O Legado dos Dragões [E-book gratuito]

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Poema - Ano Novo

em 30/12/2010.
| Comentários: (5)
Fiz um poema esses dias aproveitando a temática do ano novo. Gostei do resultado, não sei se ficou super bom, mas acho que ficou bem trabalhado; acabei colocando algumas coisas a mais nele, numa espécie de brincadeira. Não sei se irá agradar muito a vocês, mas ao menos importa a mensagem. Espero que todos realizem muitas coisas no próximo ano. Particularmente, não vejo tanta importância na data, mas acho importante o que ela representa, tentei também colocar isso no poema. Enfim... Feliz Ano Novo!!


Ano Novo

Ano novo:
uma combinação poderosa de palavras.

Ano novo
é esperança.

Ano novo
é graça.

Ano novo é a espera por uma vida mais farta.

Ano novo é um sonho
para um pobre menino,
que vive perdido
e abandonado,
mas que segue sorrindo;
ele está fascinado,
um novo ano vem vindo.

E quem sabe não seja um ano promissor,
quem sabe não seja um ano diferente,
quem sabe as pessoas não mudem,
e se tornem mais humanas,
tratem-no como gente.

Quem sabe um dia a vida melhore
e se torne mais justa
sem a presença do "não".
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[O Legado dos Dragões] Capítulo 9 - O Segredo das Montanhas (Parte III)

em 27/12/2010.
| Comentários: (7)
Bem, sei que havia prometido postar na semana passada, mas como vi que estava muito em cima do Natal, imaginei que muita gente acabaria não lendo ou não acompanhando a nova postagem da série. Por isso, decidi esperar. Enfim, segue a última parte do capítulo 9. O próximo capítulo já está escrito, mas vou postá-lo aos poucos também. Quem nunca leu nenhuma parte da história, pode conferir todos os capítulos aqui.

********

O garoto fitou o mensageiro em silêncio, estava muito ansioso, queria saber mais sobre aquele povo estranho e a sua ligação com os dragões.

- Estas armas que você carrega... foram feitas por eles, ou melhor, por ele, Lianor Vikti.

- O quê? Ele? Logo ele?

- Yumrum. – a criatura murmurou, enquanto exibia os dentes. – Eu mexmo.

- Por essa eu não esperava. – comentou James, ainda muito surpreso. – Mas o que isso tem de ruim?

Lanir deixou escapar um leve suspiro e se colocou de pé; era nítido que não gostava de falar sobre o assunto.

- As armas não foram feitas para serem dadas a Thomas Brickmond. Eles queriam entregá-las a Robert. Eles acreditavam que ele poderia se voltar contra a Cidade de Mármore quando percebesse o poderio das armas, queriam que os homens acabassem com todos os dragões após a guerra. Por sorte, Sir Thomas atravessou o Grande Rio primeiro e o presente foi entregue ao general errado.

James fitou Lanir em silêncio por algum tempo.

- Mas isso é terrível! Quem seria capaz de traçar esse tipo de plano?

O mensageiro apontou, através de um leve gesto com a cabeça, para o local onde Lianor Vikti estava sentado.

- Eles...

A criatura, então, deu um salto para o chão, parecendo um pouco indignada; o sorriso sumira do rosto.

- Non fale beksteirass. Por que achar que eu extou aqui, isolado?

Lanir não respondeu, apenas fitou Lianor Vikti um pouco intrigado.

- É, foi o que penksei. Por que achar que Robert chegou atraxado? Por que montanhias eles teve de paksar?

O mensageiro franziu a testa e deu um lento passo a frente enquanto fitava a criatura com ainda mais interesse.

- Quer dizer que...

- Irgh ri, menxsageiro! Fui eu! Eu fixz com que Tumas Briocomond recebesse as armas!

- Então você...

- Irgh ri, sim, sim. Eu os salvei, todox voccês, homens, dragões, menxsageiros e todo rexsto.

Lanir baixou a cabeça por um momento, ainda pensativo. Aquilo que acabara de lhe ser revelado era, de fato, algo muito interessante; era muito bom saber que um ser poderoso como Lianor Vikti estava realmente ao seu lado. Já James olhava para a criatura admirado. Como as aparências o tinham enganado. Ele nunca imaginaria que aquele ser pequenino e, aparentemente, tão cheio de defeitos pudesse ser alguém tão corajoso e tão sábio, um líder capaz de enfrentar até mesmo o seu próprio povo para lutar por aquilo que acha certo.

- Eu também roubei a exfera deless. – susurrou a criatura.

- O quê? – retrucou o mensageiro, agora demonstrando uma certa excitação. – Não acredito...

- Sim, sim. – Lhirianorviktiziz é muito experto, muito, muito experto. Não esstá num lugar muito fáccil de buscar, mas eu poder buscar em uns meses.

- Você realmente acha que pode fazer isso? – perguntou Lanir, mal podendo se conter; James nunca o vira agir daquela maneira. – Você sabe que isso poderia ser crucial para a guerra que está se anunciando.

A criatura apenas fez um sinal de positivo com a cabeça.

- Que esfera é essa? – perguntou James, já sem conseguir suprimir sua curiosidade.

- É a Pedra do Conhecimento, - respondeu o mensageiro, prontamente. – um artefato muito antigo, uma relíquia dos dragões. Desde os tempos mais remotos, todo o dragão que nascia era educado através da pedra; recebia dela os bons ideais e o conhecimento necessário para serem sábios e bondosos.

- Uau! Ela deve ser realmente muito poderosa então.

- Sim. E, sem ela, a sociedade dos dragões começou a definhar. Depois que O Povo das Fadas a roubou da Cidade de Mármore, algumas centenas de anos atrás, começaram a surgir os primeiros dragões cruéis, aqueles corrompidos pelo mundo, aqueles que não possuíam iluminação o suficiente para saber que a vida deve ser respeitada, que cada raça merece ter seu espaço e sua chance de sobreviver.

- Parece que o Povo das Fadas realmente é um grande inimigo. – o garoto comentou.
Lanir novamente fechou a expressão, aquele era definitivamente um assunto que o irritava.

- Sim. Foram eles os responsáveis por nossa decadência, pela guerra e por tanta morte.

- Náá. Não concordo, não com tudo. – interrompeu Lianor Vikti. – Com pedra ou sem pedra, cada serrr terrr sua excolha. Max eu te entendo.

O mensageiro não respondeu, apenas se sentou e se manteve calado, pensando em tudo o que a criatura havia lhe revelado.

- Acho melhor dormirem. Amanhã levo voccês até a Torre Grande da montanhia. Depoisss vou atrax da pedra pra te dar. Eu confio em voccê. – disse Lianor Vikti enquanto fitava Lanir, que apenas lhe retribuiu o olhar, com uma espécie de admiração pelo Rei do Povo das Fadas que ele jamais imaginou que poderia sentir.
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Série Literária - O Legado dos Dragões

em 22/12/2010.
| Comentários: (4)
Bom, faz alguns dias, dividi com o pessoal que acompanha o blog uma nova série literária que postarei por aqui: A Sociedade da Rosa. Hoje, apresento um "novo" projeto. Coloco a palavra entre aspas, porque falo de um romance que já venho postando na internet faz algum tempo, porém em um outro blog, que criei especialmente para a história. Entretanto, como decidi investir mesmo nas séries literárias aqui do Na Ponta dos Lápis, resolvi trazer o romance para cá também. Como alguns logo notarão, ele tem um estilo um pouco diferente das coisas que costumo postar aqui, é uma literatura mais voltada para o entretenimento mesmo, uma história que eu já tinha inventado faz tempo e que resolvi finalmente colocar no papel. Como eu sou um fã tanto da literatura mais reflexiva como da de entretenimento (se de qualidade e consumida junto com outros tipos de literatura), decidi incorporar O Legado dos Dragões também a este espaço.

Para facilitar a leitura, criei uma página estática em que vocês encontrarão os capítulos já postados (que trouxe para cá). Ao todo, há 9 capítulos já disponíveis, divididos em várias partes - clique aqui e confira, ou vá no espaço para Séries Literárias. Nesta postagem, aproveito para colocar a primeira parte do primeiro capítulo (ou prólogo) para que vocês possam julgar se irão querer ler o resto ou não. Amanhã ou depois irei colocar uma parte inédita da história no ar. Enfim, aos que não conheciam a série, espero que gostem. E aos que gostarem, peço que, se puderem, ajudem a divulgar. É sempre bom ter um retorno quando escrevemos esses projetos maiores; sem uma certa motivação é bem difícil manter a disciplina de continuar escrevendo. Portanto, fica o pedido.



Cap 1. - Um Presente Inesperado (Parte I)


Os últimos raios de sol começavam a abandonar as planícies; deixavam lentamente para trás um cenário desolador, uma mancha de queimadas e de destruição. A penumbra, aos poucos, escondia as dezenas de corpos humanos e as enormes carcaças de dragões que se espalhavam por todo o campo de batalha, um lugar que por muito tempo seria lembrado como a Planície da Grande Guerra.

Naquele dia, terminava uma lendária disputa entre os poderosos dragões que por tanto tempo povoaram o continente. O embate se dava entre aqueles que amavam a humanidade, seguidores do grande Deus Bahamuth, e os que queriam destruí-la e escravizá-la.

Depois de muitos dias e de terríveis combates, restava ainda de pé o último de todos os dragões, um gigante de escamas douradas e olhos vermelhos como a mais intensa chama, aquele que planejara e iniciara a Grande Guerra: Raugh, O Destruidor. Ele sobrevoava o campo de batalha sem medo, sabia que não tinha mais rivais. Agora que todos os dragões que se opuseram a ele haviam sido derrotados, finalmente reinaria sobre todos os humanos.

Enquanto houvesse luz, porém, ainda haveria esperança: era isso que Sir Thomas Brickmond recitava para si e para seus comandados; sabia que ainda podia contar com suas armas para sair vitorioso. Ele e Sir Robert Lance, ambos governantes dos dois maiores feudos do continente, tinham se unido aos dragões na guerra e marchado com seus exércitos para o campo de batalha. Poucos de seus homens tinham sobrevivido, mas ainda assim era possível tentar resistir.

- Thomas! Precisamos recuar! Precisamos sair daqui se não quisermos morrer, ele é muito poderoso para nós! – gritava Sir Robert Lance enquanto manobrava o seu cavalo e preparava seus soldados para bater em retirada.

Sir Brickmond o olhou um pouco confuso. Dentre seus homens, apenas um tinha sobrevivido: o jovem Gabriel, um soldado recém-graduado que pela primeira vez pisava em um campo de batalha.

- Robert... eu preciso tentar... preciso tentar. Não podemos deixar que ele viva, nossos reinos dependem do desfecho dessa guerra. Se recuarmos, nós seremos escravizados.

- Então o que sugere que a gente faça?

- Leve Gabriel consigo, não posso arriscar a vida do garoto. Bata em retirada com seus comandados em direção a Cidade de Mármore, acho que será possível encontrar abrigo por lá. Eu... – Thomas engoliu em seco – Eu tentarei segurar Raugh pelo tempo que for necessário.

Sir Robert fitou seu velho amigo por algum tempo e depois partiu em disparada. Embora não concordasse com o plano, não quisesse que ele se arriscasse daquela maneira, sabia que de nada adiantaria discutir. Em todos os seus anos nos campos de batalha, nunca encontrara um homem como Sir Thomas Brickmond: um combatente capaz de se sacrificar mesmo pelo mais simples de seus comandados, um general excelente e um governante ainda melhor, um dos mais respeitados homens de todo o continente.

Dos céus, Raugh fitava o movimento do pequeno grupo de humanos sem conseguir crer naquilo que via; não podia acreditar que um homem ousasse o desafiar. Depois de ter derrotado os mais poderosos dragões da Cidade de Mármore, era inconcebível que um ser fraco como aquele sequer cogitasse a possibilidade de derrotá-lo. Mas Thomas Brickmond não era homem de se deixar abater pelo medo. Ele sabia das conseqüências de sua escolha, sabia que somente um milagre seria capaz de o salvar, mas ainda assim se mantinha de pé, alimentado pelo dever que tinha com seus soldados e também com a humanidade.

O enorme dragão dourado não perdeu tempo e desceu dos céus em uma velocidade assustadora, aterrissando com um baque terrível a poucos metros de Sir Brickmond. À distância, era possível visualizar duas sombras iluminadas pelo sol que se punha no horizonte. Um pequeno homem se colocava agora com a sua espada e seu escudo diante de uma criatura gigantesca, um ser monstruoso e vil, um combatente muito mais experiente e poderoso do que ele.

Raugh partiu para o ataque, saltou com violência na direção de seu inimigo. Sir Thomas Brickmond esperava, mantinha seus olhos fixos no enorme dragão que se atirava em sua direção. Foi quando o inesperado aconteceu. Os últimos raios do sol que se punha no horizonte tocaram o escudo de Sir Brickmond e produziram um brilho intenso, uma explosão branca que cegou momentaneamente o dragão que já abaixara a cabeça para o ataque.

Em um ato reflexo, Raugh tentou recuar e acabou abrindo as suas defesas. Sir Brickmond, com a certeza dos grandes cavaleiros, avançou e cravou a sua espada entre os olhos da enorme criatura. O inimaginável tinha acontecido. Raugh estava morto, o senhor de todos os dragões malignos estava morto.

Ao longe, Sir Robert Lance e os demais soldados assistiram à cena incrédulos e extasiados. Eles sabiam que tinham presenciado um momento raro, um evento histórico. Sabiam que muitas histórias seriam contadas sobre aquela batalha, sobre aquele mágico instante em que Sir Thomas Brickmond derrotou Raugh, O Destruidor. Mas mais do que isso: a morte do dragão significava a vitória, significava a vida, a liberdade. A Grande Guerra, enfim, havia terminado, e eles estavam mais do que felizes por terem sobrevivido, esta era a grande dádiva que Sir Brickmond lhes concedera.

--- Clique aqui e siga para a listagem de capítulos ---
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"Curso" coletivo de criação literária - uma idéia que está dando certo!

em 17/12/2010.
| Comentários: (8)
Mais uma vez, venho aqui falar sobre criação literária. Hoje, porém, quero apenas apresentar um projeto muito legal do qual tenho participado. Nos últimos tempos, a internet, pelo menos em minha opinião, tem ajudado muito a literatura. Uma quantidade grande de blogs literários começa a surgir; alguns muito bons, outros nem tantos, mas todos com o intuíto de falar sobre livros, leitura e escrita. Dentre essas inúmeras manifestações, algumas me chamam a atenção como escritor, já que prometem se tornar projetos muito úteis.

Nesta postagem falo de uma "Oficina de Escritores" criada por membros do fórum do site Escreva o seu livro. A idéia surgiu do Thiago Pereira Neves (@_thiagoneves_ - aqui também está o blog dele) e se trata de uma oficina de escritores coletiva. A cada quinzena, propõe-se um novo tema sobre o qual os autores presentes no fórum discutem. É uma iniciativa muito legal, pois, além de dar a possibilidade a cada autor de melhorar sua escrita, conhecendo técnicas que os outros utilizam, também serve para que cada um divida pedaços de suas histórias e possa medir se a qualidade delas é ou não é boa.

A primeira quinzena do projeto, que envolvia as famosas descrições, já se foi, a segunda começou faz alguns dias, o tema é diálogos. Enfim, abaixo seguem os links para quem quiser acompanhar e participar. O fórum do site não é super organizado, o que pode dificultar um pouco, mas com o tempo, pega-se o jeito. Seguem os links:

Quinzena 1 (vale ler e até mesmo participar ainda)
Quinzena 2

O tópico em que a idéia é apresentada e discutida.

Enfim, espero que tenham gostado da dica!
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Em Aletheia - Os vôos

em 14/12/2010.
| Comentários: (4)
Em Aletheia, durante os vôos mais longos, há situações emergenciais que requerem medidas imediatas; eis que se faz, então, um anúncio:

"Senhoras e senhores, temos um passageiro que se encontra em situação muito grave a bordo. Se houver algum bom poeta na aeronave, favor entrar em contato com um dos comissários: há uma estrofe que precisa urgentemente de um verso final".


******

Comentário: Enfim, resolvi continuar a série Em Aletheia por aqui. Como mencionei na última postagem, decidi dar um destaque um pouco maior do que vinha dando às séries do blog, por isso voltarei a postar naquelas que mais aprecio. Para conferirem todas as postagem desta série, basta clicar aqui. Espero que apreciem!
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Algumas mudanças no blog: séries literárias e ferramenta do Google

em 13/12/2010.
| Comentários: (7)
Bem, agora que voltei de viagem vou realizar algumas mudanças aqui no blog. Como sempre, gosto de saber se a maioria dos leitores está de acordo. A primeira delas é que resolvi dar mais atenção às séries literárias que tenho (ou tinha) por aqui. Isso se deve um pouco também ao meu novo projeto: A Sociedade da Rosa.

Conforme tinha cogitado na própria postagem do novo projeto, irei criar uma página estática com as séries literárias do blog, assim os leitores poderão acompanhar com mais facilidade. Estas páginas estáticas levarão para novas páginas estáticas com os contos ou capítulos de cada projeto. Com isso, trarei para cá também (embora vá manter no site original também, a história de O Legado). Inicialmente, não quis colocá-la aqui no blog por se tratar de uma ficção mais de entretenimento mesmo, e de Literatura Fantástica, que não sabia se seria apreciada aqui no Na Ponta dos Lápis. Mas agora vou juntar tudo em um lugar só, para facilitar a vida das pessoas. Se notarem, no topo, na barra de ferramentas, já há a opção séries literárias. Por enquanto, irão verificar apenas A Sociedade da Rosa; Donatelo, o escritor e Em Aletheia por lá. Em breve, colocarei também O Legado.

Uma outra coisa que anuncio é que coloquei finalmente a barra do Google Friends Connect (acho que é esse o nome) no blog, basta olharem na barra da direita. Assim, quem tiver uma conta google poderá adicionar o Na Ponta dos Lápis e acompanhar as postagens com mais facilidade. Sempre cogitei colocar a barra por aqui, mas achava que os Feeds já eram suficiente. Mudei de idéia, e agora fica aí mais uma opção para o pessoal acompanhar o site. Espero que gostem e que usem, hehe.

Sobre as séries: em breve, colocarei no ar mais um pequeno texto de Em Aletheia, só para reativar a série.
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A Sociedade da Rosa - Série Literária

em 08/12/2010.
| Comentários: (13)
Venho anunciar aqui uma nova série no blog, para diversificar um pouco, uma vez que minhas séries de conto ficaram mais voltadas para o Donatelo. Esse novo projeto me deixou muito animado, acho que vocês irão gostar. Quem achar legal e puder ajudar a divulgar terá meu eterno agradecimento. Também posto para perguntar algumas coisas em relação à própria série. Conversei com algumas pessoas que me sugeriram criar um Hot Site, como em O Legado, para colocar os contos relativos à histórias lá; mas eu, pessoalmente, pensava em postar aqui no blog mesmo, criando uma página estática para as séries literárias (como o Donatelo) onde as pessoas poderiam acompanhar as novidades. Enfim, gostaria de opiniões!

Este texto que coloco agora dá uma espécie de plano de fundo para uma série de contos. Vejam se acham interessante.


A Sociedade da Rosa - Relato primeiro

Muitas vezes algo de extrema importância nos bate à porta, choca-se conosco e altera radicalmente nosso destino sem que tenhamos escolha. Isso aconteceu comigo cinco anos atrás, quando encontrei alguns diários em um antigo sebo de Veneza. O dono não conseguia lê-los e me vendeu bem barato; os livros estavam escritos em português: retratavam a história de vida de um homem chamado Felipe Pereira Meinham, um brasileiro que me deu pistas sobre uma organização extremamente complexa e influente; a Sociedade da Rosa.

Antes de continuar com meus relatos, porém, acho prudente me apresentar. Chamo-me Marcos Costa de Oliveira, sou um historiador com mestrado e doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nunca pensei que me envolveria em algo tão grande como o que estou prestes a relatar, sempre fui um acadêmico centrado, não dado a nenhuma especulação histórica, a nenhuma pesquisa que envolvesse pressupostos nebulosos, sem visíveis bases concretas, mas sinto que, de algum modo, as coisas não poderiam ter acontecido de maneira diferente.

Como já bem lhes relatei, faz cinco anos, deparei-me com alguns diários em Veneza que me abriram os olhos para um mundo novo. De lá para cá, fiz muitas pesquisas, no mundo inteiro e, principalmente, no Brasil, para reconstruir a vida deste misterioso homem chamado Felipe Pereira Meinham – e muitas vezes cheguei a arriscar a minha vida para isso. Infelizmente, devo admitir, fiz descobertas terríveis, coisas que muitos achariam repugnantes – e que a maioria teria dificuldade em acreditar. Conheci uma organização que já atua faz centenas de anos na sociedade ocidental e que, desde o princípio, foi responsável por dar um destino ao mundo, mesmo que tudo parecesse obra do acaso.

Escrevo, a partir do dia de hoje, para transmitir o que descobri a todas as pessoas, escrevo também para impedir que a Verdade – uma vez que a organização me parece quase uma entidade metafísica – possa ser silenciada, para ter certeza de que minha história chegará às mãos de outros, mesmo que algo de terrível aconteça a mim. Sou apenas um mero pesquisador, não sei se tenho as habilidades literárias necessárias, mas tentarei reconstruir tudo aquilo que descobri da vida de Felipe Pereira Meinham para revelar, por meio de sua história, mais detalhes a respeito da Sociedade.

Ass. Marcos Costa de Oliveira
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Donatelo, o escritor: A concisão

em 05/12/2010.
| Comentários: (3)
Faço mais uma postagem do Donatelo aqui no blog, já que notei que o pessoal tem acompanhado, gostado e participado. Este escrevi em no trem de Amsterdã para Bruxelas. Também escrevi um novo projetinho legal que pretendo apresentar durante a semana. Acho que vocês vão gostar, tende a ser mais uma série literária - e talvez eu peça a opinião de vocês para definir alguns detalhes, como onde postar, se aqui no Na Ponta dos Lápis ou em algum hotsite. Enfim, lá vai o conto do Donatelo, gostei muito mesmo deste.


Donatelo, o escritor: A concisão

Papéis a sua frente, caderno, caneta colocada ao lado direito, boas condições de iluminação e uma temperatura extremamente agradável. Donatelo estava preparado, era hora de escrever um pequeno conto. O conforto nos momentos de escrita lhe era fundamental, disso não abria mão. Era capaz de escrever em qualquer lugar, desde que se sentisse confortável. E nem sempre isto podia ser medido pelo espaço da mesa ou da cadeira; era, de fato, uma grandeza subjetiva, somente Donatelo sabia o instante exato em que deveria escrever.

Com a caneta presa sutilmente entre os dedos, pois a escrita, como ele dizia, era uma arte suave e precisa, Donatelo rabiscou seu primeiro período:

“Haroldo era um cientista magnífico que decidira prever todos os acontecimentos futuros através de uma fórmula matemática”.

Após colocar o ponto final, ele se debruçou sobre a escrivaninha e se pôs a pensar, como sempre fazia nos momentos de criação. Definitivamente, tinha um personagem; o período falava muita coisa. Haroldo era um homem, um cientista brilhante que decidira antecipar pela matemática qualquer tipo de acontecimento. Naturalmente, um leitor atento pensaria: é um homem ambicioso, confiante em suas habilidades. A escolha pela fórmula matemática indicaria que ele realmente acredita ser possível obtê-la ou que imagina ter um potencial intelectual tão grande que lhe permitiria alcançar aquilo que é virtualmente impossível. Em ambos os casos, Haroldo perseguiria algo que nunca poderia obter, sofreria naturalmente uma frustração imensa, que só seria agravada com o passar dos anos e das décadas. Não haveria, portanto, caminho possível para Haroldo, ele certamente terminaria sua vida em profunda depressão – ou até mesmo completamente louco. Esse seria o seu fim, acabar internado em algum local, em alguma clínica de tratamento, afastado do mundo, apenas com sua loucura como companheira.

Donatelo, então, levantou-se e fechou seu pequeno caderno de couro, onde costumeiramente escrevia suas histórias, após rascunhá-las em papel. Para ele, não era necessário nada além daquele período; seu conto estava, indubitavelmente, finalizado.
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Poema - Mundo Trem

em 01/12/2010.
| Comentários: (5)
Bom. Certamente inspirado pelas viagens daqui para lá, escrevi este poema. Comecei a rabiscá-lo no trem, indo de Paris para Bruxelas. Hoje, quando cheguei no hotel terminei de escrevê-lo, gostei do resultado, especialmente da sonoridade e do ritmo, e resolvi dividir o poema com o pessoal que acompanha o blog. Espero que gostem!


Mundo trem
O trem produz
um som
contínuo
que as palavras não conseguem descrever.

Ele segue sempre reto,
pelos trilhos.
O passado sempre torna a esquecer.

E assim o trem passa,
sempre e sempre.

Sempre igual,
Sempre em um mesmo destino.

Segue o trem
pelo mundo,
sempre em frente!
E o passageiro segue junto

sem caminho.
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