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Por que precisamos de mais diversidade nos super-heróis - e uma história emocionante sobre Drax e um menino autista

em 14 de out de 2015.

Bom, como todos sabem, naturalmente, os filmes de super-heróis se tornaram uma febre nos últimos anos, especialmente no que se refere a Marvel - muito embora a DC tenha nos dado alguns excelentes filmes também, como a trilogia do Batman, de Christopher Nolan (O Cavaleiro das Trevas, com Heath Ledger, para mim, ainda é disparado o melhor filme de super-heróis).

Exatamente por seu impacto na cultura popular, é importante pensarmos sobre esses filmes. Dentro do que estudo - e já falei por aqui - nós construímos nossas realidades por intermédio de narrativas. E estas narrativas se formam justamente a partir das grandes histórias que vemos no cinema, das coisas que vemos no nosso dia a dia, das conversas que temos, etc. Por este motivo, a diversidade dentro das histórias de super-heróis - termos heróis que representem os povos e gêneros mais diversos - é extremamente importante. Pois, assim, tanto uma criança - ou uma pessoa -, individualmente, poderá se ver naquele herói, naquele papel, com aquelas virtudes, como a própria sociedade poderá também vê-lo assim.

Discuti sobre isso com a autora Bárbara Morais (@barbaraescreve) esses dias, e concordávamos ao reclamar da pouca capacidade da Marvel neste sentido, exatamente pela importância da questão. Afinal, se só contamos histórias com heróis masculinos e brancos, é este o tipo de narrativa social que está a se construir, de que somente eles podem ser os heróis.

Mas isso já começa a mudar. Tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas. Ainda anda devagar, já que, infelizmente, na Marvel, ainda levará alguns anos para termos um filme solo do Pantera Negra e da Capitã Marvel, mas haverá, mesmo assim, uma representatividade maior nos próximos anos. Dentro do que eu falei, a Marvel, inclusive, conseguiu fazer algo muito legal, mesmo sem perceber. Trata-se de uma história muito emocionante, de um menino com algum grau de autismo e do personagem Drax, que ilustra muito bem tudo o que eu escrevi até agora.

No site Upworthy, foi divulgado o post de uma autora do Tumblr em que ela falava da experiência de seu irmão (que está no espectro do autismo) ao ver Guardiões da Galáxia. Achei extremamente emocionante, pois mostra como o menino finalmente pôde se sentir empoderado por uma coisa que muitos julgam tão simples. Aqui vai um trecho traduzido do depoimento da autora:

"Levei o meu irmão mais novo (que está no espectro de autismo) para ver Guardiões da Galáxia e, depois dessa cena, ele se iluminou como uma árvore de natal e gritou: 'Ele é como eu! Ele não entende metáforas'. E, pelo resto do filme, meu irmão olhou para o Drax num estado de arrebatamento.

Por seis dias, escutei meu irmão repetidamente dizer todos os diálogos de Drax no filme palavra por palavra (um de seus dons) [...] e dizer para todo mundo que ele sabe que pessoas com autismo podem ser super-heróis"

Como eu comentei, é um depoimento muito emocionante. A autora ainda revela que sabe, claro, que o personagem de Drax não possui de fato autismo. Mesmo assim, por sua raça ser incapaz de compreender metáforas, dentro do universo do filme, isso acabou fazendo com que seu irmão particularmente se identificasse.

Fica claro, portanto, como essa representatividade pode ser de extrema importância para uma criança, especialmente no mundo ultra midiatizado em que vivemos. Por isso mesmo, devemos ter mais e mais diversidade entre os super-heróis, para que mais crianças, jovens e adultos possam se sentir tão inspirados como o menino que conheceu Drax.

PS: A cena em questão é a em que Rocket Raccon diz que "Metáforas passam batidas por sua cabeça", no que Drax responde: "Nada passa por minha cabeça. Eu sou muito ágil. Eu o pegaria".

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