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Vida Poética

em 30 de nov de 2009.

Tive a felicidade de esbarrar com esse poema quando revia alguns de meus textos mais antigos. Ele é definitivamente muito diferente do que eu costumo fazer, pelo menos eu achei, mas me surpreendi por ter gostado muito agora que fiz a releitura. Não sei o que vocês irão achar, mas espero que gostem. Como eu falei, talvez seja um pouco diferente das coisas que já botei aqui. De qualquer maneira, eu gostei muito de tê-lo encontrado.


Vida Poética

Os versos não fluem,
meus pensamentos estão certos,
seguros e resolutos demais.

Deixaram de ser aqueles seres-poéticos.
Perderam a ambigüidade,
o seu caráter de recém-descobertos.

Não posso mais chamá-los de versos,
mas não quero chamá-los de frase.
Não quero que, em mim, a poesia acabe
e que se acabe o meu mundo
de universos poéticos.

A cada grau de certeza,
perco um grau de beleza,
e a pureza das palavras,
a sua própria natureza,
se torna sólida,
como pedra,
que nos diz nada,
pedra que não pode ser lapidada.

Preciso do mundo,
esse lugar incerto.

Preciso de pessoas,
de dúvidas,
talvez do medo,
esse sentimento obscuro
que, sem mais nem menos,
nos mostra que nos imaginamos
sempre menos do que podemos.

Preciso da vida,
em todas as suas cores,
em toda a sua complexidade.

A vida, essa sim,
é a mãe de todos poetas,
a entidade incerta que deve ser consumida.

A vida é o elixir da vida.

8 Comentários:

Ebrael Shaddai

Léo,

Perfeito, perfeito!!

Expressaste exatamente o que também penso, e pelo jeito o que vc relata não aconteceu. Vc não perdeu as dúvidas, e sua palávras não se tornaram cientificamente pétreas.

"Preciso de pessoas,
de dúvidas,
talvez do medo,
esse sentimento obscuro
que, sem mais nem menos,
nos mostra que nos imaginamos
sempre menos do que podemos."

É essa exatamente a angústia do peota: se ver menor do que lhe mostram as borboletas azuis, os casais de cravos-rosas!!

Perfeito!!

Abs!!

Marcos Paulo

Caraca Leo, posso fazer um pouco de silêncio?.....................................................................
..............................................................................
Sério, cara, não consigo explicar a sensação que eu tive ao ler este poema. Sei lá, é como se você encontrasse um baú, uma caixa, enfim, oq seja, e ao abrir, se deparasse com uma barra de ouro. Vc não esperava encontrar algo assim, mas tá lá, bem à vista dos olhos, o sentido da visão é tão extraordinário, q o silêncio se torna a melhor resposta. Obrigado, Leo!!! Agora é legal notar que este é um poema antigo, como você se sente - no geral - ao analisar/observar as suas criações antigas: vc acha que elas podem ser melhoradas, que são perfeitas, que são toscas? Eu pergunto isso, pois há muitos criadores que ao finalizar uma obra, até pode achar ela perfeita, mas depois de um bom tempo e após o desprendimento com aquela criação, ao analisá-la novamente,acha - aquela que antes era perfeita - totalmente o oposto. Além destes, há aqueles criadores que com o passar da evolução artística, olham as suas criações passadas como imaturas ou brutas, simplesmente uma fase de aprendizagem e este seu poema, é totalmente o contrário disto tudo, ele é muito perfeito, exato e redondo, sem dúvida o melhor de todos que se encontra neste seu blog, portanto Leo, como vc vê os seus poemas mais antigos? Vc gosta deles ao relê-los?
Bom, desta vez, ao invés de parabenizar, irei te agradecer...Obrigado por nos permitir deliciarmos com esta preciosidade dourada.Eu te agradeço por apreciar esta sua Obra-Prima!!!Obrigado,Gracias, Grazie; agora vou contemplar em silêncio novamente :-)
Abraço

Leonardo Schabbach

Fico feliz que tenha gostado do poema. Eu não tenho uma postura fixa em relação às minhas produções mais antigas. Claro que, como sempre vou evoluindo, muitas vezes olho pra trás e sei que aquilo que tinha feito está ruim (isso acontece mais com contos). Inclusive, muitos dos contos que coloquei aqui no blog são contos que tinha escrito faz algum tempo, mas que refiz, com a mesma idéia e etc... porém com maior habilidade literária.

Com poemas nem sempre isso acontece. Há poemas muito antigos meus que considero ainda entre os meus melhores. Acontece também de jogar muitos fora, por perceber que a qualidade é ruim. Por outro lado, muitas vezes ocorrem gratas surpresas como ter descoberto este poema em particular. É um pouco diferente do que já fiz até então, mas é excelente. Engraçado como tinha me esquecido completamente dele.

Abraço!

Alberis Luís

Parabéns por essa expressão de sentimento tão autentica. Vale a pena ler e repassar para que outros também aprecieem.

Esse poema não poderia ter um final mais feliz.

A vida é o elixir da vida.

Abraço!

Leonardo Schabbach

Primeiramente, seja bem-vindo ao blog! E legal que tenha gostado. Sem dúvida alguma, encontrar este poema perdido foi uma grata surpresa para mim =P

Abraço.

S. Levy Lima

marco a presença para dizer que li e achei tão lindo que não comento.
merece a reverência do silêncio respeitoso e admirado.

abçs

Adriano Vinagre

Não jogue poemas fora, pois estará jogando sua história fora.

Sensacional, mais uma vez. Abraço

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