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Capítulo 9 - O Segredo das Montanhas (Parte III)

em 27 de dez de 2010.

Bem, sei que havia prometido postar na semana passada, mas como vi que estava muito em cima do Natal, imaginei que muita gente acabaria não lendo ou não acompanhando a nova postagem da série. Por isso, decidi esperar. Enfim, segue a última parte do capítulo 9. O próximo capítulo já está escrito, mas vou postá-lo aos poucos também. Quem nunca leu nenhuma parte da história, pode conferir todos os capítulos aqui.

********

O garoto fitou o mensageiro em silêncio, estava muito ansioso, queria saber mais sobre aquele povo estranho e a sua ligação com os dragões.

- Estas armas que você carrega... foram feitas por eles, ou melhor, por ele, Lianor Vikti.

- O quê? Ele? Logo ele?

- Yumrum. – a criatura murmurou, enquanto exibia os dentes. – Eu mexmo.

- Por essa eu não esperava. – comentou James, ainda muito surpreso. – Mas o que isso tem de ruim?

Lanir deixou escapar um leve suspiro e se colocou de pé; era nítido que não gostava de falar sobre o assunto.

- As armas não foram feitas para serem dadas a Thomas Brickmond. Eles queriam entregá-las a Robert. Eles acreditavam que ele poderia se voltar contra a Cidade de Mármore quando percebesse o poderio das armas, queriam que os homens acabassem com todos os dragões após a guerra. Por sorte, Sir Thomas atravessou o Grande Rio primeiro e o presente foi entregue ao general errado.

James fitou Lanir em silêncio por algum tempo.

- Mas isso é terrível! Quem seria capaz de traçar esse tipo de plano?

O mensageiro apontou, através de um leve gesto com a cabeça, para o local onde Lianor Vikti estava sentado.

- Eles...

A criatura, então, deu um salto para o chão, parecendo um pouco indignada; o sorriso sumira do rosto.

- Non fale beksteirass. Por que achar que eu extou aqui, isolado?

Lanir não respondeu, apenas fitou Lianor Vikti um pouco intrigado.

- É, foi o que penksei. Por que achar que Robert chegou atraxado? Por que montanhias eles teve de paksar?

O mensageiro franziu a testa e deu um lento passo a frente enquanto fitava a criatura com ainda mais interesse.

- Quer dizer que...

- Irgh ri, menxsageiro! Fui eu! Eu fixz com que Tumas Briocomond recebesse as armas!

- Então você...

- Irgh ri, sim, sim. Eu os salvei, todox voccês, homens, dragões, menxsageiros e todo rexsto.

Lanir baixou a cabeça por um momento, ainda pensativo. Aquilo que acabara de lhe ser revelado era, de fato, algo muito interessante; era muito bom saber que um ser poderoso como Lianor Vikti estava realmente ao seu lado. Já James olhava para a criatura admirado. Como as aparências o tinham enganado. Ele nunca imaginaria que aquele ser pequenino e, aparentemente, tão cheio de defeitos pudesse ser alguém tão corajoso e tão sábio, um líder capaz de enfrentar até mesmo o seu próprio povo para lutar por aquilo que acha certo.

- Eu também roubei a exfera deless. – susurrou a criatura.

- O quê? – retrucou o mensageiro, agora demonstrando uma certa excitação. – Não acredito...

- Sim, sim. – Lhirianorviktiziz é muito experto, muito, muito experto. Não esstá num lugar muito fáccil de buscar, mas eu poder buscar em uns meses.

- Você realmente acha que pode fazer isso? – perguntou Lanir, mal podendo se conter; James nunca o vira agir daquela maneira. – Você sabe que isso poderia ser crucial para a guerra que está se anunciando.

A criatura apenas fez um sinal de positivo com a cabeça.

- Que esfera é essa? – perguntou James, já sem conseguir suprimir sua curiosidade.

- É a Pedra do Conhecimento, - respondeu o mensageiro, prontamente. – um artefato muito antigo, uma relíquia dos dragões. Desde os tempos mais remotos, todo o dragão que nascia era educado através da pedra; recebia dela os bons ideais e o conhecimento necessário para serem sábios e bondosos.

- Uau! Ela deve ser realmente muito poderosa então.

- Sim. E, sem ela, a sociedade dos dragões começou a definhar. Depois que O Povo das Fadas a roubou da Cidade de Mármore, algumas centenas de anos atrás, começaram a surgir os primeiros dragões cruéis, aqueles corrompidos pelo mundo, aqueles que não possuíam iluminação o suficiente para saber que a vida deve ser respeitada, que cada raça merece ter seu espaço e sua chance de sobreviver.

- Parece que o Povo das Fadas realmente é um grande inimigo. – o garoto comentou.
Lanir novamente fechou a expressão, aquele era definitivamente um assunto que o irritava.

- Sim. Foram eles os responsáveis por nossa decadência, pela guerra e por tanta morte.

- Náá. Não concordo, não com tudo. – interrompeu Lianor Vikti. – Com pedra ou sem pedra, cada serrr terrr sua excolha. Max eu te entendo.

O mensageiro não respondeu, apenas se sentou e se manteve calado, pensando em tudo o que a criatura havia lhe revelado.

- Acho melhor dormirem. Amanhã levo voccês até a Torre Grande da montanhia. Depoisss vou atrax da pedra pra te dar. Eu confio em voccê. – disse Lianor Vikti enquanto fitava Lanir, que apenas lhe retribuiu o olhar, com uma espécie de admiração pelo Rei do Povo das Fadas que ele jamais imaginou que poderia sentir.

7 Comentários:

Michel Filipe

Adorei a escrita, me lembrou j. K. Rowling.
A fala entre os personagens tem vida e sentimento, se é que dá para me entender. Essa foi uma das melhores partes da história.

Leonardo Schabbach

Legal, cara. Espero que as falas continuem agradando nos capítulos seguintes. Trabalhar os diálogos bem não é uma coisa muito fácil não.

Futebol Tática

muito boa esta parte da história, excelente história, cada vez mais anseio novos capítulos.
ps- está me ajudando na questão estrutural, estou escrevendo um livro que mistura fantasia medieval e ficção científica espacial, vc acha esses dois temas numa mesma história muito exagerado?

Leonardo Schabbach

Não acho, se for bem feito e com uma história legal, pode ser até muito interessante. Não tenho como dar muita opinião por não saber exatamente o projeto.

Se quiser, fale um pouco dele, aí posso dar minha opinião sobre =D

J R

A sequencia dos capítulos tem sido uma das coisas de que mais gostei até aqui. Outra é a evolução das coisas na minha cabeça; enquanto leio cada capítulo tenho certos pensamentos, mas ai logo no outro capítulo as coisas se completam de modo que os personagens agora estão mais vivos, a curiosidade a respeito deles só aumenta em minha leitura.

Leonardo Schabbach

Cara, fico muito feliz com seus comentário. Eu tento justamente isso, recortar a história e os capítulos de modo intrigante. E tento ir apresentando as facetas dos personagens aos poucos mesmo. Um dos principais ainda está para entrar, né.

Valeu mesmo pelo feedback.

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