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Distância (Poema)

em 7 de jan de 2010.

Vejam como um poema pode sair de qualquer lugar. Este foi gerado de uma troca (com conteúdo claro) de e-mails. Eu, particularmente, gostei muito dele, resolvi jogar um áudio como bônus porque achei interessante mostrar como é a minha versão da leitura dele. Veremos o que vocês acham! (editado: houve um problema com a gravação, em breve, colocarei-a disponível novamente)


Distância

Às vezes tenho inveja da distância,
tenho vontade de fugir de quase tudo.
O tudo se repete numa constância
que me força a tentar parar o mundo.

Quero poder viver na atemporalidade
sem ter o que fazer,
sem saber no que pensar.
Quero ter como compromisso a liberdade,
a potência do viver
e a vontade de negar.

Se o tempo parasse por um segundo,
eu poderia olhar o tudo pela janela.
Compreenderia a minha percepção de mundo
como um pintor quando constrói as suas telas.

Apreciaria a vida toda em silêncio,
os barulhos ecoariam à distância;
não passariam da mais vaga lembrança
de um momento passado e obscuro.

Viver é buscar uma eternidade,
mas não é querer ser imortal.
Não morrer não traz a qualidade
que é ser livre
e ser livre
é vital.



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8 Comentários:

Lucas

Poema muito bem escrito! Foi externado nele, parte da visão que você tem do mundo e das coisas que apesar de serem contantes, são relativas e complexas de entender! Parabéns, Leonardo Schabbach!

Marcos Paulo

Algo que eu sempre tive necessidade e dificuldade em entender é o conceito de impermanencia das filosofias orientais. No entanto, é interessante notar que por alguma razão esse seu poema, Leo, traz luz à esse panorama todo.

Luísa

Uma visão muito clara da liberdade e das amarras da imortalidade.

Grande abraço
Luísa

Leonardo Schabbach

Bom que gostaram. Eu fiquei bem satisfeito pq acho que consegui falar de bastante coisa nesse poema. Tanto da vontade de ser livre, num sentido pessoano mesmo, de que ser livre é poder se afastar de tudo, mas ao mesmo tempo mostrar à questão da imortalidade, de quem sem esse tudo, essa vida, também não é possível ser livre. Enfim, é meio paradoxal, mas eu gosto particularmente disso, dos paradoxos: são eles que nos empurram sempre para frente =)

Raphael Ramires

Leonardo, não li todos os seus poemas ainda, mas me arrisco a dizer que esta seria sua melhor obra no gênero. Percebo uma filosofia expressa de forma lindamente poética. Você consegue retratar o niilismo existencial de Sastre, de forma ingênua e ricamente expressiva. Sou fascinado por filosofia, talvez por isso tenha me identificado tanto com esse trabalho. Enquanto a musicalidade e à cadência, acho que entrei na sintonia certa. Percebi exatamente o rítmo do áudio postado. Excelente!!!

Leonardo Schabbach

Sim, sim, este poema tem uma veia filosófica forte. Eu gosto muito de trabalhar a filosofia por meio dos poemas.

Anônimo

esse poema é lindo e quem esta ligado a esse amor distancia alguma separa

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