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Amor: possibilidade

em 11 de dez de 2009.

Ainda estou indeciso sobre este poema, acho que com o tempo irei classificá-lo como um dos bons, um dos meus favoritos, mas ainda não estou distanciado o suficiente dele para tal (isso leva tempo). O que gostei, além da construção, que acho ter ficado boa, é mesmo das mensagens que consegui colocar nele, tem toda uma visão de mundo ai por trás. Enfim, como sempre, deixo para vocês o julgamento.


Amor: possibilidade 

Quero sentir
como se sente o amor.
Quero viver a vida ilusória
que somente um amor real nos proporciona.

Sem alguma ilusão, viver não é possível.
E a quem não pode acreditar,
o mundo é incompreensível;
um lugar frio
e cruel,
um pesadelo terrível.

A vida sem o amor não tem sentido.
Não é vida, é uma existência sem significado,
uma série de probabilidades ao acaso,
a tristeza de uma alma consumida.


nota: decidi acatar uma crítica feita nos comentários e cortei a última estrofe, achei que ficou melhor mesmo!

7 Comentários:

Chris

Leo,
se me permites, quero te elogiar e te criticar. Talvez te ajude a decidir.
Me extasiei com o inìcio do teu poema. Tu começou muito, muito bem. A cadência, a coerência, as palavras bem pensadas, as ideias sendo completadas pelo leitor. A terceira estrofe está digna de Neruda.
Eu gostei tanto que queria pedir tua permissao para postá-lo no meu blog, com a devida referência.
Mas, há algo na última estrofe que me incomoda. Os versos 1 e 2 sao bons. Adorei "é o que eu quero: a ilusao que modifica a realidade." Mas as duas últimas frases estao, como dizer, lugar comum demais. Me desculpe pela diretividade da critica, mas acho que este teu excelente momento de criacao estética merecia uma outra frase final. Acredito que tua intençao era fazer o leitor pensar nessa última frase, mas escrevê-la é obvio demais.
Abraço,
Chris

Leonardo Schabbach

Não há problema algum em criticar, não. Inclusive, muitas vezes eu não posto poemas que acho que tem algum problema em um verso ou outro até que eu consiga resolver. Este eu coloquei aqui sem fazer muito a auto-crítica - a distância necessária para ver se ficou bom ou não sobre a qual falei no comentário que sucede o poema. Pode ser que eu venha a me arrepender mesmo dos dois últimos versos, portanto a opinião só agrega valor.

Inicialmente, eu escrevi estes dois versos menos por motivos estéticos e mais por motivos filosóficos. Eu queria colocar a questão da espera ali, mas não a espera comum nossa: falo de uma espera Heideggeriana. Heidegger é meio complexo, mas falo da postura do poeta em esperar que o Ser, que no caso aqui é representado pelo amor, se dê a ele. É a postura silenciosa do homem que permite que por ele passem muitas coisas, como a inspiração, o amor e a fé (claro que, neste caso específico da fé, Heidegger provavelmente discordaria, hehehe).

Leonardo Schabbach

Filosofei e esqueci de responder. Pode postar sim no seu blog, sem problemas =)

Fico feliz que tenha gostado o suficiente para querer colocar por lá.

Francy´s Oliva

Boa tarde moço tudo bem? Bom a Luma Rosa que me apresentou este blog a mim confesso que gostei das suas escritas e do seu estilo sempre buscando melhorar.
Peço desculpas pelo meu atrevimento, mas, gostaria de convidá-lo a fazer parte do evento Paulicéia Poetica em 2010, é possivel??? Se quiser ter maiores informações do mesmo: www.pauliceiapoetica.wordpress.com ou entre em contato comigo.
Beijitus.

Leonardo Schabbach

Fico feliz que tenha gostado dos poemas e dos contos. Irei entrar em contato sim, esses dias agora de final de ano são meio complicados, mas depois do Natal fica tudo mais tranqüilo por uns dias, hehe.

Abraço.

Raphael Ramires

Excelente poema Leonardo. Achei legal a crítica da Chris quanto ao final. Mas, se observarmos bem, a ideia trazida no desfecho já fora explicitada na primeira estrofe. De qualquer forma, não ficaria subentendida.
Novamente comento a ideia filosofica que você traz no seu trabalho. Apesar de ser inquestionável a apologia que se faz ao amor, também é possível a leitura do inverso. O amor como meio de fuga da realidade, como um intorpecente que só é buscado pela sua propriedade de nos tornar alheios à realidade da vida. O amor como uma droga inofensiva e real, que, desprovida de sentido em si mesma, nos revela uma vida mais amena e mais sugestiva. Para nada mais serve o amor, apenas para fechar nossos olhos aos desabores da realidade.

Minelli

Olá amigo...

no meu blog, nós fizemos uma discussão sobre o romantismo, e ao ver esse seu poema, extrai uma estrofe dele, para um comentario...

de uma olhada lah!, e aproveitando, confira meus poemas!!

http://dextraido.blogspot.com


abraços

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