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Ao amor antigo - por Carlos Drummond de Andrade

em 19 de set de 2009.

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.


Comentário: Essa postagem tem dois motivos. 1) Para testar a ferramenta do blogger e programar os posts e 2) Achei o poema realmente incrível. Acho que Carlos Drummond de Andrade é o poeta que melhor consegue falar de amor evitando cair no senso-comum e no brega. Ele fica ali, bem próximo da linha, mas fala de amor com uma originalidade incrível. E mais tarde hoje, quando eu acordar (hoje é dia de dormir até tarde), coloco a parte final do segundo caso de minha série de contos policiais.

Lembrete: você pode conferir o poeta declamar uma de suas obras na postagem "Poemas de Carlos Drummond de Andrade". (contém também dois poemas curtos)

Rapidinha 1 - Sempre aconselho a quem gosta de Drummond comprar o livro "Farewell". Para mim é o melhor livro que se pode comprar do autor. Além de ter poemas que a maioria desconhece, há também os mais famosos. No geral acho que é o livro com os melhores poemas do autor. Vale a pena conferir!

2 Comentários:

MarcosP.S.Reis

Mandou bem, caríssimo!
Belo texto. Aliás, as letras e palavras de Drummond, torna este poema um daqueles que a gente declama somente àquela mulher especial que faz o amor possuir um significado divino e nos inspire evoluir espiritual,mental,emocional e fisicamente.

Abraços meu irmão

Felipe P.

Esse é muito bom, é meu poeta favorito. Não conhecia o poema não, bem legal o blog, parabéns.

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