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Jogos Vorazes, uma ficção científica a ser respeitada
Hoje faço uma resenha aqui no blog da trilogia “Jogos Vorazes”, uma vez que terminei de lê-la no meu Kindle um pouco antes de sair a versão cinematográfica do primeiro livro. Creio que o título da resenha já passe muito do que quero dizer com este texto.

O Homem e a Palavra - pequena homenagem aos escritores
De onde vem o impulso de escrever? De onde vem a vontade de contar uma história, de se conectar com o outro e de nele provocar mudança? O que estimula uma pessoa a construir literatura, a tecer mundos tão únicos em uma inerte folha de papel?

[Resenha e Indicação] O Nome do Vento e Patrick Rothfuss
Hoje falo sobre um dos melhores livros de literatura fantástica que já li (senão o melhor). Coloco, inclusive, a resenha marcada como livros de cabeceira, pois de fato trata-se de uma obra incrível...





















5 Comentários:
Isto não é um trem*
Recorrente: imagens de trilhos sob
efeito da velocidade. Obsessão
pelo cinza, pelo invisível transformado
em quadro móvel, uma tela nua
na sala escura. Murmúrios quase
inaudíveis, como os dormentes imaginados
sob as paralelas de aço, enquanto os olhos
miram no impreciso ponto do sonho,
matéria dos sentidos, rascunhos de palavras,
letras esvoaçantes e o aroma distinto
do caos, violando a mandala dos trilhos
projetados na seqüência fotográfica, falso
movimento, música composta pela memória
na cidade de onde partimos, para onde
não sabemos estar. Por isso aquietamos nosso pavor
recorrente: instantâneo trem, velozes câmeras
* Este é um poema de um 10 anos atrás; o obsessão por esta máquina do mundo vem desde os poetas futuristas e atravessa toda a cinematografia, sem esquecer a música. Tem a ver com a fugacidade da vida, dos tempos, da história e das percepções dos sentidos.
Pois é. Tem é uma coisa que sempre inspira. E bem legal o poema, cara, gostei mesmo.
Lindo, Léo
Como mineira nascida na beira de uma estação de trem, sinto-me fascinada pelo veículo, pelos trilhos. Sem contar o sabor da saudade, porque o trem infelizmente perdeu sua aura majestosa.
Um beijo
Oi, Leo.
De pensar em trens...
Quando criança, eles me aterrorizavam, pois morei durante vinte e três anos numa região que até hoje passa trem. Mas levando pro lado abstrato, talvez muitos sintamos o que era reflexo em minha mente de criança: um medo da implacável imponência do trem. Aqui, entendo a máquina como a própria vida, que guia seus passageiros a um rumo certo, e sem explicar onde farão curvas e paradas. Bom, hoje não tenho mais medo do trem, embora sonhe com ele todas as vezes que vejo os seus trilhos - e geralmente são pesadelos.
... me flagro contente, porque percebo que meu trem abstrato é muito menos assustador.
Muito bom!
Se quiser tomar um cafezinho, é só vir me visitar!
www.borboletasesquizofrenicas.blogspot.com
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