Quer meu livro de graça? Assine minha newsletter e venha conversar comigo!

Além disso, a newsletter é para ser algo mais pessoal, nela vocês podem responder e conversar diretamente comigo. E eu ainda pretendo enviar uma série de textos exclusivos por lá, sendo alguns mais pessoais, alguns capítulos antecipados de livros que serão lançados, assim como alguns e-books gratuitos.

Leia Mais

7

E-books x Livros tradicionais: que tal pensarmos um pouco sobre os números?

em 3 de ago de 2010.

Como já disse aqui anteriormente, temos de ter muito cuidado quando nos debruçamos sobre números e estatísticas. No fundo, eles podem provar qualquer tipo de coisa ou ponto de vista, por mais variado que seja. Por isso, hoje faço uma postagem para alertar sobre algumas análises que vêm sendo feitas a respeito dos e-books baseadas, claro, em números (vejam esta excelente matéria sobre o mercado editorial). É um fato, como a Amazon.com mesmo declarou, que a venda de e-books tem aumentado assustadoramente ano após ano, ainda mais agora com a chegada de novos leitores e também do Ipad. Como a gigante americana mesmo disse, as vendas de e-books tendem a ser maiores do que as de livros de papel já em 2011. Isso significa então que o e-book está substituindo o livro físico? Errado.

Vamos analisar com mais atenção os fatos, para entendermos melhor estes números apresentados em diversos locais da web. Os e-books não estão tomando o lugar dos livros físicos (tudo bem, em uma escala bem pequena, talvez estejam), eles na verdade apenas ampliam o poder de venda do mercado editorial. De uma maneira geral, os livros comprados no formato digital não são os mesmos que são comprados fisicamente.

Quer um exemplo bem simples? Os livros consagrados. Shakespeare, clássicos gregos, Dom Quixote, Fernando Pessoa e etc... Estes livros têm, claro, mercado físico, mas os e-books transformam em absoluto o seu potencial de venda. Quem, ao comprar um Kindle ou Ipad, não irá querer gastar 2 dólares para ter TODA a obra de Shakespeare (em inglês), TODAS as histórias de Sherlock Holmes, os livros de Freud e assim sucessivamente. É o que, em geral, acontece. A cada aparelho de leitura digital comprado, gera-se quase que automaticamente a compra de uma série de livros consagrados que são vendidos a preços muito baratos na internet. A pessoa pode até ter um ou outro livro de determinado autor, mas a obra completa por apenas 2 dólares, mesmo que ela a tenha em formato físico, vale a pena ser comprada. Além disso, a maioria das pessoas que compra esses livros clássicos, não os compraria no formato físico, seja por falta de espaço ou dinheiro. Isso significa dizer, uma vez mais, que os e-books ampliam o mercado editorial e não substituem os livros físicos. E-book é uma coisa, livro é outra, digamos assim.

Já grande parte dos novos autores, os livros best-sellers e etc... continuam sendo comprados - em sua maioria - no formato físico, muitas vezes por causa da exposição que conseguem nas livrarias (e este é um assunto que pretendo tratar mais à frente: as livrarias). Os e-books, na realidade, apenas trazem a uma série de autores e gêneros desprivilegiados (novos autores independentes, acadêmicos, poetas e etc..) a oportunidade de vender mais, além de potencializar a venda de clássicos, que podem ser vendidos "quase de graça".

Portanto, os e-books irão, em muito pouco tempo, superar os livros físicos em vendas, mas isso não significa dizer que a venda destes livros físicos irá diminuir drasticamente. O mercado é que está sendo ampliado - e ampliado de tal maneira que a porcentagem da venda de e-books será maior do que a dos livros tradicionais.

7 Comentários:

Isabel Maia

Concordo quando diz que os livros electrónicos chegam a segmentos de mercado que os livros impressos não chegam. Há uns meses atrás tive a prova disso. Aqui em Portugal ainda não estão publicados autores como André Vianco ou Ana Miranda, por isso apenas tive acesso a eles através do formato electrónico. Se esse formato não existisse, eu nunca teria a possibilidade de adicionar essas leituras ao meu histórico.
Mas claro que se ambos estivessem publicados num formato físico, comnpraria-os nesse mesmo formato. Até porque qualquer fã dos livros gosta de sentir a textura e o cheiro do papel dos livros.

Boas leituras :)

Israel Teles (@israelteles)

Concordo, é um novo mercado que se abre, não uma substituição. Além do mais, os medalhões da literatura - no sentido comercial - continuarão a retirar a maioria de seus lucros das vendas físicas durante um bom tempo...

Paul Law

Acho o seu ponto de vista muito coerente em relação ao mercado editorial. Ele está mesmo mudando e essa mudança é na verdade uma ampliação, como você bem disse. Acredito também que sempre haverá comércio para o livro físico, mesmo com a chegada dos e-books. Penso que os e-books demorarão um pouco para serem mais acessíveis do que os livros tradicionais, dada a parafernália que eles exigem.
Ótimo artigo, parabéns!

Cris

Concordo com a Isabel quando fala do cheiro e da textura dos livros, isso parece mesmo uma unanimidade. E a infinidade de títulos que se pode obter digitalmente é bárbara, eu tenho uma grande biblioteca digital, contudo é claro que gostaria de tê-los fisicamente ao alcance da mão. E vou ter, sou uma entusiasta, aficionada.
Ainda bem que somos assim, o livro físico não morre por conta disso mesmo.

Abraços, pessoas!

Bruna Maria

Taí um ponto de vista novo, dentro do que já li sobre o assunto. Geralmente, as discussões se limitam em observar se e-books vão desbancar os livros físicos, como se o sucesso de um suporte fosse necessariamente dizimar o outro.
Acho que muito se especula e que, daqui a alguns anos, muitas das conclusões tiradas hoje vão soar incoerentes. É uma intuição minha.

De minha parte, tenho interesse em comprar um leitor desses aí que veem surgindo, apesar de crer que comprarei só por empolgação eletrônica mesmo...rs. Não abro mão, ainda, de ter o livro físico, escrever à lápis minhas anotações, com a minha letra e colocar nas prateleiras - é uma espécie de ritual que o e-book não me permitira, acho.

Abç!!

Marcos Nunes

Talvez, no futuro, as pessoas leiam somente em e-books, com o desenvolvimento cada vez maior do formato e sua capacidade de armazenamento, ainda com a superação (se possível) das suas limitações energéticas (quanto tempo dura uma bateria daquilo?).Talvez. Como leitor ainda vivo, nenca terei um e-book, pelas razões já expostas pelo demais comentaristas. Mas sei que minha posição é passadista, ressaltando-se que não sou avesso pelas novas tecnologias, mas apenas por esta especificamente, pois um amante de livros é como uma traça: só o papel interessa e alimenta.

Leonardo Schabbach

Bruna, eu quis fazer a postagem por isso mesmo. Vejo em muitos lugares essa questão colocada desta maneira, de que um irá acabar com o outro, quando vejo, na realidade, apenas um meio de se explorar o mercado, de se ampliar o mercado.

Como o Marcos disse, pode ser que no futuro todos leiam através desses leitores, como Kindle e etc... mas eu acho que, se isso vier a acontecer, ainda irá demorar muito, ainda mais por aqui, onde os leitores digitais ainda são muito poucos devido ao alto preço dos aparelhos. E vejo que quem os têm, continua a comprar livros, compra em geral por e-book o que eu citei; clássicos, livros não disponíveis, livros em suas línguas originais e por ai vai.

Postar um comentário

Participe você também. Sinta-se convidado a postar as suas opiniões. Com a sua ajuda, o blog se tornará ainda melhor!

 
Copyright© 2010 Na Ponta dos Lápis
Apoio: Literatura Fantástica
Tema original "Solitude" Modificado por Mundo Blogger