- Tudo tem um começo -
Um pedaço de madeira na mão, uma panela de barro na cabeça: já estava armado e protegido para as suas próximas aventuras. Três golpes rápidos no ar e um quarto mais forte, esta era sua manobra especial. Nunca tinha sequer atacado alguém com ela, mas tinha certeza: na hora em que precisasse, conseguiria.
A mãe se aproximava, limpando as mãos em suas vestimentas de camponesa. Ele não a via, estava muito ocupado inventando histórias. Já se imaginava derrotando uma legião de ferozes criaturas em busca do maior prêmio que um cavaleiro pode obter, uma princesa. Infelizmente, sua mãe não tinha tanta imaginação, nem esperança, ou melhor, tinha pressa. Aquele menino vivia a atrasando, o almoço estava servido há horas e nada de ele aparecer. Maldita fixação por se tornar herói, quer dizer, cavaleiro, como ele sempre a respondia.
- Lino! Vem logo! A comida está na mesa!
O garoto retornou à realidade. Olhou o quintal de sua pequena casa e percebeu estar novamente preso àquelas mesmas coisas que tinha de fazer todos os dias. A mãe voltava para a cozinha. Não entendia como seu filho podia ser tão avoado. Era impressionante, todo dia a mesma história. Aquele moleque não devia sentir fome, só podia ser.
Lino foi para dentro da casa, comeu sem dizer sequer uma palavra, estava cansado. Há anos que sonhava em sair daquela pequena vila e se aventurar pelo mundo. Tinha ouvido muitas histórias de cavaleiros e sempre quisera se tornar um. Sempre se encantara pelas belas donzelas e pelas riquezas e pelos castelos magníficos e os fortes cavalos e as armas afiadas e a enxada... enxada? Não, isso definitivamente estava fora de seus devaneios.
Foi quando levantou a cabeça e se deu conta de que ajudava seu pai e seus irmãos na lida. Todos riam dele, um sonhador. Desde quando alguém ouvira falar de um camponês que conseguira se transformar em um cavaleiro? Isso sem contar com o fato de que nada de importante acontecia nas cidades vizinhas, era tudo muito pacato; ninguém daria atenção a um pobre serviçal como ele.
Sentia-se ofendido com os risos, mas respondia com um sorriso forçosamente simpático. Era a sua família, ele gostava dela. Triste era pensar que em mais algumas horas os deixaria para finalmente correr atrás de seus objetivos. Já estava decidido: sua fuga não poderia passar da manhã seguinte.
A mãe se aproximava, limpando as mãos em suas vestimentas de camponesa. Ele não a via, estava muito ocupado inventando histórias. Já se imaginava derrotando uma legião de ferozes criaturas em busca do maior prêmio que um cavaleiro pode obter, uma princesa. Infelizmente, sua mãe não tinha tanta imaginação, nem esperança, ou melhor, tinha pressa. Aquele menino vivia a atrasando, o almoço estava servido há horas e nada de ele aparecer. Maldita fixação por se tornar herói, quer dizer, cavaleiro, como ele sempre a respondia.
- Lino! Vem logo! A comida está na mesa!
O garoto retornou à realidade. Olhou o quintal de sua pequena casa e percebeu estar novamente preso àquelas mesmas coisas que tinha de fazer todos os dias. A mãe voltava para a cozinha. Não entendia como seu filho podia ser tão avoado. Era impressionante, todo dia a mesma história. Aquele moleque não devia sentir fome, só podia ser.
Lino foi para dentro da casa, comeu sem dizer sequer uma palavra, estava cansado. Há anos que sonhava em sair daquela pequena vila e se aventurar pelo mundo. Tinha ouvido muitas histórias de cavaleiros e sempre quisera se tornar um. Sempre se encantara pelas belas donzelas e pelas riquezas e pelos castelos magníficos e os fortes cavalos e as armas afiadas e a enxada... enxada? Não, isso definitivamente estava fora de seus devaneios.
Foi quando levantou a cabeça e se deu conta de que ajudava seu pai e seus irmãos na lida. Todos riam dele, um sonhador. Desde quando alguém ouvira falar de um camponês que conseguira se transformar em um cavaleiro? Isso sem contar com o fato de que nada de importante acontecia nas cidades vizinhas, era tudo muito pacato; ninguém daria atenção a um pobre serviçal como ele.
Sentia-se ofendido com os risos, mas respondia com um sorriso forçosamente simpático. Era a sua família, ele gostava dela. Triste era pensar que em mais algumas horas os deixaria para finalmente correr atrás de seus objetivos. Já estava decidido: sua fuga não poderia passar da manhã seguinte.












7 Comentários:
Leo, ja tem um tempo que estou ansiosa pra conhecer pelo menos a sinopse do seu livro de ficção. E ai vem você dar de bandeja assim o primeiro capítulo. =P E continuo só no gostinho... Muito bom, não sei que idéia você tem na cabeça pra desenvolver essa história, mas despertou mais curiosidade. Bjs
Fala, Leo! Fico feliz que continue o projeto do livro. Eu li há dois anos algumas páginas e havia gostado. O primeiro capítulo está muito bom. O ritmo está muito bom também. Na minha visão, a melhor coisa da prosa é ter um bom ritmo, o que parece que conserva o primeiro capítulo! Fico feliz! E continue!
Forte abraço!
Como falaram ai em cima, acho que o ritmo tá mto legal, eu gostei. E também fiquei curioso pra saber o que vem depois!
As marcas coloquiais que pululam no capítulo deixam transparecer uma infantilidade, que, mesmo podendo ser sua intenção, desencoraja avançar na leitura.
Ficadica/
Parabéns! Gostei muito da sua forma de escrita e gostaria de ler mais. Vc tem um grande futuro.
Muito obrigado mesmo. Espero que goste do blog. Até posso mostrar mais do livro se você quiser por twitter, posso passar mais partes. É só adicionar lá.
Abraço!
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