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em 13 de dez de 2008.



Estamos sempre com pressa. As pessoas passam correndo pelo nosso lado; não cumprimentam, sequer notam. Ninguém mais deseja “saúde” a um desconhecido; aliás, os desconhecidos não importam. Ninguém é capaz de realmente sentir pelo outro, a não ser que sejam os personagens da TV. O mundo é fragmentado, e assim são as relações humanas. Somos cegos? Sim, pois estamos doentes; contaminados por um medo incontrolável. Um medo não só dos crimes e da violência. Um medo que sufoca, que domina. Não nos atrevemos a verdadeiramente arriscar. Não tentamos fugir à mediocridade, à rotina, pois elas nos parecem sempre seguras. Nos enganamos, é claro, experimentando o novo, mudando a cada dia. Mas isso não passa de ilusão. Não passa de um sonho infantil de quem tem receio de crescer, de se afirmar perante uma sociedade incerta. Não rumamos em direção ao desconhecido, pois nos falta confiança; nos falta a certeza de quem somos e do que queremos. Por isso, nos limitamos a simular novas sensações, a fingir que buscamos o novo, que não tememos o futuro, comprando tudo aquilo que nos oferecem no presente.


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