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Mundo Trem

em 1 de dez de 2010.

Bom. Certamente inspirado pelas viagens daqui para lá, escrevi este poema. Comecei a rabiscá-lo no trem, indo de Paris para Bruxelas. Hoje, quando cheguei no hotel terminei de escrevê-lo, gostei do resultado, especialmente da sonoridade e do ritmo, e resolvi dividir o poema com o pessoal que acompanha o blog. Espero que gostem!


Mundo trem
O trem produz
um som
contínuo
que as palavras não conseguem descrever.

Ele segue sempre reto,
pelos trilhos.
O passado sempre torna a esquecer.

E assim o trem passa,
sempre e sempre.

Sempre igual,
Sempre em um mesmo destino.

Segue o trem
pelo mundo,
sempre em frente!
E o passageiro segue junto

sem caminho.

5 Comentários:

marcos nunes

Isto não é um trem*

Recorrente: imagens de trilhos sob
efeito da velocidade. Obsessão
pelo cinza, pelo invisível transformado
em quadro móvel, uma tela nua
na sala escura. Murmúrios quase
inaudíveis, como os dormentes imaginados
sob as paralelas de aço, enquanto os olhos
miram no impreciso ponto do sonho,
matéria dos sentidos, rascunhos de palavras,
letras esvoaçantes e o aroma distinto
do caos, violando a mandala dos trilhos
projetados na seqüência fotográfica, falso
movimento, música composta pela memória
na cidade de onde partimos, para onde
não sabemos estar. Por isso aquietamos nosso pavor
recorrente: instantâneo trem, velozes câmeras


* Este é um poema de um 10 anos atrás; o obsessão por esta máquina do mundo vem desde os poetas futuristas e atravessa toda a cinematografia, sem esquecer a música. Tem a ver com a fugacidade da vida, dos tempos, da história e das percepções dos sentidos.

Márcia Luz

Lindo, Léo

Como mineira nascida na beira de uma estação de trem, sinto-me fascinada pelo veículo, pelos trilhos. Sem contar o sabor da saudade, porque o trem infelizmente perdeu sua aura majestosa.

Um beijo

Isie Fernandes

Oi, Leo.

De pensar em trens...

Quando criança, eles me aterrorizavam, pois morei durante vinte e três anos numa região que até hoje passa trem. Mas levando pro lado abstrato, talvez muitos sintamos o que era reflexo em minha mente de criança: um medo da implacável imponência do trem. Aqui, entendo a máquina como a própria vida, que guia seus passageiros a um rumo certo, e sem explicar onde farão curvas e paradas. Bom, hoje não tenho mais medo do trem, embora sonhe com ele todas as vezes que vejo os seus trilhos - e geralmente são pesadelos.

... me flagro contente, porque percebo que meu trem abstrato é muito menos assustador.

Francisco Quase São

Muito bom!

Se quiser tomar um cafezinho, é só vir me visitar!

www.borboletasesquizofrenicas.blogspot.com

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