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Quatro poemas na madrugada

em 10 de fev de 2011.

Tenho algumas matérias que gostaria de colocar no blog. Estou para terminar umas entrevistas para colocar aqui, já que sei que vocês gostam de acompanhar - e tem também alguns projetos interessantes a respeito de literatura. Essas semanas têm sido cheias para mim, por isso não coloquei ainda estas matérias no ar. Por enquanto, coloco os textos que produzo ou que encontro por aí. Esses quatro poemas abaixo têm uma história interessante. Eu normalmente demoro muito para escrever um poema; revejo, releio, penso muito nas frases quando estou montando, é um processo bom, mas não tão rápido. Nesses dias, acabei por mudar um pouco meu processo. Me deu uma vontade grande de escrever poemas, coisa que não fazia tinha um tempo por causa das minhas tarefas, e então acabei escrevendo quatro de uma vez, durante uma madrugada. Eles acabaram até com um tom mais pessoal do que eu costumo dar, por isso até fiquei meio com pé atrás de mostrar (até porque, por ter feito eles rapidamente, não sabia se teriam qualidade ou não). Mas fui convencido a postá-los, e cá eles estão. Espero que gostem!


Tempo

O tempo, hoje, se resume pelo cansaço.
O tempo, hoje, é marcado pelos passos.
O tempo, hoje, não tem finalidade.
É tão somente um ato de bondade,
que indica,
piedoso,
o final de mais um dia.

Repouso.

O tempo, às vezes, pode ser bom.
O tempo, às vezes, pode ser amigo.
O tempo, às vezes, cria juízo
e, de tempo em tempo, nos faz um alerta:

Hoje é o dia em que eu vivo!


Agonia

O coração sente,
de quando em quando,
uma falta.
E uma agonia acomete o meu ser.

O coração briga,
uma briga brigada,
e o corpo se ressente:
não é possível vencer!

E o coração mente,
e a mente,
dopada,
se sente,
entorpecida,
e tenta esquecer.

Mas o coração volta
para aquela mesma estrada,
rua sem saída,
noite sem amanhecer


Destino

A serenidade da espera
é a única coisa que acalma.
A serenidade da espera
é a janela da alma.

Serenidade é paz,
momento indescritível,

Estar sereno é enxergar o invisível.


Angústia

Sinto o peso do mundo,
o peso das escolhas,
o peso do tudo.

A vivência é tão complicada,
tão cheia de nomes,
de regras,
de medos.

Viver é andar tropêgo,
tateando o mundo,
perdido no escuro.

A vida é um lugar inseguro
e não nos dá nada além de opções.

Viver é tomar decisões,
que não parecem certas
e que não soam erradas.

A vida é uma encruzilhada.
E difícil é escolher um caminho.

10 Comentários:

Gabriel S. Schneider

O tempo, na física, é "apenas" uma unidade de medida. O "apenas" não sentido de se desprezar sua importância mas no sentido de enfatizá-la. A unidade tempo é fundamental desde os estudos da mecânica básica até o estudo da física contemporânea... Como a conhecida frase relativistica - O tempo é relativo. Gostei do poema tempo que tu o reflete em duas linhas - pelo meu entendimento. A primeira quando cita que hoje o tempo se resume pelo cansaço. Nesse ponto podemos falar de todas as questões de um mundo contemporâneo em contraste conosco, seres finitos que buscamos incessantemente o a informação e o conhecimento. O segundo ponto que me chamou a atenção é a questão filosófica do tempo - O tempo, às vezes, pode ser bom. Quanto a isso uma piada: No mundo tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do banheiro você está.
hehehe abração

Sybylla

É possível fazer um romance em dez volumes só sobre o tempo e ainda assim não teremos uma definição. Cada vez mais o tempo se acelera, efeitos de uma globalização onde tudo tem que ser rápido. Mas a intensidade de muitos fenômenos e sentimentos só nos marcam quando duram mais que um simples clique na tela do computador.

Leonardo Schabbach

Legal as colocações sobre o tempo. E sim, é uma das questões sobre a qual eu mais me debruço, e tenho vários poemas sobre isso. Vivemos um período de um tempo acelerado mesmo. A relação com ele se torna cada vez mais complicada, hehehe.

Sempre quis escrever um poema sobre "Pressa", mas nunca consegui colocar nada sobre isso descentemente no papel.

marcos nunes

Um poema à tarde

No fundo, no fundo, só morrem os peixes
na Baía de Guanabara; de onde miro, o sol
transforma a superfície numa lâmina
de alumínio, onde poderíamos patinar
como em uma camada de gelo, sobre todo lixo
sobre toda e qualquer ideia de que o tempo
é o habitat natural das coisas, como se o mundo
tivesse lá suas medidas, a favor ou contra nós
supérfluas de todo - nos bastamos a nós mesmos
como amigos e inimigos, abraçados ou em luta
a tentar fugir à morte, pesadelo do caos
nesse silêncio que, de repente, toma conta
desse tarde. Talvez essa seja a única
propriedade do tempo: fazer com que a imaginação
trabalhe e o crie, vertigem de nossas angústias
temores de nossos destinos.

C.Antonholi

gostei muito...visite meus blogs tb:

www.micropoetricidade.blogspot.com
www.sonetricidade.blogspot.com
www.microcontos180.blogspot.com
www.frestadajanela.wordpress.com

abraço
Carlos

Isie Fernandes

Nossa, Leo, eu amo poesia, mas, infelizmente, são poucos os poetas que conseguem me causar o que sinto quando leio você. São quatro poemas diferentes, que possuem certa ligação e nos fazem pensar, até mesmo, sentir o que você quis passar, já que todos "viajamos nesse trem" - recordando um dos temas anteriores.

Amei esses quatro poemas e adoraria ler uma coletânea sua. Será que algum dia você nos dará esse privilégio?

Parabéns!

Poesia Cibernetica

Muito bom o blog, hein?
Queria saber se há um forum so de concursos literários?

Abraços

Leonardo Schabbach

Não conheço nenhum fórum voltado apenas para concursos literários, não. Se souber de algum, avise!

E que bom que gostou do blog!

geovana

Que Tua Alma Dançe
que teu sorisso eternize
Que suas mãos brinque
Que seus pés te leve...
Que a boca te beije como a lua eo o so, no eclipse.
Que a musica seja verdadeira e o amor dure.
Que a paixão permaneça como concreto na construção.
Que a saudade seja pó e a emoção esteja viva.
Viva como o que sinto por voçê.
Geovana Maria Oliveira

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