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João Vítor

em 7 de dez de 2008.

Comentário: Segue mais um conto da série Cadernos do Homem Comum. Àqueles que não leram os anteriores, sugiro que cliquem no link acima. A leitura dos contos anteriores ajuda na compreensão dos novos.

[1]

Ela entrou pela porta do ônibus, passou pela roleta. Ele logo a notou, sendo retirado do transe em que se encontrava; até aquele momento, os minutos do dia pesavam. Ajeitou-se na cadeira e a seguiu com os olhos até que ela se sentasse. Os minutos ficaram mais leves. Infelizmente, também lhe pareceram mais curtos.

Ela seguia indiferente, olhando pela janela. Ele observava, tímido; decidira pôr os fones de ouvido para fingir se ocupar com outra coisa. Ela o fitou por alguns segundos, com um olhar curioso. Ele baixou a cabeça, esticou as mãos até o bolso e puxou o seu MP3. Será que fora descoberto?

Depois de alguns minutos, arriscou-se a levantar os olhos. Ela se preparava para saltar. O seu olhar a seguiu até a porta. Como era bonita. Mas agora não estava mais lá, descera. Desaparecera no meio de uma multidão de pessoas que caminhava pelo centro da cidade. Ele se pôs de pé, saltaria no ponto seguinte; sequer chegou até a porta. O ônibus derrapara. O motorista não conseguira enxergar um carro que o ultrapassava pela direita e perdeu o controle. Tudo ficou preto.

[2]

O acidente envolvendo o ônibus foi destaque no noticiário local. Ao todo, foram contabilizados dezesseis feridos e apenas uma morte; João Vítor Magalhães Ferreira, um corretor de imóveis de vinte e sete anos.

2 Comentários:

Meirelles

Fala, Leo! Só agora li toda essa série de contos. Estava sem tempo antes, mas percebi dps de ler q seria melhor ter lido antes, pois vale muito mais a pena do q mta coisa q eu tinha q fazer. Siga em frente q vc vai longe. Ah... e continue com estes contos q cada um me surpreendeu de uma maneira diferente, e estou curioso pra saber o q vc escreverá no próximo. Parabéns!
Abraços!

Cizenando

Fala, Léo

Estou gostando da série, como você sabe, dentro de uma temática que me interessa e que abre caminhos para diversas análises do nosso cotidiano.

Acho, referindo-me a este capítulo, que poderias ter experimentado dar um pouco mais de nuance à cena. Não sei se conseguirei me fazer entender, mas acho que a narrativa não acompanhou/transmitiu a emoção do que contava.

Se entramos em mais um dia comum de um corretor de cotidiano sem graça, seu interesse por Sara, culminando com o acidente, talvez tenha faltado nos levar à solidão deste cara.

Enfim, só um pitaco...

Abraço

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