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Capítulo 10 - Punho Firme (Parte I)

em 12 de jan de 2011.

 Segue mais um pedaço da história de O Legado dos Dragões, que venho colocando aqui no blog. Se você ainda não acompanhou nenhum capítulo, bastas clicar aqui e passar a acompanhar, garanto que não irá se arrepender. Por enquanto, tentarei postar uma nova atualização de 7 em 7 dias ou de 14 em 14 dias, irá depender um pouco do meu tempo, que anda curto. Enfim, espero que gostem de mais esse pedaço. E deixem seus comentários!!

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- Caros nobres e generais, – começou Malenberg enquanto andava pela catedral com as mãos por trás das costas. Cerca de vinte homens dos mais altos postos do governo o escutavam. Naquela noite chuvosa, ele pretendia finalmente convencê-los de que uma retirada seria a medida mais prudente naquela situação; iria fazê-los perceber que uma nação inteira não podia confiar no julgamento de um Rei adoecido, que parecia esperar por um milagre. – Vocês podem notar como nossa situação está complicada. Sabem o quanto aquela raça de criaturas já conquistou, sabem quão profundamente eles já se embrenharam em nossas terras.

Os generais e nobres presentes apenas fitavam Malenberg. Alguns deles, com a mente em um lugar distante, uma vila muito ao sul, após a Cidade de Mármore e o Deserto. Era uma vila antiga e tradicional que fora invadida pelas Criaturas, um lugar de paz, um campo próspero, que vivia de pequenas hortas, arte e artesanato. Malenberg fora o general derrotado naquela batalha e, por pouco, não perecera em combate; muitos, inclusive, consideraram um milagre ele ter sobrevivido.

- Todos sabem as razões pelas quais não informamos sobre a perda da Pequena Vila de Buyl; sabem que Sir Thomas não queria preocupar a sua população inutilmente. Acontece que o momento é sim de preocupação. Os homens estão perdendo suas terras, suas vidas, seus domínios. Se não nos retirarmos logo deste continente, em breve o veremos tomado, veremos nossas mulheres e filhos destroçados nas garras destas criaturas.

A catedral ficou em completo silêncio assim que Malenberg terminou o seu discurso. A única coisa que podia ser ouvida era o barulho da forte chuva que caía do lado de fora, com direito a ocasionais raios e trovoadas. Após alguns segundos, porém, uma mão tímida foi levantada em meio aos nobres presentes.

- O que propõe, então? – perguntou um homem de rosto gordo e traços finos, vestido com uma túnica vermelha; era o filho de um dono de pequenas terras, próximas às grandes montanhas. – Pretende que façamos um apelo imediato e direto ao Rei?

Ao ouvir a pergunta, o general Malenberg fechou a sua expressão e olhou com alguma dureza para cada um dos presentes.

- Apelo ao Rei? Ora... convenhamos... ele nunca escutou vocês, nem nós, sempre governou sozinho. Nunca ninguém reclamou, porque ele parecia sempre certo, sempre tomava a medida mais correta. Mas agora não! Agora ele está doente... senil. Não temos como ter a absoluta certeza de que ele está certo desta vez. Até hoje, o que ele fez? Nada! As criaturas se aproximam, e nós apenas assistimos, apenas esperamos por nossa aniquilação! Isso é absurdo. Temos de nos mover. Se ele nada fará, nós iremos. Temos nossas milícias particulares. Os exércitos do rei estão dispersos, com um comando fraco. Precisamos apenas agir, agir o mais rápido possível

*******************

Anita e Lia arrancavam pela cidade em direção à grande catedral. Na escuridão da noite, apenas dois vultos, quase indetectáveis, podiam ser vistos se movendo habilmente em meio à tempestade. As duas sabiam que precisavam se apressar – e sabiam que tinham de evitar ser avistadas pelos soldados de alguns dos outros generais. O plano era simples: chegar até o conselho e ganhar tempo, até que fosse o momento certo de agir.

Em frente ao portão da catedral, três guardas permaneciam de sentinela. Eram todos homens do general Malenberg, Lia sabia bem disso, conhecia quase todos os integrantes de cada tropa, assim como Anita Nhyria, que achava importante a toda espiã deter este tipo de informação.

As duas se encostaram na parede de uma casa a poucos metros de distância dos guardas, era preciso agir com cautela e precisão.

- Eu vou na frente, você me dá cobertura, como nos velhos tempos. – disse a espiã a Lia, deixando escapar um sorriso sincero, um tipo de sorriso que ela apenas destinava a sua amiga e também comandante. Lia retribuiu com aceno positivo com a cabeça, sabia exatamente o que devia fazer.

Sorrateiramente, Anita saiu de trás da parede e começou a se movimentar na direção dos guardas. Quando estava próxima o suficiente, passou a caminhar a passos regulares, deixando-se ver, como quem passeia tranqüilamente por uma praça.

- Parada aí, Anita! – gritou o líder dos guardas. – O que faz por essa região?

- Vim a mando de minha comandante, Lia Tarathon, ficamos sabendo que há uma reunião secreta acontecendo na catedral.

- Não há nada para ser visto aqui. Dê meia volta e retorne de onde veio. Sou Henri Argor, o chefe da guarda de Malenberg, você me deve obediência.

Anita baixou a cabeça, escondendo o rosto sob o capuz e se virou lentamente, retirando do bolso as mãos, que carregavam dois dardos tranqüilizantes. Em um movimento rápido, deu um giro sobre os calcanhares e atingiu a jugular de Henri com um dos dardos. Um instante depois, o segundo guarda, que estava mais distante, foi atingido nas pernas por uma boleadeira arremessada por Lia e caiu imobilizado. O terceiro chegou a sacar um punhal, já que não teria tempo de puxar a espada, mas teve sua mão segura por Anita, que logo o colocou para dormir, cravando o segundo dardo em seu pescoço.

Com muito cuidado, a espiã deixou os corpos desacordados no chão e, então, deu uma coronhada no guarda que fora imobilizado com a boleadeira. Lia, que neste momento já saíra de seu esconderijo, passou destemida em direção à porta da catedral.

7 Comentários:

Umas Palavras

Passando para deixar o link do meu novo site: Umas Palavras. Há bastante tempo leio aqui e finalemnte me inspirei a tirar meus textos de seus esconderijos...

Anônimo

Olá amigo. Tudo bem.
O link seu, do capitulo cinco, parte um, esta errado, a gente vai ler, ele abre a terceira parte do capitulo quatro. Arrume isso aí para nós. Grato.
Me diz uma coisa, já tem livro seu, sobre esses capitulos. Como esta o andamento dessa publição.
Aguardo.
Daí me avise quando estiver certo o capitulo cinco, parte um.
Aguardo e agradeço.
Rodrigo Kucarz

Smaily Prado

Cara, boa sua história, hein. Cheguei a ler os três primeiros capítulos do seu livro e confesso não ter achado tão interessante que acabei por não ler nenhuma outra história sua, então vi seu post no qual você pergunta se continuaria ou não escrevendo as séries e resolvi dar outra chance às suas histórias e te digo que estou achando muito mais bacana e interessante esta história do Legado E fico me perguntando "Por que é que ele não escreveu um livro dessa história?" Que a mim parece tão mais instigante e desafiadora.

Tenho que dizer que você foi muito bom em escolher nomes para seus personagens do Legado, todos são nomes fortes. Só me incomodou um pouco no começo o fato de todo cavaleiro ser descrito como homem "honrado" e "melhor em batalha" e tals, mas agora estão surgindo outras facetas de alguns personagens.

Bacana, espero que continue escrevendo está história.

Abraço e continue escrevendo!

Leonardo Schabbach

Eventualmente transformarei essa história em livro tb. E você gostar mto dessa história e menos da outra é normal. Elas têm estilos diferentes, de trama e de narração; estilos bem diferentes. Então, dependendo do gosto, pode-se adorar uma e odiar a outra. Essa aqui com certeza é uma história que prenderá e atrairá mais gente.

Isie Fernandes

Oi, Leo, finalmente colocou as mulheres em ação, hã? Ficou muito boa essa parte.

Eu também gosto mais do Legado, mas O Código dos Cavaleiros tem seu valor. ;)

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