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Augusto dos Anjos - Poesia (e alguns outros comentários)

em 11 de nov de 2008.

Primeiramente, gostaria de agradecer ao pessoal que comentou no post passado, até por se tratar de um experimento. Depois de ler os comentários acho que consegui ter uma idéia melhor de como continuar as experiências. Não comentei o post do Cizenando nos comentários, mas comento aqui. Achei interessante ele ressaltar a valorização do trivial, porque a idéia inicial é justamente esta; mostrar como o homem comum, como o homem cotidiano importa sim, mostrar como não podemos nos esquecer das pessoas, dos problemas sociais e etc... É claro que disto acaba se partindo para várias outras idéias que serão trabalhadas, mas o tema central dos pequenos contos será este. Por isso, o título de cadernos do homem comum (e leia-se homem aqui como homens e mulheres, claro - colocar indivíduo comum ou pessoa comum ficaria esteticamente estranho).

Agora sobre este post em específico. Coloco uma poesia que acho muito bonita do Augusto dos Anjos, um dos maiores poetas brasileiros. Como sempre a forma é impecável. Além do poema, coloco também um link para o site Jornal de Poesia (um dos melhores sites de literatura, com muito conteúdo). No link é possível ler a obra completa do poeta - http://www.revista.agulha.nom.br/augusto.html

Mas uma vez, obrigado pela participação.


Vandalismo

Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longíncuas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos...

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!

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