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[Resenha] A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr

em 17 de fev de 2011.

Após postar aqui um pouco sobre o autor e sua história (confiram a matéria e entrevista), pretendo agora falar sobre a sua obra: A Batalha do Apocalipse. Aviso também que, ao final da postagem, vocês leitores poderão concorrer a dois exemplares autografados do livro (cortesia da @Editora_Record e da @Verus_Editora) ; portanto, chequem o regulamento e participem.

A Batalha do Apocalipse é um livro que eu chamaria de bem peculiar no mercado brasileiro. Com exceção de uns poucos autores, a literatura fantástica nacional ainda não é muito valorizada, embora a literatura fantástica "importada" sempre figure entre os livros mais vendidos no país. Ou seja, se é um gênero que tem tanta abertura assim, por que não apostar em autores brasileiros também? Este livro mostra que isso é possível, e que é possível também obter um enorme retorno.

Porém, o fato é que ainda não se aposta nos autores daqui. Tanto que o Eduardo Spohr (@eduardospohr), como visto na entrevista anterior, precisou fazer muito sucesso primeiro de forma independente para então entrar de vez no mercado - no caso, ele foi contratado por um selo da Editora Record (@editora_record), que recentemente criou selos bem voltados para livros YA (Young Adults) e de literatura fantástica; vamos torcer para que eles apóiem mais autores do país também, além dos estrangeiros já consagrados.

Neste seu primeiro livro, Eduardo Spohr traz uma obra muito interessante de literatura fantástica, que utiliza também muitos elementos bíblicos, algo que certamente tem a ver com a própria cultura brasileira, muito voltada para o religioso. A obra, claro, é de pura ficção, mas contém uma pesquisa geográfica e histórica muito interessante. A descrição dos diversos locais do mundo (o que inclui também o Brasil, especialmente o Rio de Janeiro) é bem precisa, assim como a de alguns costumes. Isso já traz um charme ao livro, uma vez que há um público muito interessado nestes aspectos mais de pesquisa. E há também muita história, tendo em vista que o personagem principal, Ablon, por ser um anjo renegado (expulso do céu, para resumir, por não se curvar diante da tirania de Miguel e de Lúcifer; e por querer proteger os seres humanos) já vive na terra por milhares de anos. Deste modo, até por causa da opção de Eduardo Spohr por uma narrativa não linear, A Batalha do Apocalipse nos leva a um passeio por muitos períodos históricos, como a China antiga, Roma e até mesmo uma versão própria da história da Torre de Babel. E tudo isso, naturalmente, torna o livro ainda mais rico e envolvente.

Durante a obra, há também variação entre a primeira e terceira pessoa. Para que se entre com mais detalhes na psique de Ablon, segundo palavras do próprio autor, opta-se por narrar alguns acontecimentos de seu ponto de vista. Em outros momentos, a narração é a clássica em terceira pessoa - que eu, particularmente, aprecio mais. Entretanto, é necessário ressaltar, eu gostei da narração em primeira pessoa executada pelo Eduardo, e isso não é uma coisa assim tão fácil de acontecer.

De uma maneira geral, o livro transcorre num ritmo fragmentado, com muitos flashbacks e idas-e-vindas no tempo. A narrativa, bem simples e seca, lembrou-me a de roteiros de cinema, o que é uma característica bem crescente da literatura pós-moderna. Logo, somando-se a estrutura fragmentada a uma narrativa com muitas descrições dos aspectos físicos (ambiente) que envolvem a trama e das ações dos personagens, tem-se um efeito bem imagético, que é muito apreciado por boa parte dos leitores contemporâneos. Ainda assim, acho que a narrativa, em um ponto ou outro, poderia ser melhorada, principalmente em algumas cenas de batalha; mas, tenho de ser sincero, tenho certeza de que essas cenas irão agradar muito aos leitores, são pontos fortes do livro, embora ainda possam passar por um polimento aqui e ali.

Em resumo, digo que esta é uma obra muito boa de literatura fantástica, que pode facilmente brigar por seu espaço no mercado (e está conseguindo fazer isso com muito sucesso). O livro tem uma trama muito legal - embora eu não tenha entrado em tantos detalhes aqui, para não dar informações que eu não deveria a quem ainda não leu -, e uma forma de contar a história bem envolvente. É certamente uma obra a ser lida por quem gosta do gênero.

No mais, espero pelo próximo livro do Eduardo, que, pelo que sei, não está tão longe assim de ficar pronto!


ENTREVISTA E SORTEIO

Vocês podem conferir abaixo uma nova entrevista com o autor, agora mais voltada para a obra. Além disso, quem quiser concorrer a dois exemplares do livro precisará fazer TODAS as etapas seguintes:

- Seguir o blog na nova ferramenta do google colocada na barra lateral (eu achei que o número de seguidores alí subiria rapidamente e alcançaria o número de leitores de feed; mas ainda está muito longe disso, por isso a exigência, hehe).

- Deixar seu comentário na postagem (afinal, isso é legal para o autor e também servirá para que eu confira se a pessoa segue o blog ou não; logo, postem com suas contas google)

- Tuitar a seguinte mensagem: #promoção Concorra a um exemplar autografado de A Batalha do Apocalipse, do @eduardospohr, no blog do @leoschabbach - http://migre.me/3TI5s (vocês podem tuitar a mensagem ao menos uma vez por dia)


*A promoção será válida até a quinta que vem (24/02/2001). Se eu não tiver tempo, poderá ser alongada até a semana seguinte


ENTREVISTA COM EDUARDO SPOHR

O seu livro percorre diversos lugares e também momentos históricos, descrevendo-os com grande precisão. Isso indica que houve uma grande pesquisa para criar a história. Você pode nos contar um pouco sobre como foi essa pesquisa? E quanto tempo durou?

R: A pesquisa foi longa e curta ao mesmo tempo. Curta, porque não pesquisei muito para o livro em si, mas longa porque vinha estudando sobre os temas que desejava abordar durante toda a minha vida. Aí ficou bem mais fácil: eram assuntos de que eu gostava.


De onde veio a idéia para o tema do livro? Houve alguma inspiração nos mundos do RPG para a construção do enredo? Se sim, conte-nos um pouco sobre.

R: Veio principalmente a partir dos quadrinhos da Vertigo e do filme “Anjos Rebeldes”. O RPG sem dúvida me ajudou a ganhar prática na elaboração de tramas, personagens e improvisação. É um passatempo formidável!


Você alterna, no livro, entre a narração em primeira pessoa e em terceira pessoa. Por que razões resolveu adotar esse estilo? E quais as diferenças, para você, na hora de produzir um trecho em primeira pessoa e um em segunda?

R: Adotei este estilo porque é uma parte em que o próprio personagem principal conta sua história. O objetivo era mudar o foco da trama. A primeiro pessoa permite que você explore mais a psique do protagonista.


Sua obra, claramente, tem uma aproximação com os roteiros de cinema, caso observemos a maneira de narrar as situações em detalhes e também a construção desfragmentada. Você acha que foi realmente influenciado pelo cinema?

R: Com certeza. Star Wars foi a mitologia que me ensinou a ver as metáforas no universo.


O livro tem um caráter não-linear. Em alguns momentos fala-se do futuro, em alguns momentos do passado, enfim, a história é cheia de idas e vindas temporais. Por que achou interessante utilizar este recurso no livro?

R: Cheguei a conclusão que se fosse fazer algo cronológico, muita coisa se perderia. Tornar-se-ia chato e maçante. Assim, escolhi este recurso. Se deu certo, não sei, mas me ajudou a captar só as partes relevantes para a trama.

33 Comentários:

Tarcísio Mello

Eu, particularmente, não sou um dos maiores fãs de literatura fantástica. Entretanto, nos últimos tempos, tive a oportunidade de ler duas obras desse segmento. Continua não sendo meu estilo preferido mas confesso que deixei de ter alguns preconceitos. Por outro lado, acho que a característica de haver muitas descrições dos ambientes físicos deve ser usada com muito critério. Em alguns casos torna-se desnecessariamente cansativa e nos dá a impressão de que o autor quis apenas "encher linguiça".

Quem sabe eu não ganho um exemplar na promoção e tenho mais uma oportunidade de me aventurar pela literatura fantástica.

Leonardo Schabbach

Legal, legal. Eu, particularmente, fiquei muito feliz em ver um autor nacional brigar para caramba sozinho e chegar onde o cara chegou. Bem legal a história mesmo. E o livro também é bem legal, ou nada disso que aconteceu teria acontecido. O livro meio que cresceu sozinho, num boca a boca extraordinário.

Caroline S.

Gostei da resenha e do livro. Ainda não tinha ouvido falar. O livro em si para ser bem interessante e amo livros contendo ficção. E a iniciativa do blog foi super legal, resenhando e trazendo até nos leitores novos autores brasileiros. Estarei participando. Posso afirmar que já “gamei” no livro. *-*

marcos nunes

Penso que já foi feito antes algo que eu poderia fazer com tal tipo de personagem: por o pobre demônio a morrer de tédio e a se perder diante dos descaminhos diversos dos seres humanos, que ele é incapaz de acompanhar. No lugar de um romance fantástico, faria um satírico.

Ademais, não sou um apreciador do gênero; creio, apesar disso, que bons livros podem vir de qualquer lugar, e mesmo um escritor preocupado com a decadência de uma cultura, seja ela católica ou pagã, pode fazer algo da envergadura de um Tolkien, mas o meu problema com o gênero é justamente este: vejo nele, e em seu irmão, a literatura futurística, ou ficção científica, uma tendência à valorização de certos valores míticos tidos por absolutos, ou simplesmente algo assim como, "bem, demônios, todos sabem como são os demônios", "bem, elfos, todos conhecem elfos", "zumbis, não os queremos por perto", e tudo isso em meio a teorias de conspiração que tem no horizonte, como parece ter este livro e tinha Star Wars, "o fim do mundo como o conhecemos".

Este é o meu limite: como não conheço o mundo (com suas zonas cinzentas dominantes entre os valores absolutos de bem e mal, belo e horrendo, gostoso e nojento), não especulo sobre o seu fim, mas sobre seus fins.

Acho que serviria como modelo para composição de um personagem que fosse um tipo de demônio, um menor. Numa palavra (ou melhor, em duas), um Demônio Chato!

Leonardo Schabbach

Agora, no livro tem uma coisa de bem diferente. Miguel é visto de uma maneira MUITO diferente, diria aposta, ao que normalmente se fala. É interessante.

Erica

Gostei da reportagem, bem direta.

Estou doida para ler este livro, acho que além de ter a fama de bom, a capa ,também, foi um recurso muito bem escolhido e bem chamativo.

Fico feliz quando vejo um brasileiro se despontando.

Paul Law

Eu estimo o autor por ser pioneiro e o blog por ajudá-lo na divulgação, mesmo sabendo que o livro é conhecido e falado.

Não pude lê-lo ainda, mas tenho muita vontade. Vejo o gênero literário fantástico como um caminho muito interessante para o jovem autor. Mudar esta temática de que só importados são importantes cabe a nós mesmos.

Ótima resenha.
Abraço.

|Mi|

Olá! Sou fã de literatura fantástica e fiquei curiosa quando vi este livro pela primeira vez numa livraria. Lendo a resenha fiquei ainda mais curiosa.

Estou participando do sorteio e espero muito ganhar um dos exemplares. Prestigiar a literatura nacional é sempre uma honra!

Alliah

Preciso conferir esse livro logo, estou atrasada por não ter lido ainda!

A produção fantástica nacional tá a todo vapor, haja fôlego (e dinheiro) pra acompanhar!

Email: alliah.art.insane@gmail.com
Twitter: @AlliahArt

Anxious Girl

Me interessava antes por livros, digamos assim, mais sérios. Mas depois que comecei a ler um livro do Neil Gaiman e o Hobbit eu empolguei com literatura fantástica.

Ah, sim. Já estou seguindo o blog para concorrer o livro.

@evelinamorim

Kari

Meu Deus, preciso muito muito desse livro. Acho que sou a última alma que não leu ainda...
E ja li tanta, mas tanta entrevista do Dudu que já sei as respostas na ponta da lingua hahahaha #fail

Participando, Leo!

Mayara

Quero muito ler! Já pesquisei mil vezes preços, mas nada cabe no meu bolso falido pós-férias.

Estou seguindo o blog ali no google connect e já twittei! @____mayara Pode twittar e comentar mais vezes pra ter mais chances ou é só uma por pessoa??

Leonardo Schabbach

Respondendo a Mayara. Como ela perguntou, pensei um pouco de decidi deixar as pessoas tuitarem 1x por dia até o dia do sorteio para que tenham mais chances de serem sorteadas.

Lyra Skanderfiel

Bom, eu gosto muito do livro, mesmo não tendo lido ainda. Gosto da Sinopse e das resenhas que leio de pessoas que já leram o mesmo. Espero poder ler em breve, pois o Eduardo é um escritor e tanto...

Parabéns pela resenha...
Lucas Borges - Série Lyra Skanderfiel!

Gisa Santanna

Olha só, finalmente consegui postar no blog.
sempre gostei de literatura fantastica, mas nunca li algo de um autor brasileiro. Se bem que, com essa produção toda, ta parecendo um mega best seller americano... To querendo um sim. rsrs
ah, vo aproveitar para comentar naqueles outros posts que tentei das outras vezes e nao consegui. rsrs

Michel Filipe

Quando o Eduardo apareceu na lista dos mais vendidos da Veja, pesquisei sobre o livro na hora.
Gostei demais do Tema, me lembra o seriado Subrenatural, que eu gosto também.

Agora, o boca-a-boca para divulgar livros é sim poderoso. Foi com você próprio, Leonardo, por sua indicação ao livro O Nome do Vento que eu o comprei, além também de A Guerra dos Tronos.

Leonardo Schabbach

Bem lembrado, Michel. E sobre Nome do Vento, aconselho mesmo. É um livro bom demais pra quem curte literatura fantástica. Bom demais mesmo.

Legal que comprou pela indicação. Espero que o livro não tenha decepcionado =D

id_junior_29

quero muito ler este livro a tempo que venho participando de sorteios mas naum ganho nada tomara que eu ganhe nessa!!

Michel Filipe

Decepcionado? Jamais!Nunca!

Eu agradeço pela indicação, estou é louco pelo próximo livro que vai sair em junho, acho. Irá ter mais ou menos umas mil páginas, estou contando os dias...

Isie Fernandes

Aí, Leo, amei a postagem! Já faz um tempinho que venho tentando me render à literatura fantástica, parece que isso está começando a acontecer de verdade, porque, desde quando A Batalha do Apocalipse começou a ser comentado na net, tenho sentido vontade de lê-lo. Quem sabe será agora? Ganhar o livro ajudaria na subida dessa escada.

Gostei de saber mais sobre o livro também. Essas características - narrações em primeira e terceira pessoas e viagens na cronologia - me atraem muito. Estou sinceramente curiosa pela leitura.

Fico na torcida pelo sucesso dos seguintes trabalhos do Spohr. Também o acho um cara bem bacana, sempre respondendo no Twitter, muito atencioso. Acredito que ele fez e está fazendo por merecer. ;)

victor

Esse é um livro que merece comentários e tudo mais...ta ai um otimo autor e brasileiro, coisa rara hoje em dia..muito bom achar uma entrevista com o próprio autor, o blog ta de parabens!

Leonardo Schabbach

Legal que gostou da entrevista, cara. Dê uma olhada pq temos mais uma entrevista com ele no blog.

Amanda Buzzi

Eu sou super fã de literatura fantástica e realmente me interessei por essa história. Acho mesmo que os autores brasileiros não são reconhecidos, por mais bons que sejam, e isso é realmente triste. Eu também desejo ser escritora e exemplos assim me fazem acreditar que o sonho é possivel! Parabéns!

Nery

O Eduardo Spohr é um exemplo de perseverança. Graças à sua persistência conseguiu entrar no difícil mercado literário. Parabéns pra ele!

Estou ansioso para ler "A Batalha do Apocalipse". Espero ganhar este exemplar.

Obrigado. Um abraço.

Alex Nery

Mariely

Ja estou a MUITO tempo babando nesse livro *-* Todos falam super bem do modo de escrita do autor.

Antonio Abreu

Estou conhecendo o blog agora. Vim e gostei, está nos favoritos e pretendo seguí-lo. O conteúdo é exatamente o que procuro, pois eu também estou iniciando um blog sobre literatura e aqui pode ser uma referência de contato... Um abraço

Ana Karenina

Olá Leo

Bastante louvável esta iniciativa de nos apresentar os autores novos, fico feliz quando descobro que os escritores estão tomando a iniciativa de apresentar seus trabalhos na internet, pois o Brasil é muito grande e nem sempre os livros chegam pra todos, a internet acaba facilitando bastante isso, um escritor hoje que não se conecta a internet dificilmente terá o alcance que espera.

Confesso que nunca li livros com temas deste tipo do livro A batalha do apocalipse, acho que vale a pena conhecer um pouco de tudo pra depois fazer um juízo de valor, se bem que julgar um livro como bom ou ruim vai depender muito de nossos gostos e experiências literárias, em todo caso vale arriscar.

Não sei se dá tempo de participar da promoção, mesmo assim valeu, só pude comentar agora, rs

Um Abraço

@anakint

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