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Novidades literárias, novidades do blog e Drummond

em 20 de abr de 2010.

Hoje faço uma postagem para falar de um apanhado de coisas. Primeiro sobre um bom site que fala de concursos literários e sobre um concurso promissor. Segundo, sobre as novidades do blog, como a parceria com a Editora Record (@Editora_Record). Terceiro, para trazer a vocês um poema de Drummond indicado por uma leitora do blog no artigo Quem sou eu?, publicado pelo Cizenando, nosso colaborador. Então vamos lá!

Ficção de Gaveta - é um site basicamente a respeito de concursos literários. Sempre procuro os melhores concursos para trazer aos leitores do blog, mas é claro que muita coisa, muita coisa mesmo, escapa. Aqui vocês poderão se inteirar melhor (é mais um bom site). Lá, de muito interessante, há um concurso para obras completas; isto é, você pode concorrer com o seu livro. O ganhador leva 1.000 exemplares da obra e mais uma quantia em dinheiro - 3 mil reais na categoria contos/crônicas/poesia e 5 mil na categoria romance (confira aqui).

Novidades do blog - para quem ainda não percebeu, fiz algumas mudanças no Na Ponta dos Lápis. Implementei uma ferramenta para dar destaques a determinadas postagens, de maneira a facilitar a visualização de vocês, além de ter modificado também os comentários (se olharem os outros posts verão como eles ficaram mais bonitos e organizados). Enfim, espero que as mudanças agradem, são para tornar o blog mais interativo (algo muito importante, confiram este artigo); espero que gostem e deixem suas opiniões. Também gostaria de anunciar aqui a parceria firmada com a Editora Record (@Editora_Record). Acredito que ela trará muitos benefícios ao conteúdo do blog, trata-se da maior editora do país, que produz conteúdo de qualidade, e proporcionará ações interessantes (uma delas o sorteio eventual de livros, o que deve agradar muitos).

Poema de Drummond - por último, segue o poema Eu, etiqueta, de Carlos Drummond de Andrade. A leitora Márcia Luz lembrou dele ao ler o artigo Quem sou eu?, postado pelo Cizenando. Embora a obra não fale exatamente das mesmas coisas que o artigo, ela certamente o completa. Sem sombra de dúvida, fala de uma questão muito contundente de nossa sociedade; questão que já era crítica na época de Drummond e que, hoje, certamente é ainda mais aguda. Confiram!


Eu, etiqueta

Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-lo por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer, principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar,
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo de outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mar artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome noco é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.

7 Comentários:

Ana Karenina

Olá Leonardo

excelente estas iniciativas porque abre um belo espaço para quem deseja seguir essa carreira de escritor.

adorei também o destaque dado lá em cima, porque facilita pro leitor buscar o que ele mais gosta e mais precisa.

obrigada pela citação do meu post nesse blog, sempre achei seu blog bem interativo, mas é claro que tudo pode ser melhorado, o diferencial mesmo que torna um blog interativo é mais a postura do blogueiro e as ferramentas disponíveis dão um suporte, mas elas sozinhas não fazem muito, mas isso você nem precisa se preocupar acho que você interage muito bem com seu público.

e por falar em drumond, gosto muito dele, lembro-me muito daqueles poemas: "e agora josé?" e "receita de ano novo"

um abraço

Meire Ribeiro

Leonardo,

gostei muito das mudancas feitas no blog, as ferramentas vao ser muito uteis. Parabens pela parceria com a Editora Record e obrigada pelo Drumond, que particularmente, adoro!

Meire

Leonardo Schabbach

Valeu pelos comentários pessoal. Bom que gostaram. Bom saber que as mudanças tornaram mais fácil a navegação.

E, claro, é sempre ótimo podermos ler Drummond. Eu não conhecia esse poema em particular, fui procurar quando a Marcia citou no outro post. É realmente um poema muito bom.

E Ana, "E agora José?" é sensacional. Se encontrar alguém que saiba interpretá-lo bem lendo então...

MarcosPSReis

Olá Leo. Faz tempo que não comento aqui, apesar de sempre tá lendo seus posts pelo feed.
Bacana essa nova interatividade,inclusive visualmente.
Essas mudanças tbm marcam um novo estágio deste espaço, e isso enriquece a todos os leitores.
Sobre o poema, o bacana é que ele ilumina algo muito interessante de ser debatido, ou seja, o fato como construimos a nossa identidade externa e não internamente, apesar de que eu não sou tão crítico à temática, pq tbm podemos exteriorizar através de determinadas marcas, um estilo que melhor represente uma caracterítica interna nossa.
Enfim...Deixa a teorização para outro momento...rsrsr, pois o que eu quero mesmo é ressaltar em meu comentário as minhas congratulações às mudanças feitas para nós leitores.
Abraços
Marcos Paulo

Márcia Luz

Feliz em saber que uma lembrança minha foi tão bem acolhida! E confirmo: este blog é lindíssimo, muito atraente, tanto pelo aspecto visual quanto pelo conteúdo. Agora com as novidades, então! Parabéns, Leonardo!

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