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O perigo dos brinquedos: o "Jogo da Vida"

em 10 de jan de 2011.

A postagem de hoje ficará um pouco fora do campo da literatura. Retomo aqui, de alguma forma, parte dos estudos feitos em Notas sobre a ficção. Entretanto, desta vez, quero falar sobre um jogo em específico. Faz uns dias atrás, um amigo comentou sobre o "Jogo da Vida', um jogo de tabuleiro muito comum aqui no Brasil e também no mundo. O comentário dele foi sobre algo que eu também já havia notado, escrito em um antigo caderno e esquecido de publicar. Vai mais ou menos ao encontro das críticas que fiz, uma vez que o processo ideológico do filme me impressionou, ao Bee Movie.

A influência dos brinquedos e dos jogos sobre as crianças e, naturalmente, na formação do intelecto adulto já não é novidade. É através dos brinquedos que aprendemos, de algum modo, nossas funções sociais, como o menino que brinca de soldado, pratica esportes, e a menina que brinca de casinha, cuida da boneca e etc... Este assunto, inclusive, foi extremamente bem abordado por Roland Barthes, em seu livro Mitologias. Para quem quiser pesquisar mais, vale checar.

Como falei, a postagem hoje é só para colocar o questionamento a respeito de o "Jogo da Vida". Para quem não conhece, trata-se de um jogo de tabuleiro, onde, após percorrem um determinado percurso, vê-se qual o jogador que terminou a partida com mais dinheiro para se saber quem é o vencedor. Vejam só, logo de cara, que problema. O nome é "Jogo da Vida", ou seja, pretende-se com ele simular o que seria, em alguma âmbito, a realidade. E o que mede, então, o sucesso de alguém? O que deve ser a coisa fundamental para que se possa dizer ser um vencedor? O dinheiro.

Até aí, temos um problema, mas talvez não um problema tão grande; afinal, alguns podem alegar que, de fato, é preciso, para se tornar uma pessoa de sucesso, obter dinheiro, quanto mais melhor. Tudo bem, é uma das milhares de noções que se pode ter de sucesso, mas, até um certo limite, aceitável.

O problema é que o jogo vai além. Não sei como é a versão nova, mas era assim na época em que eu jogava, pelo menos. Conforme se anda pelo tabuleiro, é possível cair em casas que dizem "Seu filho nasceu, receba os presentes". Ou, "Você se casou". Deste modo, pode-se chegar ao final do jogo com uma esposa e alguns filhos. E aí vem mais um problema. Para que você possa ganhar, possa alcançar aquele dinheirinho a mais que o colocará na frente de um de seus adversários, você pode vender seus filhos e sua esposa (marido). Deste modo, você ganhará um dinheiro extra e pode, então, tornar-se o grande vencedor.

Sei que pode parecer exagero, afinal, é só um jogo. Mas, de uma maneira geral, a mensagem que é passada para a criança, mesmo que ela não note (e mesmo que os próprios criadores não tenham notado, nem os pais), é que no "Jogo da Vida" pode e deve-se fazer de tudo para se conquistar mais riqueza, para se obter mais dinheiro. É claro que tudo acontece de uma maneira bem suave, é difícil precisar se há de fato influência, muito ou pouca, mas em algum grau, haverá. E, junto de outros produtos ficcionais - como séries, filmes e etc... -, além de outros jogos, vai se modelando uma espécie de maneira de pensar social, que impulsionará os indivíduos a agirem de determinada maneira.

Há outros elementos significantes no jogo também. O fato de ser mais importante receber os presentes do que ter o filho (novamente a valorização do dinheiro), por exemplo. Além disso, logo nas casas iniciais, há uma série de casas que indicarão qual profissão você terá no jogo. As diferentes profissões dão salários diferentes, logo começa-se a valorizar as que pagam melhor. De uma maneira ou de outra, acaba-se reforçando ali qual o tipo de profissão ideal. No jogo, ao menos na minha época, todos queriam ser médicos, era o que ganhava mais, depois acho que vinha advogado. Os acadêmicos e professores recebiam quase nada (o que de algum modo reflete a própria sociedade). Assim, a criança já vai aprendendo qual profissão deve seguir, quais profissões deve valorizar e etc...

Enfim, este é só um texto para que pensemos com mais carinho nos jogos e programas de TV. Nem sempre tudo é simples como parece.

21 Comentários:

Leo Meirelles

Isso é algo que eu já tinha observado tb mas nunca tinha parado para analisar mais profundamente até há pouco tempo, antes de eu comentar ctg, qnd um professor mostrou uma propaganda do McDonald's visualmente linda focada no publico infantil, mas com uma mensagem meio assustadora, algo como "Felicidade é uma dádiva/presente. E está dentro desta caixa (do Mc Lanche Feliz)". Se eu achar o video, posto aqui o link. A partir deste video, surgiram alguns exemplos, entre eles o Jogo da Vida. Acho que nós, como produtores de conteúdo, seja escrito ou visual, devemos sempre pensar nos valores q aquilo pode passar para a sociedade, principalmente qnd se cria algo voltado para o público infato-juvenil.

Leonardo Schabbach

Depois lê esse texto meu sobre o Bee Movie. É bem assustador se você parar para prestar atenção de fato na mensagem do filme.

carlos

A mensagem do filme Bee Movie é que no mundo todos têm uma função e são importantes, mesmo as mais simples. Exploração é outra coisa: é consequencia de uma sociedade injusta e desorganizada. As abelhas operárias não são exploradas, pertencem a uma sociedade perfeita, como já foi comprovado cientificamente. E esta sociedade perfeita está sendo extinta pela nossa sociedade desorganizada.
O "Jogo da Vida" representa o compórtamento da nossa sociedade: injusta, mercenária, individualista. Vender os filhos é metáfora dos pais que não investem em sua educação e os condenam a exploração cultural e financeira no seu mais baixo nível.
Não devemos criticar o filme, o brinquedo, e sim transformar a nossa sociedade; consequentemente não haverá estes tipos de filmes nem de brinquedos. Criticar é mais fácil, não é?
Os políticos legislam em beneficio próprio e de seus patrocinadores. A cadeia exploratória do individuo pelo individuo começa aí!

Leonardo Schabbach

Depois dá uma lida no artigo sobre o Bee Movie, se faz parecer que a mensagem é que até o trabalho mais simples é importante, mas não é bem isso (mesmo que os autores não tenham visto o que fizeram). A sociedade das abelhas pode ser perfeita, mas o filme não fala da sociedade das abelhas, fala dela em relação a nossa.

Vou escrever mais ou menos o que está no artigo. No início, a abelha principal do filme percebe que aquilo que está sendo produzido pelas abelhas, operárias portanto, está sendo apropriado pelo homem que lucra com isso. Isso é uma crítica clássica dos marxistas ao capitalismo. O operário produz o produto, mas depois é alienado dele, o produto e os lucros ficam com uma minoria que retira isso deles.

Portanto, até essa parte o filme era bem uma crítica marxista mesmo a uma teórica exploração do trabalho das abelhas. Elas produzem o mel e nós roubamos. Só que há uma reviravolta em que, as abelhas, ao receberem o mel de volta se tornam preguiçosas e o mundo corre o risco de morrer por falta de polinização. Ou seja, ao devolvermos para as abelhas, exploradas, aquilo que tiramos delas e delas pertenceria, o mundo corre o risco de acabar. Ou seja, passa-se a idéia de que o processo natural tem que ser o de uns produzirem para que os outros se apropriem deste trabalho.

Enfim, no artigo explico melhor. Mas, com intenção ou não, a história claramente crítica a crítica que o marxismo faz ao mundo capitalista. O filme naturaliza a exploração das abelhas pelo homem (que claramente é do operário pelos donos das fábricas e empresas). Passa-se a idéia no final de que se não houver esses operários fazendo este trabalho simples e não houver quem TIRE deles o que eles produziram, o sistema não funcionará.

Já o Jogo da Vida, é isso mesmo. Ele deixa evidente um problema, mas isso para nós que pensamos criticamente. Porém, a criança não verá assim. Para a criança, aquilo é um jogo, é diversão, e representa a Vida. Ou seja, os parâmetros para vencer no jogo são os mesmos de os de vencer na vida. E é aí que mora o problema.

Você diz, temos que mudar o mundo primeiro e não haverá mais jogos assim. Exato. Mas para que se mude o mundo é preciso olhar também para esses jogos e para os produtos ficcionais (como filmes), pois são esses tipos de produtos, com o qual temos contato desde pequenos, que fazem com que as pessoas achem NATURAL o mundo desigual em que vivemos. Ou seja, para mudar o mundo precisamos também olhar para estes produtos, pois são eles que ajudam a moldar a maneira de pensar da sociedade. Logo, as mudanças devem começar por aí também, e não só no âmbito político.

marcos nunes

Enfim, globalizando Bee e Life temos a moral la fontaineana: "O capitalismo é o fim do mundo".

Não é brincadeira.

Tanto o filme B quanto o jogo trabalham para PERVERTER A RAZÃO E INTROJETAR A LÓGICA DA EXPLORAÇÃO, sob o ditame do supremo valor, o dinheiro, em torno do qual gravitam os interesses humanos, QUE LHE SERVEM.

O darwinismo social desse povo deve estar fazendo Darwin arrancar as barbas da caveira em seu túmulo.

Surpresa? Nenhuma, né.

Leonardo Schabbach

O que o Marcos falou é o que eu tentava explicar. O Bee Movie claramente tenta naturalizar (com a intenção dos autores de terem feito isso ou não, afinal é bem possível que eles não tenham notado o que fizeram) a exploração. O filme passa uma mensagem clara de que se aqueles abelhas receberem de volta o que foi lhes dado, o mundo acaba. Há inclusive uma frase, dita pelo advogado de defesa da raça humana após perder a causa para as abelhas e ter de devolver o meu. Ele diz algo como: "Você irá se arrepender. Não se pode mudar a ordem natural das coisas". Veja bem, ordem natural. Depois o filme corrobora com esta frase, indicando que realmente aquela exploração era o natural e necessário. Achei terrível isso, especialmente por ser um filme para crianças.

O jogo da vida segue mais ou menos o mesmo esquema.

Talita Guimarães

Olá,

já tinha lido o artigo sobre o filme e achei muito válida a discussão, já que sendo um filme direcionado para crianças até mesmo a sutileza com que esse tipo de pensamento é abordado colabora para sua legitimação - no próprio seio da família, a criança pode estar sujeita a ouvir comentários que remetem a mensagem do filme e para reproduzir a ideia é um pulo.

Quanto ao jogo, as frases de cada casa parecem testar os valores dos jogadores no lugar de ensiná-los a pensar eticamente. Certamente, o fabricante indica a faixa etária para os jogadores, mas isso não dá nenhuma garantia de que crianças de idade não indicada tenham acesso ao jogo ou que mesmo os jogadores da idade recomendada sejam capazes de pensar a proposta adequadamente.

Se o tabuleiro apresenta situações da realidade, ainda que reprováveis, talvez o grande lance seja utilizar o jogo a fim de debater os caminhos para se alcançar o "sucesso", lembrando que as oportunidades que surgirem exigem reflexão e todo um pensamento quanto a conduta ética que se deve adotar.

Falando assim, parece simples resolver, mas sabemos que a família e a escola não tem desempenhado suas funções de formar sujeitos críticos com êxito. Então, como podemos levar essa discussão adiante fazendo um alerta quanto as mensagens contidas nos produtos direcionados às crianças?

Ótima postagem, Léo! Vale a discussão.

abraços!

Leonardo Schabbach

Legal, Talita.

E é um problema sério mesmo. Pois são coisas que estão tão cotidianizadas, os jogos, filmes e etc... que maioria das vezes é difícil notar como, em conjunto, esses produtos tendem a construir cenários em que se reafirme o status atual da sociedade.

marcos nunes

Sobre "é bem possível que eles não tenham notado o que fizeram" - não acredite nisso. Todo subproduto hollywoodiano reza da cartilha ideológica do liberalismo econômico como único sistema capaz da atender e entender as potencialidades humanas. Lembre-se: quantos filmes hollywoodianos não começam pondo em dúvida a lógica dominante através de personagens "disfuncionais", para, no final, voltar ao seio da normalidade? Lembro-me agora precisamente de um, "Garota, Interrompida", com Winona Ryder e Angelina Jolie (ok, admito, fui ver o filme só por causa das duas), em que ambas sofrem as consequências de contestar os valores sociais e do aparato médico-psiquiátrico, mas no final Winona agradece ao tal aparato e volta ao seio na sociedade saudável, sob o olhar "carinhoso" da psiquiatra Whoopi Goldberg, depois de ter sorvido tantas centenas de pílulas de varias cores. Hollywood é um aparelho ideológico do mundo corporativo, que é o nome correto do Estado modelo american dream/way of life.

carlos

O filme Bee Movie não foi feito para crianças (especialmente)- assim como diversos contos de fadas - tanto é que nós, adultos, o estamos discutindo.
A ordem natural do mundo moderno é sim uns produzem e outros consomem. E o sistema seria bom se o processo fosse justo: preços, salários, impostos, taxas, juros...
E se as abelhas pararem de produzir mel ( os operários pararem de produzir - greve geral- )seria o caos.

Leonardo Schabbach

Mas é difícil imaginar Marcos, que faça-se isso premeditadamente. Acontece que lá em Holywood a própria ideologia capitalista já é muito dominante, então os próprios autores acharão normal e natural o que estão escrevendo, porque eles mesmo estão tão dentro daquela ideologia que a vêem assim. Pelo menos eu acho.

Agora, é claro que há o bloqueio de muitos filmes que possam trazer críticas perigosas. Tal bloqueio vindo especialmente de produtores e das empresas que financiam os filmes. Afinal, são eles que decidem ou não o que será filmado e colocado à disposição. Então, creio que os autores mesmo não tenham isso na cabeça, a questão é que os filmes mais reflexivos é que tendem a ter menos recursos, deixando disponíveis aquele de caráter ideológico mais parecido com o americano, naturalmente.

O Bee Movie é um filme para criança, assim como os contos de fadas (da Disney). Antigamente, os contos de fadas como foram escritos, aí pode ser diferente. Mas os filmados são para criança, assim como Bee Movie. Nós adultos (nem todos) discutimos, porque, tendo assistido ao filme, somos capazes de produzir uma reflexão sobre ele. Já as crianças, em geral, não possuem tanto esta capacidade, por isso o perigo desses produtos na formação da consciência de uma sociedade.

marcos nunes

"Mas é difícil imaginar Marcos, que faça-se isso premeditadamente" - o difícil é imaginar que não o façam; afinal, são não mais que uma engrenagem ideológica corporativa.

"O sistema seria bom se o processo fosse justo" - ah, tá, mas INJUSTIÇA é a marca do motor desse sistema - sem mais-valia não se extirpa o lucro e sem o lucro exorbitante o sistema não gira, daí a opressão contra maioria, daí a greve geral contra o caos contra a maioria e o paraíso para a minoria.

Bruna Maria

Olá, Leonardo!
É bem interessante levantar essa discussão. Aparentemente, são circunstâncias muito simples - como um jogo - mas que têm sua carga de ideologia sim.
Eu lembro desse "Jogo da vida", principalmente a parte da definição das carreiras, na qual magistério tinha um dos piores salários - senão o pior. Vida real, fora do tabuleiro também. De qualquer modo, isso não me impediu de me formar justo na carreira de salário menos privilegiado, rs.

Abç!!

carlos

"O Bee Movie é um filme para crianças, assim..."
Santa ingenuidade! Desculpe, Leo, não pude me conter.
"... e sem o lucro exorbitante o sistema não gira,..." Taí a essência do filme Bee Movie, Marcos.
E gira sim. Países altamente civilizados: Noruega, Dinamarca, Suíça, Japão, ... estão chegando lá.

Leonardo Schabbach

Você pode até dizer que o filme não é infantil, pois estaria intelectualmente num nível superior (e eu não concordo com isso, para mim o filme é muito ruim), mas é um fato que o filme é para crianças. Não por causa necessariamente do conteúdo, porém pelo fato de que ele foi comercializado desta maneira, voltado para o público infantil. A maioria das pessoas que viu o filme nos cinemas era criança. Hoje os pais compram o dvd do filme para seus filhos. Ou seja, o fato é, quem mais assiste a esse filmes são as crianças, portanto é com a percepção delas em relação ao filme que precisamos nos preocupar.

Não importa se você acha que o filme mereça ou deva ser visto por pessoas mais velhas, não foi assim que ele foi promovido, logo, não foi assim que ele foi consumido, essa é a realidade.

O Japão está longe de "chegar lá", é um dos países com custo de vida maior do mundo e está com sérios problemas de o que fazer com tanta gente em um mesmo lugar. Os outros países que você citou possuem uma concentração demográfica muito pequena e, somente por isso, têm a capacidade de dar a assistência de que toda sua população necessita.

Eu concordo com você no ponto de que a única saída é procurar um capitalismo mais sustentável, que dê condições mais iguais a todos e que também não esgote os recursos naturais. Entretanto, o discurso de jogos como o "Jogo da Vida" e filmes como "Bee Movie" vão exatamente pelo caminho contrário.

A única coisa que pode salvar o "Bee Movie" é vê-lo, até por causa da participação do Seinfeld, que é comediante e costuma criticar algumas coisas (embora também fale muita besteira), como uma sátira. Entretanto, por mais que a intenção tenha sido satirizar - o que é bem provável pelo tom ultra-capitalista, com algumas frases bizarras até - é o modo como o filme foi promovido, voltando-se para as crianças, o que acabará tirando sua capacidade de satirizar, gerando na realidade um processo alienante, como eu falei no artigo.

Leo Meirelles

Achar que só porque o filme pode ser mais maduro (o que Bee Movie não é para mim) ele não é para criança é estranho. Fui ver no cinema duas vezes, por motivos de estudo e análise, e nas duas a maioria das pessoas na sala eram crianças. Praticamente todas as animações ocidentais atingem fortemente o público infantil, por mais que atinja também os outros segmentos. É ingenuidade achar que as crianças não verão o filme.
E o papo de primeiro mudar a sociedade ao invés de criticar jogos e filmes para mim não cola. Como se muda a sociedade criando pessoas que acham a sociedade atual justa e normal? Se alguém tem mais chance de mudar a sociedade, são as futuras gerações, e nós que queremos isso devemos prestar atenção em como essa geração está sendo educada e influenciada.

carlos

Eu não afirmei que o filme Bee Movie não é para crianças; usei a palavra "especialmente" , como vocês podem verificar no meu primeiro comentário.
O que eu quero dizer é que o Bee Movie é um filme infantil com tema adulto ou adulto com roupagem infantil; pais e filhos vão assisti-lo e saem satisfeitos, cada qual com a sua visão.
Leo, futura geração somos nós, que estamos ativos decidindo a sociedade; como já o foram nossos pais que pouco fizeram; como serão nossos filhos que espero façam o que deixamos de fazer.

marcos nunes

Especificamente sobre a Suiça, vale ler "A Suiça lava mais branco", sobre a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no país, aliás conhecido como useiro e vezeiro do dinheiro sujo internacional. Capitalismo sustentável? Ah, tá bom. O capitalismo se sustenta do jeito que está aí: ceifando vidas humanas, animais, vegetais, esgotando recursos naturais, fósseis, o diabo. Como amanhã estaremos todos mortos, por que não né?

Leonardo Schabbach

Hehehe, Marcos, eu esperava já essa reação sua, já conhecendo a maneira de pensar, hehe. Mas é que, por mais que goste da idéia de um sistema mais igualitário, não consigo ver como o comunismo por exemplo poderia se colocar de maneira mundial. Houve duas grandes tentativas, que falharam, devido à corrupção, sede por poder e etc... Acho praticamente impossível uma mudança mundial neste sentido. E se algum país se posicionar desta maneira, sofrerá bloqueios e terá problemas graves para se manter.

Infelizmente, na falta de uma opção melhor, temos de fazer o máximo para que as pessoas se conscientizem e resolvam ajudar um pouco mais os outros e o mundo, num capitalismo mais sustentável.

marcos nunes

O tal "socialismo real" era constituído, desde o começo, por elites que, no poder, reorganizaram suas sociedades na forma de um complexo burocrático-militar. A bandeira vermelha servia de álibi, em paralelo a algumas ações de caráter social que, importantes, "justificaram" o sistema e a crença no desdobramento das "revoluções".

Como o capitalismo de comprova insustentável, há de se criar um novo modelo de relacionamento interssocial para eliminar a crença insana no mercado e o bastião do individualismo beeligerante, que não considera imoral sequer vender os próprios filhos, desde que se atinja o sucesso, como no tal joguinho da morte intelectual.

Mas não é para nós, só para os nossos bisnetos. Façamos, então, filhos!

Sybylla

Eu joguei muito O Jogo da Vida na infância e como não concordava com algumas passagens dele, eu e meus amigos adaptávamos as regras para parecer mais plausível.

Realmente, é um tipo de mensagem que talvez os idealizadores do jogo não tenham percebido. É importante, nesses casos, sempre informar às crianças que têm iddade para jogar de que se trata de um jogo apenas. Quando tudo é bem explicado, elas entendem. Sabem abstrair.

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