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Autobiografia de um poema

em 3 de fev de 2011.

Faz algum tempo que não posto poemas meus por aqui. Ontem, revisando algumas pastas aqui no meu computador, encontrei alguns que nunca tinha postado no blog ou sequer mostrado. Achei esse bem legal, irreverente, diferente e resolvi colocar aqui. Não tem sido tão fácil de fazer postagens com textos meus, já que não tenho produzido tanto assim; as últimas semanas têm sido bem cheias, especialmente com a fase final do mestrado.




Autobiografia de um poema

Sou alegre e sou triste
e vivo tudo ao mesmo tempo.
Sou aquele que existe,
vivo parado e em movimento.

Sou apenas por ser.
E não tenho a necessidade de estar.
Sou aquele que é
enquanto não sou
em cada lugar.

Alguns me chamam poema
outros me chamam paradoxo.
Sou aquele que blasfema
e, ao mesmo tempo, sou devoto.

8 Comentários:

marcos nunes

Biografia de um poeta

Esteve lá, mas se esqueceu
tonto por uma palavra, que perdeu
- "Este mundo é por demais espesso;
eis porque, tudo que escrevo, esqueço!"

Foi visto no centro da cidade, a perambular
Interrompido, disse que preferia flanar
a ter a mão presa por um poema ruim
como um escultor a talhar um serafim

Mormente para um anônimo, é lembrado
pelo pouco que deixou, escrito e passado
testamento de poucos bens, sem fortuna
sua morte, diria, é seu passeio de escuna

Alguém que a isso se dedicou, operoso
escreveu seu necrológio, pesaroso
Kadish para um ateu sem tumba
que à oração, preferia uma rumba!

Hoje nos lembramos dessa obra, a poesia
como de qualquer conversa a que não se fia
Melhor esquecer, como o poeta finado:
"Não há sonho que resista a um feriado!"

Marcos Reis

Para mim o que faz de um poema bacana é a mensagem que ele traz, por isto é díficil categorizar um poema em bom ou ruim, pois, depende do repertório e do gosto de quem está a lê-lo, no entanto, este poema, tem algo que vai além do seu contéudo - ou seja, as palavras por trás das palavras - porque ele possui um ritmo, até meio que sincopado. O poema adquire um caráter metafísico porque se você ler em voz alta percebe - pelo menos para mim - que a melodia gerada pelo som do poema, faz com que você leia inúmeras vezes o texto. Acho que isso ocorre pela estrutura em que ele foi construído, que por sinal é muito interessante. Aliás, quando escrevemos algo, muitas vezes é uma catarse, as palavras possuem vida própria e fluem sem que estabelecemos uma forma para posteriormente preencher com o conteúdo. Léo, como se dá o seu processo de criação - de poemas, em específico. Você pensa na estrutura das estrofes? Na métrica? Como ocorre para você o fazer poético?

Grande Abraço

Leonardo Schabbach

Cara, bem difícil de responder a essa pergunta. Existem alguns casos em que eu penso na métrica, quando digo, por exemplo, que farei um soneto. Mas no geral, não tem muito sistema, a forma que vou usar o poema meio que surge naturalmente. De uma maneira geral, ou parte de um conceito que eu tenho, uma idéia que queira defender e se transforma em poema - ou então de um sentimento, algum incômodo, que também são transformados em versos. É difícil precisar.

E mesmo quando já tenho algum conceito, o poema transforma em algo levemente diferente, mas sempre satisfatório.

Leonardo Schabbach

Sybylla, como falei, encontrei alguns. Então, vou dar uma olhadinha pra ver se gosto de algum outro e publico por aqui =)

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