitário e aditivo - e não no âmbito racional do discurso, mas sim no afetivo, no real sentimento por trás dos argumentos -, não há caminho. Afinal, argumentos poderosos e sofísticos sempre podem ser criados. E egos criam barreiras simplesmente intransponíveis.

Confesso que me assusto muito ao perceber que a linha de quase todo o debate ou notícia na atualidade parte de um ponto de ódio ou de combatividade, de confronto - não há quase qualquer tipo de tentativa de adição ou de construção. Tornou-se realmente o padrão, a maneira de se comunicar, tanto nas grandes mídias quanto no nosso dia a dia. E, como falei anteriormente, isso, por mais triste que seja admitir, torna qualquer discussão e qualquer evolução praticamente impossível.

E a comunicação, nesse cenário infortuno, simplesmente deixa de existir.

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Nota: vale lembrar que o discurso combativo (não o de ódio) também é necessário, afinal, para se haver uma superação de paradigmas, é preciso que haja uma desconstrução e uma posterior reconstrução positiva e aditiva de práticas e de conceitos. O grave problema é quando vemos apenas o discurso destrutivo ser empregado.

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